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	<title>..:: Arte Com Cristo ::.. &#187; César Ricky</title>
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		<title>A &#8220;demonização&#8221; que desinforma</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Aug 2011 21:29:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>César Ricky</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Ricky Tehilin]]></category>

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		<description><![CDATA[Um amigo meu, vendedor de uma loja de CDs de rock e, consequentemente, vocalista de uma banda de heavy metal, um dia compartilhou algumas das &#8220;pérolas&#8221; que ouve de clientes. Um sujeito entrou na loja, pegou um CD do Ozzy Osbourne e disse: &#8220;Esse moço fez pacto com o diabo e bebeu sangue de um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um amigo meu, vendedor de uma loja de CDs de rock e, consequentemente, vocalista de uma banda de heavy metal, um dia compartilhou algumas das &#8220;pérolas&#8221; que ouve de clientes. Um sujeito entrou na loja, pegou um CD do Ozzy Osbourne e disse: &#8220;Esse moço fez pacto com o diabo e bebeu sangue de um caixão para ser roqueiro!&#8221;.</p>
<p>Tudo bem, é claro que o Ozzy foi o grande responsável por algumas das maiores atrocidades (e boa parte delas foram mais um tremendo besteirol somado a uma vida desregrada, do que necessariamente algo satânico), mas a frase do sujeito mostra o tamanho da desinformação que se tem sobre algumas coisas. Claro, com uma pitada de &#8220;lenda urbana&#8221;.</p>
<p>Pegando esse gancho, como a preocupação nesse texto é sobre o cristão artista, vejo que a desinformação no ambiente da igreja, não é diferente do que o exemplo acima.</p>
<p>Encarar o rock como música do diabo, já virou uma conversinha tonta, que somente os mais desinformados caem. Mas de qualquer maneira, sempre vale uma explicação a mais.</p>
<p>Vamos lá. O rock tem origem no blues, que tem origem nas igrejas negras em meados de 1920, nos EUA. Os negros que colhiam algodão, passavam o dia cantando lamentações/tristezas (origem da palavra blues) enquanto tinham o penoso trabalho de colher algodão. Entre as músicas que cantavam (e compunham na hora), muitas eram louvores a Deus pedindo uma vida melhor, ou lembrando que no céu, tal sofrimento não mais existiria.<br />
O rock iniciou como o &#8220;blues acelerado&#8221;, também dentro dessas igrejas negras. O mesmo ambiente foi o berço do jazz e do soul.</p>
<p>Quando o rock começou a se popularizar, aquele &#8220;ritmo dançante&#8221; recebeu o nome pelo qual o conhecemos de um DJ americano, em 1953, no sentindo de que essa música fazia balançar e &#8220;mexer os quadris&#8221;.</p>
<p>A polêmica sobre o diabo ser o pai do rock, começa também nos anos 50, quando a conservadora (e racista) sociedade americana da época, abolia tal música vinda dos negros, e dizia que tirava os bons costumes dos seus filhos. Até surgir um rapaz branco de olhos azuis, chamado Elvis Presley, para enfiar esse racismo goela abaixo. Mas isso é outra história.<br />
No início dos anos 70, o rock tornou-se mais pesado, e uma banda inglesa formada por quatro jovens, aproveitou a revolta típica dos hormônios da juventude e juntou com uma boa estratégia de marketing, escrevendo letras calcadas em bruxarias e pactos com o &#8220;Tinhoso&#8221;, dando origem ao Black Sabbath. Ali, nasceu a cara mais maldosa do rock.<br />
Portanto, Raul Seixas e Paulo Coelho não são os responsáveis pela frase &#8220;o diabo é o pai do rock&#8221;. eles pegaram isso emprestado do que acontecia no exterior.<br />
Claro que muitas bandas realmente se jogaram para o lado satânico da coisa, mas aqui, estou falando sobre a origem do estilo e não sobre o gênero &#8220;black metal&#8221;.</p>
<p>Também já ouvi dizer que os instrumentos musicais tem origem diabólica porque foram criados por Jubal, que era descendente de Caim. Contestável.</p>
<p>Vamos analisar. Jubal era descendente de Caim e a Bíblia comprova isso. Mas afirmar que por ele ter essa descendência ele teve influência diabólica para criar os instrumentos musicais, não tem a menor base bíblica. Isso nada mais é do que uma interpretação pessoal carregada de &#8220;achismos&#8221;.</p>
<p>Mas vamos pensar no seguinte. Será que a criação das armas tem inspiração diabólica? Independentes de sabermos, vamos dizer que tem.<br />
Então, o que diremos da funda que Davi usou para matar o gigante? Ela era diabólica?<br />
Voltando aos instrumentos musicais, e a harpa que Davi tocava e acalmava o furor do rei Saul? Tinha um espírito maligno nela?</p>
<p>Vamos esclarecer algo aqui: A igreja está se tornando tão menos bíblica e tão religiosa, que ela demoniza tudo aquilo que ela não sabe explicar.</p>
<p>Tem um ator de cinema, ultra conhecido que vive bêbado agredindo fotógrafos e tratando entrevistadores com o maior desrespeito do mundo. Só que esse mesmo ator dirigiu e produziu um filme adorado por pelo menos 90% dos cristãos: A Paixão de Cristo, o ator/diretor é Mel Gibson.</p>
<p>A igreja é ignorante no que diz respeito a coisas que ela não tem a capacidade de explicar. E quando surge essa ignorância, ela apela e demoniza as coisas.</p>
<p>No Brasil, a história de que rock é do diabo ganhou força em 1983, quando o Kiss veio tocar aqui pela primeira vez. A mídia da época saiu propagando que os caras matavam pintinhos no palco (o que sempre foi uma mentira) e faziam sacrifícios ali (tudo por causa da pirotecnia usada nos shows).<br />
No show do Kiss no Rio de Janeiro, um grupo de crentes resolveu impedir a entrada do público alegando que ali teria um ritual satânico. Tudo porque a mídia, escandalosamente, divulgou um monte de besteiras sobre o grupo.</p>
<p>Até entendo o papel desse grupo de crentes de quererem &#8220;proteger&#8221; as pessoas que iriam assistir o show. Mas o tumulto todo foi causado pela propagação errada de uma notícia e pela falta de informação.</p>
<p>Não estou servindo como advogado da banda, não é esse o objetivo. Simplesmente quero escancarar a demonização que existe sobre coisas que nem tentam ser explicadas ou aprendidas.</p>
<p>Artistas cristãos deveriam ser os menos preconceituosos com coisas que se referem simplesmente a arte. E pastores que se interessem por cuidar da vida desses artistas, deveriam ser além dos mais &#8220;chegados&#8221; a Deus, os mais informados e antenados sobre o que acontece nesse mundo.</p>
<p>O que tem acontecido é que uma legião de artistas surgem dentro das igrejas simplesmente para passarem a sua vida fazendo arte apenas para a igreja!<br />
Ou seja, o &#8220;IDE&#8221; de Jesus foi para o espaço, e a criatividade dada por Deus só pode funcionar de maneira eclesiástica.</p>
<p>Mas esse não é o princípio da igreja, que por sinal, significa &#8220;eclésia&#8221; e vem do grego &#8220;tirados para fora&#8221;.</p>
<p>A igreja precisa ser sal, e o cristão que é artista precisa salgar e, como luz, iluminar . Mas o que acontece é o contrário, pois somente uma minoria dos cristãos artistas que resolvem fazer algum trabalho no meio secular, é que não se afasta da fé.<br />
Isso expõe duas coisas: a falta de base e convicção em sua fé, e a falta de um pastoreio que saiba acompanhar um ARTISTA (não um membro de igreja).<br />
Entendo o fato de que muitos pastores temem que seus membros abandonem seus princípios e destruam suas próprias vidas. Mas demonizar as coisas não é o caminho para proteger. O certo é ensinar conforme a Bíblia ensina, que é sem religiosidade.</p>
<p>Recentemente, conversei com meu amigo Reginaldo (Programa Multiforma) e ele fez um comentário no mínimo interessante. Ele disse que sempre que entrevista um artista cristão (obs: não um cristão artista, são coisas diferentes) e pede para que no final da matéria a pessoa deixe uma mensagem evangelística, o entrevistado não sabe falar de maneira evangelística, só sabe falar com todos aqueles cacoetes manjados de crente. Terrível isso.</p>
