A GRANDE REVOLUÇÃO

Muitas vezes nossos critérios de escolha são definidos pelo que chamamos de talento. Atribuímos valores aos talentosos, passamos a valorizar mais aqueles que supostamente são mais capazes de executar tarefas com brilhantismo. Quase sempre julgamos as pessoas com base na potencialidade que somos capazes de ver. Mas será que podemos realmente avaliar o talento de alguém? Certa vez um fotógrafo iniciante perguntou para um profissional experiente se ele tinha talento para a fotografia. O fotógrafo experiente disse que o trabalho do novato não tinha nenhum brilho, era uma arte sem vida e sem identidade.

Será que Jesus buscou os mais talentosos para segui-lo?

Podemos ver casos muito interessantes sobre a história de personalidades que tem dons e talentos bem desenvolvidos. Percebemos com facilidade que os mais talentosos possuem algum tipo de distúrbio ou até uma certa dose de insanidade. A genialidade de alguns geralmente é seguida por uma vida conturbada e, muitas vezes, um trágico fim.

Então talento é algum tipo de maldição?

Bertolt Brecht entendia que a grande revolução não seria feita pelos mais talentosos mas por aqueles que estão disponíveis. Alguns talentosos estão dispostos a se envolver em grandes projetos, muitos sonham em fazer parte de grandes movimentos de revolução, mas uma esmagadora maioria permanece inerte diante de um mar de possibilidades. O talento que poderia ser a maior ferramenta serve como freio em muitas áreas da vida. Tenho certeza de que muitos homens e mulheres talentosos estão dispostos a mudar o mundo, o problema é que a grande maioria não está disponível para esse trabalho. São tantos talentos e virtudes que não sobra tempo para as escolhas mais simples, que provavelmente são também as mais nobres. Não são capazes de pagar o alto preço da humildade e simplesmente servir.

Será que realmente precisamos de talento?

Podemos enterrar nossos talentos com medo do fracasso e escolher viver uma vida medíocre de acomodação e conformidade. Nos restaria gastar todo nosso tempo implorando por misericórdia.

Também podemos escolher aplicar nossos talentos de forma destrutiva em uma busca desenfreada pela glória e o sucesso e, desta forma, mergulhar no oceano da vaidade, esquecendo completamente do que é puro.

O grande desafio é entender que o talento é um meio e não um fim.

O importante é seguir em frente e não temer o fracasso.  Perseguir o sucesso, rompendo as fronteiras da estagnação e não buscando a vaidade. Lutar pela renovação do pensamento, vencendo a conformidade, sempre procurando o aperfeiçoamento. Independente de ter grandes talentos, estar disponível para a grande revolução.

Para finalizar é interessante voltar a falar do fotografo iniciante… Aquele rapaz (que supostamente não tinha talento) aceitou novos desafios, estudou muito, praticou e perseverou… hoje é um reconhecido profissional de fotografia e com o maior de todos os talentos – o de nunca desistir.

foto do fotógrafo quando ainda era iniciante

foto do fotógrafo quando ainda era iniciante

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1 comentário

  1. Waleska Gouvêa /

    Os pensamentos de Deus,não são os nossos pensamentos.
    Deus escolheu as coisas loucas do mundo para envergonhar os sábios,as coisas fracas do mundo para envergonhar as fortes,as coisas humildes do mundo,as desprezadas e aqueles que não são para reduzir a nada as que são.
    Quem diz isso é o Apóstolo Paulo em 1co:1;27-28.
    Melhor é quando Deus capacita!
    Deus Abençoe!

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