Vivemos dias de crescimento, avanços tecnológicos e mudanças constantes; e, cada vez mais, o egocentrismo e a individualidade atacam a nossa sociedade que vive em uma geração consumista, materialista e libertina. O mundo nos oferece um ‘menu’ com pratos variados e saborosos, tentadores aos nossos olhos, cristãos ou mundanos, a proximidade de informações e a facilidade em consegui-las nos tornou pessoas iguais, onde as diferenças encontram-se nos detalhes e, por muito pouco, não se vêem . Um tempo em que progredir significa pisar nos outros e que não se faz questão nenhuma de se manter a cordialidade, a humildade e a bondade; atributos que são vistos como fraquezas contrapondo a alegria verdadeira não mais encontrada com a mesma facilidade de outrora.
Paulo, em Romanos 12, nos implora, rogando para que apresentemos nossos corpos como sacrifício vivo, santo. Isso significa algo doloroso para nossa carne onde em outro momento ele fala: “- morrer é lucro e viver é Cristo”. Sacrifício aponta para dor e morte. Um sacrifício vivo aponta para algo mais doloroso e mais difícil.
Se pensarmos que a morte é um fim, sacrificar vivo é como um ‘término sem final’, é o morrer da carne, de nossas vontades, da nossa justiça própria; isso tudo consciente de suas escolhas, como um culto racional, algo pensado, uma decisão de caminhar propositalmente na contra-mão e logo transformar nosso entendimento de uma forma que aquilo que consideramos valores sejam mudados.
Isso fará com que experimentemos a boa, perfeita e agradável vontade do Pai. A condição colocada em forma de suplica a nós por Paulo mostra que a grande dificuldade que enfrentamos creio não estar em atitudes educadas ou em boas ações, contudo, está na forma de nós pensarmos, nos conceitos que cremos e nos paradigmas que alimentamos ao longo dos anos vivendo um cristianismo de fachada e de motivação, nos escondendo atrás de moveres e tempos proféticos que, realmente existem e vem da parte de Deus, entretanto, servem para muitos como um escudo e fortaleza. Somos convidados e incentivados, sim, por um Jesus que nos deu o direito legal de não vivermos conforme o curso deste mundo, mas transformando-nos pela renovação da nossa mente.
Nesse ponto você deve estar pensando como eu, em como alguém pode colocar as coisas da vida desta forma. Será que essa pessoa não tem pecado? Pelo contrário, continuo a escrever com base no vs. 3, onde pela graça e pelo sangue do cordeiro, entro com ousadia no santo dos santos. Não sou melhor que ninguém.
Seguindo o texto entendemos porque Paulo segue nessa linha de unidade e de explicações, para que depois desta forte palavra houvesse total compreensão por parte da igreja em Roma e, assim como ele foi chamado para exortar e ensinar, que outros pudessem seguir corajosamente seu exemplo e, executassem de forma que os resultados favorecessem ao reino e não ao detentor do dom. Para acima da intensidade e da convicção que cada um tem em sua habilidade espiritual, não interfira de forma negativa nem contrária ao crescimento do corpo, que é a noiva, a igreja.
Com isso ele isentou a facilidade em executar todas as coisa no reino, pois além de enfatizar que por utilizarmos nossos dons teríamos perseguidores, temos que abençoá-los; isso para nos humilhar e nos colocar na posição correta e, transformar algo que traria orgulho e precederia uma queda, em algo honroso, de maneira que nos faça ‘apresentarmos como sacrifício vivo, santo e agradável, de forma pensada e como escolha própria, e transformando nossa mente para experimentar a boa, perfeita e agradável vontade de Deus’. Quando estamos certos abrimos mão disso para sermos mais parecidos com Ele; quando temos uma oportunidade para nós, pensamos no próximo; uma vida de negação e renúncia, feita de sacrifícios e mortes, recompensados por vivermos a boa, perfeita e agradável vontade dAquele que criou todo o universo e que detém em Suas mãos o controle de tudo e de todos, regado ainda de uma herança sem igual.
Fica aqui a pergunta: vale a pena?









Vale a pena? Para quem pensa em viver uma eternidade ao lado do Pai, andar em ruas de ouro, só de boa vale muito a pena. Mas, se ao contrário, pensar apenas no presente terreno… não vale mesmo!
“Se negar em favor de alguém que nem ao menos sei quem é? Deixar o conforto do meu lar para fazer missões? Falar de Jesus para uns desgraçados que nem ao menos sabem quem Ele é? Dar bons testemunhos para pessoas que só sabem apontar seus dedos sujos? ”
A renúncia não é apenas a condição de entrada no Reino de Deus, mas, também, a condição de permanência!
♫ Vivo a eternidade no meu dia-a-dia. Imagine você a beleza do lindo lugar. Quem vive na esperança não perde por esperar. Eu não te falei teoria, eu quis viver pra mostrar. A minha maior alegria, que eu possa te encontrar no céu…♪
E vale a pena esperar … viver uma vida de santidade. ter compromisso com o PAI.
Aquele que nos amou primeiro.
Quero sim Deus … ter a minha mente fixada no Senhor.
Deus abençoe!!!