<p>Isso também demonstra o inchaço da &#8220;bolha gospel evangélica&#8221;.<br />
A igreja tem se fechado tanto em seu universozinho, fazendo seus eventos que propagam somente seus interesses (que raramente são almas), que boa parte dos cristãos não conseguem mais dialogar inteligentemente com pessoas que não compartilham da mesma fé.</p>
<p>Isso é preocupante, porque se um cristão (principalmente um artista) não consegue dialogar com as pessoas que não dividem da mesma fé, de que maneira ele vai influenciar?</p>
<p>Tenho um grande amigo, chamado Carlos Sugawara, que além de ser um cristão convicto de sua fé, é &#8220;apenas&#8221; um dos artistas do cast do famosíssimo Cirque du Soleil.<br />
Recentemente, pude acompanhar um acontecimento besta de uma pessoa completamente religiosa que crucificou o Carlos por ele ser &#8220;crente&#8221; e trabalhar num circo cheio de &#8220;símbolos satânicos&#8221; (coisa que honestamente não sei onde estão esses símbolos).<br />
Obviamente que eu entrei em defesa do Carlos. Mas esse ocorrido mostra como a mesma igreja que hoje propaga milhares de eventos de arte ainda não sabe como lidar com a ARTE.</p>
<p>A igreja trabalha dentro do conceito seguinte:<br />
Música, só é boa se for louvor.<br />
Dança, só vale se for uma coreografia bíblica.<br />
Teatro, só pode se interpretar um tema bíblico.<br />
Artes plásticas, só pode se for uma pintura bíblica ou uma &#8220;arte profética&#8221;.<br />
Circo, só é permitido se o palhaços fizerem &#8220;palhaçadas cristãs&#8221;.</p>
<p>Poxa! Como assim? Quem foi que ditou essas regras?<br />
A Bíblia que não foi, isso eu garanto.</p>
<p>Temos que entender que o que está em jogo, antes da arte, é o artista. A arte é uma expressão humana criada por Deus (já que fomos feitos a imagem e semelhança dEle), não uma ferramenta evangelística.<br />
Temos que parar com essa história de demonizar coisas que não conhecemos (ou temos preguiça de explicar) e ao mesmo tempo querermos criar uma vertente &#8220;gospel&#8221; para tudo o que existe.</p>
<p>Quando as pessoas sabem que eu sou cristão e sabem que sou músico de uma banda de celtic rock, imediatamente me perguntam: &#8220;Sua banda é gospel?&#8221;.<br />
Essa é uma pergunta que faz meu sangue ferver.<br />
Com muita educação, sempre respondo: &#8220;Não, não é gospel. Somos cristãos e somos músicos. Fazemos música celta porque é o estilo que gostamos. A única coisa é que nas nossas letras falamos sobre nossa vida, que automaticamente reflete a nossa fé&#8221;.</p>
<p>É uma explicação do tamanho de um elefante, mas infelizmente, as pessoas não entendem que é possível ser cristão artista sem ser gospel. É a ditadura do rótulo pela &#8220;fé&#8221;.</p>
<p>Acredito, e espero, que pastores compromissados com a palavra, mas antenados com a realidade do mundo levantem-se e cuidem dos artistas.<br />
Chegou a hora de dar explicações decentes ao invés de demonizar aquilo que não se conhece.<br />
Também espero que cristãos artistas surjam como cristãos verdadeiros, que saibam que sua arte não é o foco da sua vida, mas sim a salvação conquistada na cruz. Mas que esses mesmos artistas mostrem que sabem fazer arte sem rótulos!</p>
<p>Se o nosso papel é seguir o mandamento de Jesus (IDE), precisamos mudar nossa postura. E se podemos ser profissionais em qualquer área de nossa vida sem nos &#8220;auto-rotular&#8221;, também podemos fazer arte na essência do que ela é.<br />
Uma última coisa. Nunca devemos esquecer que o principal é o artista, e não arte que ele produz.</p>
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		<title>Quem é o culpado por essa decadência?</title>
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		<pubDate>Wed, 12 Jan 2011 20:17:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>César Ricky</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Estou aqui queimando alguns neurônios tentando me lembrar de algum lançamento realmente impactante da música cristã em 2010 (nacional e internacional). Entenda o que eu disse: lançamento impactante. Certamente bons CDs foram lançados. Mas estou em busca daquele que marca, que te faz ouvir por diversas vezes e pensar como os caras conseguiram fazer algo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.artecomcristo.com/wp-content/uploads/2011/01/pauta_musica.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-1515" src="http://www.artecomcristo.com/wp-content/uploads/2011/01/pauta_musica.jpg" alt="" width="300" height="300" /></a>Estou aqui queimando alguns neurônios tentando me lembrar de algum lançamento realmente impactante da música cristã em 2010 (nacional e internacional). Entenda o que eu disse: lançamento <strong><em>impactante</em></strong>.</p>
<p>Certamente bons CDs foram lançados. Mas estou em busca daquele que marca, que te faz ouvir por diversas vezes e pensar como os caras conseguiram fazer algo tão bom.</p>
<p>Alguns CDs, em anos diferentes, me trouxeram essa sensação. Vou citar os principais albuns cristãos que me causaram esse impacto: Iona &#8211; Open Sky, Deep Still &#8211; Authentic Celtic, David Crowder Band &#8211; Can You Hear Us, Delirious &#8211; Glo, Burlap to Cashemere &#8211; Anybody Out There?, Kaiser/Mansfield &#8211; Slow Burn, Third Day &#8211; Come Together, Vineyard UK &#8211; Beautiful, Kevin Prosch &#8211; Acoustic, The Insyderz &#8211; Skaleluia, Michael W. Smith &#8211; Freedom, The Verra Cruz &#8211; Innocence, Galactic Cowboys &#8211; Galactic Cowboys,  Tourniquet &#8211; The Collected Works, DC Talk &#8211; Freak Show, Som da Chuva &#8211; I, Darrell Evans &#8211; Freedom.</p>
<p>Claro, toda lista de CDs tem a influência do gosto da pessoa que escolhe. E é lógico que alguns desses CDs causaram mais impacto na época em que foram lançados do que agora, até porque muitos deles foram exaustivamente copiados por outras bandas. Mas se você observar atentamente coloquei CDs de diversos estilos musicais e de anos diferentes, alguns tem até um apelo mais comercial. Outra coisa interessante é que nessa lista tem CDs que foram lançados no mesmo ano, o que para mim demonstra terem feito parte de um período muito criativo da música cristã.</p>
<p>Fica aqui uma observação. Algumas das bandas que citei ainda nem são muito conhecidas, outras, lançaram esses excelentes CDs antes de fecharem contrato com as grandes gravadoras &#8211; o que de certa forma, demonstra que não eram manipulados artisticamente. E algumas dessas bandas acabaram (Galactic Cowboys, Burlap to Cashemere, The Insyderz, DC Talk).</p>
<p>O que me assusta muito quando converso sobre música cristã com algumas pessoas, é como tudo está nivelado por baixo. Ouço cada absurdo chamado de &#8220;excelente trabalho musical&#8221; que chego a ficar assustado. Sites e revistas cristãs costumam ser medonhos, porque são raros os que chamam de bom aquilo que é bom de verdade. A grande maioria da mídia cristã, que é manipuladora, vendida e medíocre (além de altos casos de puxa-saquísmos para quem é a &#8220;bola de vez&#8221;) é uma das maiores responsáveis dessa nivelação tão baixa no que diz respeito a qualidade musical.</p>
<p>Não estou escrevendo esse texto como músico de uma banda independente que faz um tipo de som praticamente anormal para os padrões mercadológicos. Estou escrevendo como consumidor e admirador da BOA música, vou frisar novamente: BOA música, não esse lixo enlatado que você compra na Conde de Sarzedas (famosa rua de comércio gospel da cidade de São Paulo) ou que você vê nas Expocristãs da vida (com mais que raríssimas exceções).</p>
<p>É engraçado que até mesmo os sites cristãos, que deveriam ajudar no &#8220;aculturamento&#8221; musical tornaram-se responsáveis por divulgar as coisas mais imprestáveis possíveis. As gravadoras e distribuidoras de CDs (que se dizem cristãs, mas o título cristão se refere apenas ao estilo de música, porque o objetivo mútuo é grana), algumas até com nomes estrambolicamente espirituais, já deixaram de apoiar os que tentam fazer algo interessante musicalmente para ficar com a &#8220;mesma mesmice de sempre&#8221;. Por quê? Porque o deus-grana precisa abençoar a conta bancária dos donos!</p>
<p>É difícil achar um único culpado na decadência da música cristã.</p>
<p>Os próprios pastores e ministros de louvor de igrejas manipulam o povo com a música que se deve ouvir ou não. Quer apostar? É só ver quais são as músicas cantadas nas igrejas durante o período de louvor. Outra forma de observar isso, é ver quais são os grupos ou artistas que cada igreja concorda em levar &#8211; falo isso com conhecimento de causa, já vi e participei dessas reuniões em vários lugares. A verdade é que o povo é manipulado o tempo todo. Muitas vezes os próprios pastores são manipulados pelos membros do grupo de louvor, que na grande maioria tem suas opiniões niveladas com o baixo nível do que se consume de música cristã.</p>
<p>Tem casos de igrejas que convidam determinado músico/artista/ministro de louvor, só para ver se consegue pegar uma &#8220;carona&#8221; no sucesso momentâneo do sujeito, ou mesmo se tornar &#8220;a igreja da vez&#8221; por levar o &#8220;artista da vez&#8221;. Infelizmente, raros são os que convidam grupos porque gostam ou admiram o trabalho.</p>
<p>É duro ter que revelar certas verdades, mas acho que já passou do tempo da igreja ter cérebro. Além de ser um lugar espiritual, precisa ser um lugar de pessoas pensantes e críticas, para não fircar engolindo todo tipo de besteira que engole ano após ano.</p>
<p>Os próprios artistas são culpados por isso. Alguns que se submetem a perda da autênticidade após a realização do sonho de fechar com uma gravadora e ter todo tipo de benefícios possíveis (carros, apartamentos, cirurgias plásticas &#8211; nos casos mais extremos de gravadoras grandes). Outros, por serem simplesmente imbecis em busca do sucesso abandonam sua idéia inicial de fazer algo que é seu para copiar outros. Desde que os músicos cristãos descobriram a fórmula &#8220;U2 &#8211; Coldplay&#8221; de se fazer música, nada de novo foi criado (obs: todo meu respeito ao U2 e Coldplay, que não tem culpa de serem plagiados). Sem falar no incontável número de artistas cristãos que tentam deixar seu estiloparecido com o do &#8220;artista da vez&#8221; ou se aproximar de artistas mais respeitados paenas para impulsionar suas carreiras.</p>
<p>Acho interessante que muitos músicos que tocam para os artistas cristãos promotores de lixo musical, tem uma concepção musical diferente dos seus patrões. Conheço muitos que são aficcionados por jazz, amantes de músicas de boa qualidade. Mas na hora de fazerem a diferença e colocarem a cara para bater mostrando algo novo e bem feito, se acovardam pela presença do deus-grana. Ou seja, criatividade e autenticidade são coisas banais que podem ser deixadas de lado quando descobre-se que o caminho ao lado delas não é tão fácil e e cheio de glamour.</p>
<p>Que vantagem tem para um músico que diz ser autêntico ficar tocando covers de suas bandas favoritas ao invés de compor sua própria música? Uma música ou outra, tudo bem, mas um CD inteiro! Para aqueles que se dizem adoradores, que vantagem tem ficar gritando &#8220;Jesus, eu te amo&#8221; feito um louco, por 5 ininterruptos minutos sendo que o Senhor nos deu inteligência o suficiente para sermos mais poéticos e sinceros em nossas adoração?</p>
<p>Nós, consumidores cristãos de música precisamos pensar mais, precisamos colocar nossos cérebros para funcionar e sermos mais críticos quanto ao que nos vendem. A igreja tem o prazer de criticar os programas de TV de domingo à tarde, acusando-os de serem os responsáveis por todo lixo de música esdrúxula que se consome no Brasil &#8211; o que é fato. Mas é essa mesma igreja, que de uma forma &#8220;gospel&#8221; consome outros tipos de lixo com o rótulo de cristão.</p>
<p>Os culpados por essa decadência são: Os artistas, as gravadoras e distribuidoras de CDs, a mídia, os pastores, os ministros de louvor, os músicos e o próprio povo que faz questão de deixar o cérebro guardado numa gaveta ao invés de pensar antes de engolir todo esse lixo musical.</p>
<p>Desisti, não vou mais queimar meus preciosos neurônios para tentar encontrar algo que se encontra em extinção: a criatividade musical na música cristã.</p>
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		<title>A IGREJA ESCONDIDA SOB OS HOLOFOTES DA FAMA</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Nov 2010 02:49:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>César Ricky</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Ricky Tehilin]]></category>

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		<description><![CDATA[Ninguém disse que falar a verdade é algo fácil. Aliás, por muitas vezes preferimos omitir o que pensamos em prol do bem estar de uma amizade, ou da convivência pacífica com os conhecidos. Mas a verdade é libertadora, e vale muito mais você colocar sua cabeça no travesseiro com a consciência de que está em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.artecomcristo.com/wp-content/uploads/2010/11/vergonha.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-1490" src="http://www.artecomcristo.com/wp-content/uploads/2010/11/vergonha-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a>Ninguém disse que falar a verdade é algo fácil. Aliás, por muitas vezes preferimos omitir o que pensamos em prol do bem estar de uma amizade, ou da convivência pacífica com os conhecidos. Mas a verdade é libertadora, e vale muito mais você colocar sua cabeça no travesseiro com a consciência de que está em paz com os valores que te movem do que dormir pensando que perdeu a chance de ser verdadeiro.</p>
<p>Infelizmente, hoje em dia, em diferentes níveis da sociedade é mais importante fazer lobby para garantir o &#8220;seu lugar ao sol&#8221; do que ser quem você é. E nessa história toda, quem faz mais lobby, ou é mais político, chega mais longe (mesmo que isso te distancie de quem é o seu verdadeiro eu). Quem procura falar a verdade &#8211; seja profissionalmente, ministerialmente, ou em relações pessoais -, cada vez mais se torna inexistente aos olhos da popularidade.</p>
<p>Mas se a verdade nos liberta, é preferível ficar com ela. Pois certamente aquele que disse isso em palavras sagradas, sabe muito bem que essa verdade nos leva para lugares melhores.</p>
<p>Quando lembro da minha vida antes da minha conversão, aos dezoito anos, uma das memórias que mais me vem à mente era a quantidade de amigos que tive. Sempre tive muitos amigos, desde a minha infância. Claro que brigamos algumas vezes e depois nos desculpamos. Por vezes choramos e por outras rimos. E posso dizer, tive amigos muito leais (mesmo quando eu achava que eles não fossem).</p>
<p>O meu choque aconteceu quando me converti &#8211; diferentemente de hoje onde se converter não é mais significado de mudança -, perdi meus amigos porque ser &#8220;evangélico&#8221;, naquela época, ainda era ser um anormal para o resto do mundo. Mas a alegria der ver uma transformação tão grande acontecendo na minha família, e de fato começar a entender o quanto Jesus me amava, foram suficientes para que eu não desistisse do caminho. Mesmo tendo que perder meus amigos.</p>
<p>Por fim, acreditei que fosse conhecer novos amigos e tudo seria uma nova história. De fato conheci muitas pessoas, a principal delas, hoje é minha esposa (e minha melhor amiga, depois de Jesus). Fiz vários &#8220;amigos&#8221;, e muitos desses considero mais como bons colegas do que amigos como os que eu tinha antes.</p>
<p>A vida foi tomando seu rumo até chegar o momento onde comecei a me envolver ministerialmente. Além da música, também me envolvi com missões, escolas teológicas/bíblicas e com a mídia direcionada ao mercado gospel. Como músico gravei para alguns ministros, ministérios, bandas e artistas solos. Também toquei com diversos grupos e ministros de louvor (o mesmo aconteceu com minha esposa). Passei por ministérios, igrejas, cidades e estados diferentes. E com tudo isso fui aprendendo.</p>
<p>Com tantas coisas acontecendo e conhecendo tanta gente, eu poderia pensar que de fato teria muitos amigos. Mas aprendi outras coisas que vão além da amizade.</p>
<p>Todas essas situações na minha vida não tem lugares separados como &#8220;profissional&#8221; e &#8220;pessoal&#8221;. Pois no que diz respeito a sua vida como igreja de Cristo, tudo passa a ser pessoal. É simples, pois  mesmo quando você vai fazer algo profissional (ou até ministerial) em prol da noiva de Cristo, você não deixa de ser corpo, por isso fica difícil dividir entre &#8220;profissional&#8221; e &#8220;pessoal&#8221;.</p>
<p>Pensando dessa forma, vou chamar de igreja tudo o que diz respeito a esse universo evangélico/gospel (mídia, denominações, bandas, minstérios, amizades etc.).</p>
<p>Dentro de tudo isso, tenho uma conclusão.</p>
<p>A igreja é o lugar onde encontrei as pessoas mais mentirosas, traiçoeiras, enganadoras, trapaceiras, gananciosas, arrogantes, orgulhosas, metidas e egoístas que já conheci na vida.</p>
<p>Eu sei que essa é uma afirmação muito dura, mas em nenhum momento ela deixa de ser verdadeira.</p>
<p>Nesse meio eu já perdi as contas de quantas pessoas se aproximaram de mim para serem meus &#8220;amigos&#8221;, enquanto o objetivo era me usar como &#8220;escada&#8221; para chegar num lugar mais alto (muitas vezes com desculpas espirituais para isso). Já surgiram outros querendo ser meus parceiros ministeriais, mas na verdade o foco era puro interesse nos meus contatos ou até no meu talento. O que já me pediram para gravar participações em CDs onde eu nunca vi a cor do dinheiro prometido, parece comédia. &#8220;Amigos&#8221; com desculpas ministeriais e espirituais que me usaram para crescer nesse meio, foram grandes decepções nessa minha jornada.</p>
<p>Conheci ministros/cantores que hoje são famosos, que no começo não cobravam um mísero tostão para ministrar. E hoje, enfiam dinheiro no bolso da forma mais descarada possível. Sempre com ar de santidade (e o povo engole tudo).</p>
<p>Tive o desprivilégio de conhecer aproveitadores de igreja que fazem coisas dizendo que é pelo bem da noiva de Cristo, enquanto o interesse verdadeiro é a sua própria fama. Também conheci filhos de pastores que são alienados e imbecis, que mais funcionam como porta-vozes do pensamento dos pais &#8211; e por isso se acham acima dos outros na igreja -, ao invés de serem servos de um corpo e tentarem ser exemplos de fé.</p>
<p>Por eu ser jornalista e ter trabalhado na mídia gospel, muita gente tenta usar a &#8220;amizade&#8221; que tem comigo para se aproximar de pessoas famosas com quem eu tenho contato, e tentarem alavancar suas carreiras com os &#8220;grandões&#8221;. Além disso, alguns veículos especializados da mídia gospel já tentaram me explorar com objetivo de ganhar dinheiro e nome sem muitas vezes me dar um mísero centavo pelo meu trabalho.</p>
<p>Tocando e ministrando por aí já tomei diversos &#8220;chapéus&#8221; financeiros. (Só esclarecendo, nunca cobrei cachê, mas sempre deixei claro que os gastos precisam ser cobertos &#8211; transporte, alimentação, hospedagem &#8211; e que dependo da oferta como parte da minha renda). Já recebi cheque sem fundo, toquei em eventos onde o organizador sumiu com o dinheiro no último dia. Sem falar na desculpa clássica de dizer &#8220;vou depositar na sua conta nessa semana&#8221;. Já tomei golpe de gravadora. Ouvi promessas que nunca aconteceram. Vi meus CDs serem pirateados por crentes. Já me venderam o &#8220;peixe&#8221; de que o evento seria de um jeito, cheguei lá e foi completamente diferente. Vi líderes combinarem o quanto de oferta era necessário tirar do povo. Já fui abandonado por pastores que resolveram pastorear alguém que era mais intere$$ante. Busquei ajuda de divulgação do meu trabalho com &#8220;adoradores extravagantes&#8221; que na verdade queriam contas bancárias extravagantes, e por isso me enxotaram. Já tentei me aproximar dos crentes undergrounds e fui desprezado por não ser tão underground assim. Conheci pastores e ministros de louvor que pregam contra a denominação, mas não perdem a chance de ter uma agenda nas &#8220;grandes igrejas&#8221; para vender seus CDs e arrancar uma oferta gorda. Já fui &#8220;hospedado&#8221; em banco de cinema, em casa diferente de onde estava minha esposa, tatame, berçário, atrás de banheiro&#8230; entre outras coisas. Em algumas ocasiões pegaram meu equipamento de som sem minha autorização e &#8220;emprestaram&#8221; para outro irmãozinho tocar. Já fui abandonado na data de uma agenda por músicos que tocavam comigo. Estive em igrejas onde o grupo de louvor local estava me esperando para um &#8220;desafio musical de inveja&#8221; e não para compartilhar do que eu tinha para mostrar. Cara, cada coisa que me aconteceu.</p>
<p>Como fui enganado, usado e traído nesse meio, e ainda não contei tudo.</p>
<p>O mais engraçado é que como na igreja tudo é feito tão desleixadamente, quase cem por cento das pessoas que me &#8220;ferraram&#8221; (pra falar o português bem claro), me olham e me cumprimentam com a maior cara-de-pau do mundo. Como se não soubessem o quanto me prejudicaram. E eu sei que alguns deles vão ler esse texto e vão continuar com esse cinismo descarado.</p>
<p>Tem dias que a vontade de dar nome aos bois e falar quem é quem é gigantesca, mas não posso fazer isso. Uma porque não cabe a mim separar o joio do trigo, outra, porque ninguém acreditaria (pois a fama não está ao meu lado. E pode acreditar, a fama é formadora de opinião).</p>
<p>Quando penso nessas coisas, tanto as que aconteceram comigo quanto as que vejo acontecer na igreja brasileira, lembro dessa passagem bíblica de 2 Pedro 2.2-3:</p>
<blockquote><p><em>&#8220;Muitos seguirão os caminhos vergonhosos desses homens e, por causa deles, será difamado o caminho da verdade.</em></p>
<p><em>Em  sua cobiça, tais mestres os explorarão com  histórias que inventaram.  Há muito tempo a sua condenação paira sobre  eles, e a sua destruição  não tarda.&#8221;</em></p></blockquote>
<p>Sinto ter que escrever isso, mas não posso ocultar a verdade: a igreja brasileira atual é um covil de ladrões, amizades aproveitadoras e supérfluas, famosos metidos à besta com ar de santidade, e crentes que estão mais preocupados com o seu umbigo do que com a propagação do evangelho de Jesus ou com uma amizade verdadeira com as pessoas que os cercam.</p>
<p>Posso dizer claramente, eu conheço a igreja escondida sob os holofotes da fama. E ela cheira mal. Se a igreja televisiva, famosa, das páginas de revistas, dos sites requisitados é a igreja dos prósperos e vencedores, nesse caso eu sou um derrotado.</p>
<p>Pois eu não tenho o sucesso que essa igreja &#8220;midiática&#8221; tem. Não tenho uma vida cercada de vitórias e conquistas. Pelo contrário, tenho muitas dificuldades e muitas incertezas. Por muitas vezes tenho vontade de parar, desistir, abandonar meu ministério, não fazer mais música, não ensinar a Bíblia, não me preocupar em ministrar e simplesmente ficar estagnado num lugar. Eu tenho dúvidas se estou fazendo a coisa certa ou não. E quando penso nisso, vejo que não me pareço com essa igreja onde o sucesso pessoal é mais importante do que qualquer coisa.</p>
<p>Não estou sendo pessimista com minhas palavras, estou sendo apenas realista (ou será que eu sou o único de carne e osso aqui?).</p>
<p>Mas eu sei o motivo que me faz não desistir: <strong><em>A igreja e seus membros sempre me decepcionaram, mas Jesus nunca me decepcionou</em></strong>.</p>
<p>O Senhor, nunca, absolutamente nunca me decepcionou. Mesmo quando me senti sozinho, abandonado, enganado. Eu não posso criticar o Senhor pela fraqueza dos seus seguidores. Embora a palavra cristão signifique &#8220;pequeno Cristo&#8221;, Jesus não é a igreja evangélica/gospel/midiática.</p>
<p>Não posso condenar a única pessoa que tem o poder de não me deixar ir para o inferno pela falha daqueles que &#8220;dizem&#8221; que o seguem. Sei que muitos falam mal desse caminho, mas o meu Senhor Jesus é o verdadeiro caminho.</p>
<p>Ainda vou continuar me decepcionando, e continuarei vendo os aproveitadores por aí. Mas não desisto de Jesus. Posso até parar de ministrar, fazer apresentações, lançar CDs, tocar em eventos, pregar, escrever entre outras coisas. Faço uma confissão, não ligo se eu tiver que parar. Mas desistir de Jesus, nunca.</p>
<p>Só não páro por um motivo, porque quem me move é Ele, e Ele vive em mim.</p>
<p>Não sei como será o final das coisas e nem sei se um dia as coisas vão mudar nessa igreja. Pelo contrário, as expectativas são cada vez piores. Acho que cada vez mais as pessoas trairão umas as outras, cada vez mais vão buscar fama pessoal e cada vez mais o sentido de <em>koinonia</em> (comunidade) será deturpado.</p>
<p>Nesses meu quinze anos de conversão, não tenho visto a igreja melhorar, mas piorar. E são poucos os querem lutar para que a verdade permaneça nela (isso quando esses poucos não são deturpados pelo dinheiro).</p>
<p>Os dois únicos motivos de esperança que posso dar para alguém são os seguintes:</p>
<p>1 &#8211; As pessoas nos destroem, mas Jesus nunca nos decepciona.</p>
<p>2 &#8211; A verdadeira igreja do Senhor Jesus, é perfeita, e certamente não é essa que igreja que você conhece.</p>
<p>Só por isso posso dizer que é melhor não desistir.</p>
<p>Enfim, vale a pena encerrar com um versículo clássico.</p>
<blockquote><p><em>Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo. (João 16.33)</em></p></blockquote>
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		<title>Um estranho no grupo</title>
		<link>http://www.artecomcristo.com/2010/09/um-estranho-no-grupo/</link>
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		<pubDate>Fri, 17 Sep 2010 19:29:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>César Ricky</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ricky Tehilin]]></category>

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		<description><![CDATA[Não dá. Tem momentos onde você não se encaixa. Você é a carta fora do baralho. É uma bolacha recheada num pacote de bolachas água e sal. Nós, seres humanos, não somos estáticos. As coisas que produzimos não são estáticas. E tudo nessa vida passa por mudanças. Tem momentos em que precisamos mudar, sair da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.artecomcristo.com/wp-content/uploads/2010/09/deslocado.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-1479" src="http://www.artecomcristo.com/wp-content/uploads/2010/09/deslocado-300x215.jpg" alt="" width="300" height="215" /></a>Não dá. Tem momentos onde você não se encaixa.</p>
<p>Você é a carta fora do baralho. É uma bolacha recheada num pacote de bolachas água e sal.</p>
<p>Nós, seres humanos, não somos estáticos. As coisas que produzimos não são estáticas. E tudo nessa vida passa por mudanças. Tem momentos em que precisamos mudar, sair da rotina, estourar a bolha e encontrar nosso lugar ao sol.</p>
<p>São raras as pessoas que permanecem com o mesmo grupo de amizade do período escolar depois que se casam e têm filhos. Um trabalho novo pode te fazer mudar o grupo com que você anda. Uma faculdade nova, uma nova banda, uma nova igreja. Mudar é algo inevitável.</p>
<p>Nossa vida é um paraíso de escolhas e nesse paraíso existem caminhos. Para cada escolha que fazemos, seguimos caminhos diferentes. Caminhos diferentes nos distanciam de algumas pessoas e nos aproximam de outras. Então onde está o problema?</p>
<p>O problema é quando você não reconhece que é hora de mudar.</p>
<p>Não dá para tomar um rumo diferente na vida e continuar no mesmo lugar onde está. Até fisicamente isso é impossível. Afinal tudo o que se move, se move para algum lugar. Mas o fato é que as mudanças nos incomodam. Não é fácil sair do lugar de onde você está acostumado.</p>
<p>Eu sou de uma família que mudou de casa umas seis vezes (pelo menos até eu me casar, quando eu tinha 24 anos). O mais difícil para mim na hora das mudanças era saber que o meu grupo de amigos já não seria mais o mesmo. Por algumas vezes, até forcei a barra, tentava desprezar as pessoas da minha nova vizinhança &#8211; que queriam fazer amizade comigo &#8211; e ficava visitando os antigos amigos. Até que um dia eu percebi que estava ficando de fora dos dois grupos. Eu não era mais parte da antiga vizinhança, por isso eles não contavam mais comigo para qualquer programação. E nem era parte da vizinhança nova, pois eu nunca estava presente para me envolver com as pessoas que queriam me conhecer.</p>
<p>Aquela situação me fez parar e pensar. Tive que aceitar que nessa vida tem tempo para todas as coisas, até mesmo para mudar de grupo e me adaptar ao novo.</p>
<p>Acho que por causa do meu contexto de vida, me sinto um &#8220;estranho no ninho&#8221; quando me relaciono com pessoas que vivem uma vida estagnada. Honestamente, não gosto de grupos de amigos onde entra ano e sai ano, e tudo continua do mesmo jeito. Sempre as mesmas conversas, as mesmas ambições, os mesmos problemas.</p>
<p>Nem sempre as pessoas do seu grupo é que estão erradas, ainda mais, quando quem mudou foi você. Quando você muda como pessoa, seja socialmente, espiritualmente ou psicológicamente, fica difícil tentar se relacionar com os que não mudaram com você. E isso não é uma forma de desprezo, nem de achar que você está acima dos outros. É apenas uma questão de lógica.</p>
<p>É difícil demais manter relacionamentos onde você é um monólogo, ou onde suas opiniões distoam demais das dos outros. É por esse motivo, de insistirmos em algo que não dá certo, que acontecem tantas brigas, discordâncias e confusões que seriam evitadas se cada um soubesse se colocar no seu lugar. E as vezes, esse lugar é outro, e não onde você pensa que deve ser.</p>
<p>Você pode estar achando um pouco incoerente ler um texto sobre &#8220;se distanciar&#8221; quando o cristianismo prega unidade. Mas nem sempre para a unidade acontecer é preciso que todos estejam juntos no mesmo lugar. Um exemplo claro disso foi o que Jesus ordenou em Atos 1.8: &#8220;Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e  ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e  Samaria, e até aos confins da terra.&#8221;</p>
<p>Não seria espiritualmente mais poderoso se todos continuassem juntos em Jerusalém? Não seria mais legal ter todos unidos contando suas experiências com Deus?</p>
<p>Mas desde o antigo testamento, com o advento da Torre de Babel, onde o povo queria permanecer no mesmo lugar, falando uma mesma língua. Vemos que o plano de Deus é a unidade em propagação do nome dele, não o ajuntamento para o nosso deleite. Naquela situação, Deus se irou com a torre que estava sendo construída, mas também tinha como objetivo espalhar o povo.</p>
<p>Eu acredito de verdade que a beleza de Deus está na diferença das pessoas. Uns usam um visual mais radical, outros são mais comedidos. Uns falam uma língua complicada, outros falam &#8220;mano&#8221;. A beleza da imagem e semelhança de Deus está no fato de sermos diferentes uns dos outros. Por isso, uma coisa é necessária nessa &#8220;desunião&#8221; unida: o respeito.</p>
<p>Precisamos respeitar nossas diferenças. Precisamos respeitar nossos gostos diferentes e não nos acusarmos por isso. Quando criticamos a religiosidade dos que condenam os diferentes, criamos a religião dos não-religiosos, e somos escravos da ditadura da resposta que damos para aqueles que discordam de nós. Temos que aprender que o suportar uns aos outros significa aceitar uns aos outros e não esperar que &#8220;fulano ceda para que o nosso pensamento prevaleça&#8221;. Ser um estranho no grupo é uma benção, isso mostra que a vida te promoveu para uma nova fase.</p>
<p>Claro que acho linda a união da igreja primitiva em Atos dos Apóstolos. Mas é muito mais belo ver quando separaram pessoas que fossem divulgar as boas novas pelo mundo. Será que a união apostólica tinha acabado? Claro que não!</p>
<p>Obviamente que essa é uma explicação dentro de um contexto missionário, mas e para a nossa vida particular?</p>
<p>Com exceção da minha família (pai, mãe e irmão, na infância. Depois de casado, agreguei minha esposa e minhas filhas), nunca fui muito acostumado a ter um &#8220;melhor amigo&#8221;. Aquele tipo que está com você nos momentos ruins e também nos bons. Como disse anteriormente, mudei muito de casa, por isso meus amigos sempre se alteravam. Mas tive uma vantagem, sempre conheci muita gente e fiz muitos amigos. Atualmente, como saímos muito para tocar e viajamos bastante, acabo conhecendo mais pessoas ainda.</p>
<p>No meu ponto de vista, realmente acho que temos melhores amigos em fases diferentes de nossas vidas. Parece que Deus envia certas pessoas para nos ajudar e apoiar em momentos diferentes da vida. Mas se você insiste em levá-los para uma outra fase, dá impressão que não funciona. A amizade fica forçada e a coisa não rola.</p>
<p>Também não sou nenhum defensor do egoísmo e da solidão, pelo contrário, defendo o envolvimento com o maior número de pessoas possível. Essa é uma boa forma de variar de grupo. E uma forma interessante de sempre ter mais convites para festas!</p>
<p>Há pouco tempo, uma amiga me procurou para dizer que estava um pouco decepcionada com o grupo de amigos dela e do marido. Então ela perguntou o que eu e a Jackie fazíamos para não nos decepcionar com os outros. Respondi o que poderia ser mais óbvio possível: pessoas sempre vão nos decepcionar. Afinal, são pessoas.</p>
<p>Mas, também apresentei uma solução, que é o que vivemos. Mudamos constantemente de grupo. Nos relacionamos com todos que conhecemos, temos amizades com todos que querem ser nossos amigos (e amizades verdadeiras, não superficiais). Mas não ficamos bitolados com o mesmo grupo de pessoas. Pois esperar algo dos outros pode gerar maiores decepções. Por isso, tentamos viver em paz com o que temos.</p>
<p>Jesus é um exemplo de se fazer novos amigos. Os discípulos reclamaram quando viram outras pessoas orando e expulsando demônios em nome do Senhor. Jesus respondeu que quem não era contra eles, estava do lado deles. Os fariseus não aceitaram um Messias que não estivesse dentro dos moldes da religião. Jesus queria libertá-los da religião para que eles enxergassem quem era o Pai. Os judeus, que eram o povo de Jesus, recusaram o seu Senhor. E Jesus, nesse momento mostrou a bela revelação não divulgada no antigo testamento: enxertou ramos na videira, nos adotou como filhos e mostrou a beleza da igreja miscigenada. Ou seja, mostrou que não veio somente para os judeus, mas também para os gentios.</p>
<p>Esse é o nosso exemplo. Em tudo o Senhor será o nosso maior exemplo, até mesmo para nossas questões existenciais.</p>
<p>É realmente gratificante saber que o maior &#8220;estranho no grupo&#8221; que já existiu, diz em sua palavra que já não nos chama mais de servos, mas de amigos.</p>
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		<title>Síndrome de Alice no país das maravilhas</title>
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		<pubDate>Mon, 28 Jun 2010 23:45:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>César Ricky</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ricky Tehilin]]></category>

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		<description><![CDATA[Honestamente, eu não sei dizer o que é. Pode ser a maturidade, ou os anos pós-conversão. Pode ser os calotes que tomei de muitos desses &#8220;santos&#8221;, ou a falta de perspectiva que o deserto muitas vezes traz. Mas também pode ser minha personalidade, ou também o meu saco cheio para aguentar certas coisas. Sei lá, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.artecomcristo.com/wp-content/uploads/2010/06/Alice.jpg"></a><a href="http://www.artecomcristo.com/wp-content/uploads/2010/06/Alice.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-374" style="margin-left: 10px; margin-right: 10px; border: 1px solid black;" title="Alice" src="http://www.artecomcristo.com/wp-content/uploads/2010/06/Alice-190x300.jpg" alt="" width="190" height="300" /></a>Honestamente, eu não sei dizer o que é. Pode ser a maturidade, ou os anos pós-conversão. Pode ser os calotes que tomei de muitos desses &#8220;santos&#8221;, ou a falta de perspectiva que o deserto muitas vezes traz. Mas também pode ser minha personalidade, ou também o meu saco cheio para aguentar certas coisas. Sei lá, deve ser um pouco disso tudo.</p>
<p>Sei que nessa minha jornada pelo universo gospel dos ministérios, artes, música, festivais, igrejas, famosos, &#8220;quase-famosos&#8221;, &#8220;nem-tão-famosos&#8221; ou &#8220;se-sentem-famosos&#8221;, eu me deparo com diversas situações. Mas não quero falar aqui de barbaridade e nem de pecados ocultos de fulano ou siclano. Só queria refletir sobre uma coisa que afeta a todos que sentem ter uma chamada ministerial (ou artística, ou espiritual&#8230; sei lá! Dê o nome que você quiser!), que como o próprio apóstolo Paulo disse: &#8220;Excelente obra deseja&#8221; (I Tim. 3.1).</p>
<p>Ao invés de chamar essa coisinha da qual quero falar de mentira, vamos chamá-la de falta de sinceridade. Mas pode ser falta de honestidade. Também pode ser a &#8220;Síndrome de Alice no País das Maravilhas&#8221;, para aqueles que vivem num sonho que não é verdadeiro. Sei lá&#8230; acho que mentira é melhor.</p>
<p>Só que o lado que quero falar diz respeito a uma parte específica: o sonho de viver do ministério, ou da obra.</p>
<p>Posso dizer que isso é uma coisa que realmente admiro naqueles que conseguem. Sempre que vejo alguém que se destaca no Corpo de Cristo, e esse alguém consegue viver da obra, me dá uma &#8220;inveja santa&#8221;. Pode até parecer engraçado, mas acho sensacional você poder desenvolver o seu chamado e não precisar se preocupar com o seu emprego secular, com subir de cargo em seu trabalho, com o mal humor do seu chefe, ou até mesmo procurar uma empresa melhor para trabalhar. Sem falar no fato -  que embora sei que possa parecer uma visão um pouco romântica da situação &#8211; você está gastando (ou investindo) a sua vida naquilo que existe de mais importante para um cristão: a propagação do evangelho e o crescimento do Reino de Deus.</p>
<p>Por outro lado, também sei que o outro lado da história não é tão romântico. Tem aqueles que vivem da obra e dependem de ofertas. Esses, muitas vezes, passa duras dificuldades. E tem aqueles que contam com o apoio de uma determinada denominação que banca o seu salário. Você deve estar pensando, &#8220;Mas e aqueles que cobram cachê?&#8221;. Desculpe a honestidade, mas não posso considerar como uma pessoa que escolheu viver da obra de propagar o nome de Jesus, alguém que cobra cachês (ou ofertas) de 20 mil, 30 mil 50 mil ou mais. Para mim, esse é um &#8220;profissional da fé&#8221; &#8211; no sentido mais pejorativo da palavra &#8211; , não alguém que escolheu viver seu chamado.</p>
<p>Sempre que saio com o Tehilim Celtic Rock para tocar ou dar workshops, é inevitável a pergunta: &#8220;E aí? Como é viver do ministério?&#8221;. O choque da pessoa normalmente vem quando respondo: &#8220;Eu não vivo do ministério. Sou músico profissional procurando freelance e um jornalista que está sem nenhum trabalho!&#8221;. E eu entendo perfeitamente que o choque vem por três motivos: Primeiro &#8211; pela sinceridade da resposta em não omitir uma verdade, &#8220;Preciso de trabalho&#8221;. Segundo &#8211; Por saber que embora eu tenha pedido uma oferta e vendido CDs naquela apresentação ou workshop, eu não cobrei cachê para fazer aquilo, o que leva a entender que eu não vivo daquilo. Terceiro &#8211; Ninguém espera estar aprendendo, ou ser ministrado, por alguém que não vive da obra ou está desempregado.</p>
<p>No fundo esses três pontos que apresentei são os paradigmas que temos em nosso meio. Mas quero me prender ao lado de quem é o personagem principal dessa situação, que é o ministro (ou o músico, palestrante, artista).</p>
<p>Existem dois tipos desse personagem: 1) Aquele que sonha em viver da obra mas espera o tempo de Deus chegar (mesmo que esse tempo nunca chegue), e continua trabalhando em seu trabalho secular conciliando sua agenda com sua profissão. 2) E aquele que vive a &#8220;Síndrome de Alice no País das Maravilhas&#8221;. Ele também sonha em viver do ministério, mas ele vive o sonho e não a realidade. Justamente por isso, ele atropela o tempo das coisas.</p>
<p>Esse segundo exemplo do personagem vive uma profunda interpretação da sua vida ministerial e do seu chamado. Muitas vezes, o cara está desempregado, dependendo da ajuda de terceiros, mas ele insiste em &#8220;viver do ministério&#8221; sendo que esse tempo ainda não chegou na vida dele, e sabe lá Deus se um dia chegará.</p>
<p>Mas o interessante é observar o que leva uma pessoa ser assim. E uma das coisas que tenho notado é a vergonha. Lembra do terceiro item dos paradigmas que eu comentei um pouco acima? Pois é, como muitos ministros também carregam o paradigma de não aprender, ou ser ministrado, por alguém que está desempregado, então a pessoa se torna um ator de sua própria vida. Afinal, essa pessoa tem chamado para ser alguém importante no Reino, não pode ser um desempregado.</p>
<p>Eu vim de uma denominação onde o pastor pregava no púlpito que Deus só chamava para a obra aqueles que estavam trabalhando. Ou seja, quem estava desempregado tinha mais é que se ferrar! Nem chamado ministerial poderia ter! Depois de vários anos, percebi que isso é um pouco impregnado nas pessoas que tem um chamado, a vergonha de dizer que está desempregado. E para não dizer que está em uma situação difícil, surge o personagem do super-ministro: &#8220;Tudo bem, amigo? Tá trabalhando? Te vejo sempre aqui na igreja?&#8221; &#8211; então vem a resposta do personagem, envergonhado &#8211; &#8220;Tudo bem! É que Deus me mandou uma prova difícil e agora entendi que tenho que viver do minstério!&#8221;.</p>
<p>Seja honesto. Vai dizer que você nunca viu essa cena (ou você mesmo já participou)?<a href="http://www.artecomcristo.com/wp-content/uploads/2010/06/hipocrites.jpg"><img class="size-medium wp-image-373 alignright" style="margin: 10px; border: 1px solid black;" title="hipocrites" src="http://www.artecomcristo.com/wp-content/uploads/2010/06/hipocrites-235x300.jpg" alt="" width="235" height="300" /></a></p>
<p>Entende quando eu digo que a pessoa está sendo o ator de sua própria vida? É simples de entender. Muitas vezes, a pessoa deu um workshop muito legal, ou fez uma pregação maravilhosa. Mas quando desce do palanque se esquece completamente de que a vida normal continua. De que ainda precisa arrumar um emprego, precisa levar sustento para casa e não ficar dependendo da ajuda dos outros.</p>
<p>É importante sabermos, principalmente para os que sentem que tem um chamado de Deus, que quando o Senhor nos manda viver da obra dEle, Ele é claro conosco, nosso coração não fica em dúvida. Se o Senhor te escolheu para viver da obra, certamente Ele arrumará o sustento (seja por uma igreja que te ajude, por mantenedores oficiais, ou até mesmo um emprego dentro do ministério).</p>
<p>Vejo muita gente com chamado verdadeiro morrer na praia por querer antecipar o chamado de Deus para sua vida. Na maioria das vezes, o desemprego não significa que Deus tirou tudo de você para que você vá viver da obra. Isso pode ser simplesmente um momento difícil pelo ual você está passando.</p>
<p>Também não precisamos nos envergonhar de sermos usados por Deus em uma determina situação e depois termos que admitir que somos ministros/palestrantes/artistas desempregados. O Senhor chama quem Ele quer e usa como Ele quer, onde Ele quer.</p>
<p>Vejo muita gente querendo forçar a barra de Deus, e vivendo uma mentira. Muitas vezes a mentira é tão grande que o cara se torna um preletor internacional, em suas próprias histórias, mas sente uma vergonha gigantesca em ter que admitir que embora tenha um chamado, está procurando emprego.</p>
<p>Sinto muito pelos artistas, pois vivemos num país onde muitos excelente músicos profissionais não tem trabalho. Onde muitos atores não tem um palco para interpretar e onde nem todos os dançarinos tem uma boa companhia de dança para participar. Em nossa realidade tupiniquim, ter a arte como profissão não é algo muito fácil.</p>
<p>Olhando dentro do universo cristão, a maioria das trupes teatrais não passam de pequenos grupos de dentro das igrejas (com raríssimas exceções dos que conseguem se profissionalizar). As companhias de dança podem ter ganhado uma popularidade maior, mas os que conseguem viver somente disso, são poucos. A música no meio cristão ao mesmo tempo que é porta mais &#8220;larga&#8221;, também é a mais complicada. Pois existem as &#8220;panelas&#8221;, os que acham que tudo tem que ser feito na fé e os que preferem contratar músicos seculares do que cristãos para gravar.</p>
<p>Mas prefiro crer que quando Deus tem que chamar alguém, principalmente para viver da obra, Ele vai arrumar a melhor forma para isso. Como pessoas que tem um chamado, não podemos aceitar viver essa &#8220;Síndrome de Alice no País das Maravilha&#8221;, que pode ser melhor traduzido como mentira. Não existe motivo para se sentir diminuído ou menosprezado por não viver da obra, a vergonha deve ser de viver uma mentira.</p>
<p>E vamos pensar no outro lado. Deus usa e vai usar muita gente que nunca será chamada para viver da obra, mas continuará com seus empregos seculares e dando frutos no Reino de Deus. Basta sabermos para o quê Ele nos chamou.</p>
<p>Eu não gosto muito da expressão &#8220;estra no centro da vontade de Deus&#8221;, justamente porque não acho que a vontade dEle tenha uma posição. Eu acredito que a vontade de Deus é um caminho, e andar nesse caminho é o que vai nos ajudar entender para onde estamos indo e o que devemos fazer. Apenas acho que o importante é não cairmos num sono profundo até o ponto de morrermos em nosso próprio sonho, e nunca acordarmos para a realidade.</p>
<p>Sobre mim, posso dizer o seguinte, tenho muita vontade de viver para a obra de Deus exclusivamente. Mas confesso que não sei se o Senhor me chamou para tal exclusividade. Por eu estar passando um momento profissional difícil, algumas pessoas já chegaram a me dizer que nunca mais vou voltar a trabalhar secularmente, pois Deus me chamou para a obra. Quer saber se eu acredito nisso? Não mesmo. Quando o Senhor quiser isso de mim Ele vai falar diretamente comigo. E tem um outro detalhe, não dá para brincar de &#8220;viver da obra&#8221; quando você tem família para sustentar.</p>
<p>Espero que essa minha auto-reflexão ajude a outros. E para encerrar (e para evitar determinadas críticas), se eu estivesse usando esse post para procurar emprego, eu não escreveria um texto, colocaria meu currículo aqui!</p>
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		<title>A dor dói</title>
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		<pubDate>Sat, 27 Mar 2010 12:29:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>César Ricky</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ricky Tehilin]]></category>

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		<description><![CDATA[No momento em que escrevo esse texto faz exatamente 1 mês e nove dias que passei o que considero uma das provas mais duras e dolorosas que já enfrentei na vida: quase perder minha filha. Explicando de maneira bem rápida. Minha filhinha mais nova, Esther, teve uma osteomielite no osso da coxa direita causada por [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.artecomcristo.com/wp-content/uploads/2010/03/dedo-machucado1.jpg"></a><a href="http://www.artecomcristo.com/wp-content/uploads/2010/03/dedo-machucado1.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-371" style="margin-left: 10px; margin-right: 10px; border: 1px solid black;" title="dedo machucado[1]" src="http://www.artecomcristo.com/wp-content/uploads/2010/03/dedo-machucado1-298x300.jpg" alt="" width="298" height="300" /></a>No momento em que escrevo esse texto faz exatamente 1 mês e nove dias que passei o que considero uma das provas mais duras e dolorosas que já enfrentei na vida: quase perder minha filha.</p>
<p>Explicando de maneira bem rápida. Minha filhinha mais nova, Esther, teve uma osteomielite no osso da coxa direita causada por uma infecção. Ela teve que passar por uma cirurgia, na qual precisou tomar anestesia geral, com apenas 29 dias de vida. Depois da cirurgia, teve que ficar internada por 22 dias passando por um tratamento intenso de antibióticos via um catéter na veia do seu pescoço. Obviamente que todo período de internação é bastante tenso, pois enquanto não existe uma recuperação definitiva ninguém consegue ficar aliviado. E fora toda essa questão já sofrida com a Estherzinha, eu e minha esposa sofremos muito com dor incompreensível de nossa filha mais velha &#8211; Rachel, de apenas 3 aninhos &#8211; que não conseguia entender porque a irmãzinha não voltava pra casa e porque a mamãe tinha que ficar no hospital cuidando dela.</p>
<p>O médico responsável pela cirurgia nos disse que se tivéssemos chegado um  dia antes, não conseguiriam descobrir a infecção. Se chegássemos um dia  depois, ela teria morrido de infecção generalizada. Posso dizer, não é  nem um pouco fácil para um pai e uma mãe ouvir esse tipo de coisa, mesmo  quando você sabe que Deus te levou ali na hora certa.</p>
<p>Enfim, a dor dói. E só quem passa sabe a intensidade dela.</p>
<p>Se tem uma coisa que é inexplicável é entender porque algo que está indo bem de repente muda de rumo e se torna &#8220;desastroso&#8221;. Porquê nos momentos em que não precisamos sofrer mais, acabamos sofrendo mais do que esperávamos. E porquê as coisas não seguem apenas um caminho suave ao invés de se tornarem tortuosas.</p>
<p>É claro que na hora da dor olhamos para a vida dos outros e nos perguntamos porque para fulano tudo dá certo. Duvido que não tenha alguém que não sinta que no colo do mundo inteiro está &#8220;chovendo Xuxa e só no seu cai um Pelé&#8221;! Realmente, entender o porquê precisamos sentir dor, justamente no momento em que mais precisamos que as coisas funcionem, não é uma tarefa tão simples.</p>
<p>O pior momento do sofrimento é quando você descobre que mesmo se você tivesse todo dinheiro do mundo, isso não ajudaria; se você fosse alguém super famoso, isso não seria o suficiente; se você tivesse todo o tipo de recurso humano ao seu lado, ainda assim, seu sofrimento não seria aliviado. É nessa hora que só te resta uma coisa que por muitos ela tem um sentindo tão amplo, mas não necessariamente correto: a fé.</p>
<p>E que fé é essa?</p>
<p>Não é a fé que tenta ser explicada em capas de revistas. Não é a fé ateísta que crê na ciência e no ser humano. Não é a fé no cosmos e no universo. E muito menos a fé em si próprio, pelo fato de você ser uma boa pessoa. Essa fé que é a única coisa que resta no momento de dor intensa é a fé em Deus.</p>
<p>Mas não uma fé coletiva, pregada aos domingos. Nem uma fé televisiva, movida por campanhas, ofertas e copos d&#8217;água em cima da TV. É a fé da sua experiência pessoal com Deus. É aquela fé que ainda que tudo desabe, você sabe que pode confiar em Deus. É a fé que te sobra mesmo quando o Senhor não te responde uma palavrinha daquilo que você tem orado. É a fé de que ainda na sua mais intensa luta, Ele te ama e não desistiu de você. Essa fé não é tão fácil de adquirir.</p>
<p>Particularmente, considero que essa fé verdadeira e praticamente sobre-humana, só existe quando você alimenta as verdades bíblicas de quem é Deus. Porque honestamente, se você faz parte dessa igreja que se diz evangélica, mas perdeu a essência do evangelho; onde Cristo não é mais o centro da fé, e sim suas conquistas pessoais; onde ficar rico, famoso, lançar CDs e sair em revistas tornou-se mais importante do que amar e viver para Deus por quem Ele é e não pelo que Ele faz&#8230; &#8230;desculpe-me, mas você não se segura na primeira rajada de vento que te alcançar.</p>
<p>Insisto sempre em deixar claro o meu inconformismo com a fé evangélica desse início do século XXI. É uma fé tão inconsistente e tão sem base que deixa clara a fraqueza de sua crença. Mas porquê essa fraqueza? Porque a Bíblia se tornou obsoleta? Porque a ciência é tão avançada hoje em dia que desmascarou a verdade sobre Deus? NUNCA!</p>
<p>A Bíblia nunca foi tão verdadeira quanto ela é atualmente. Deus nunca se tornou tão pessoal quanto hoje. E a ciência nunca comprovou tantas coisas bíblicas quanto ela comprova hoje. Mas a falta de relacionamento pessoal e verdadeiro com Deus, a falta de um relacionamento que não busque interesses próprios, mas que seja baseado na gratidão pelo sacrifício de Cristo e os favores de Deus por nós, colaboram para o desastroso declínio da verdadeira fé cristã.</p>
<p>Tristemente, um grande número de jovens que se dizem convertidos entram em suas faculdades hoje e sofrem um processo de destruição de valores. A fé que um dia foi proclamada por eles, torna-se a fé de seus pais. A fé de seus pais, torna-se uma bela crença. Essa bela crença, torna-se mais uma filosofia. Essa filosofia torna-se uma ficção, e por fim, para eles, Deus deixa de existir.</p>
<p>Não estou criticando o estudo, de forma alguma. Eu mesmo tenho formação em comunicação social, sou jornalista e músico profissional. Minha esposa tem graduação, mestrado e doutorado em linguistíca histórica pela USP e é professora de uma faculdade. Minha crítica é quanto a falta de relacionamento e experiência com Deus. Porque somente uma vida real com Deus é que te dará base suficiente para suportar a dor no dia em que ela chegar. E pode acreditar, ela vai chegar.</p>
<p>Jó era um homem justo. Ele servia a Deus. Oferecia sacrifícios a Deus até mesmo pelos pecados que seus filhos tivessem cometido. Então porquê um cara como ele perdeu tudo, viu a morte dos filhos, sofreu de lepra a ponto de coçar as feridas com caco de telha, e ainda teve que ouvir da boca de sua esposa que era melhor que ele amaldiçoasse a Deus e morresse? Ironicamente a Bíblia não responde isso, mas ela dá algumas pistas: Primeiro &#8211; ainda na dor e na tristeza, em 19.25, Jó reconhece que seu Redentor vive e se levantará sobre a Terra. Ou seja, mesmo sofrendo ele não deixou de crer. Segundo &#8211; Do capítulo 40 adiante vemos o seguinte, quem é capaz de questionar a Deus e vencer?</p>
<p>Não dá!</p>
<p>Porque o justo sofre é uma coisa inexplicável. O mais curioso é que isso é tão misterioso que até mesmo o próprio filho de Deus, sendo a pessoa mais justa e única sem pecado que já existiu, sofreu com humilhações, falsas condenações, foi espancado, cuspido e crucificado para pagar pelo erro que não era dEle. Dor maior do que a de Jesus? Certamente ninguém sofreu.</p>
<p>Tenho um amigo que perdeu um bebê quando ele tinha apenas um mês de vida. Quando esse cara foi questionar a Deus e chorar por sua dor, o Espírito Santo falou em seu coração: &#8220;Pode chorar, eu também sei a dor de perder um filho&#8221;.</p>
<p>Incrível pensarmos que até o próprio Deus teve que sofrer. Ele escolheu os cravos, a cruz e os pregos em suas mãos para que a dor de uma eternidade longe de mim e de você não fosse maior que o Seu amor por nós. A grande verdade é que o cristianismo autêntico é marcado pela dor. Se te pregarem um evangelho fácil, de uma vida sem dor e sofrimento, corra! E se por acaso o evangelho que você segue é esse &#8220;fast food televisivo gospel&#8221;&#8230; &#8230;te aconselho ler a Bíblia e começar a compreender o que é o cristianismo autêntico.</p>
<p>Se você ler Hebreus, principalmente no que diz respeito aos heróis da fé, verá que foram pessoas sofridas, injustiçadas, maltratadas, que nada tem a ver com o DVD ou CD do imbecil do seu ministro de louvor favorito, que vive um pseudo evangelho e engorda sua conta bancária com &#8220;ofertas mínimas&#8221; de 30 mil reais para &#8220;ministrar&#8221; o povo. Sobre os verdadeiros heróis da fé, o autor de Hebreus declara que eram homens de quem o mundo não era digno (Hebreus 11.36-40).</p>
<p>Não significa que somente os que passam por sofrimentos intensos são os verdadeiros homens e mulheres de Deus. Mas que certamente os que recusam a dor quando ela chega não sabem nada sobre a verdadeira fé, isso sim, eu posso afirmar que é verdadeiro.</p>
<p>Quando você orar a Deus pedindo experiências reais com Ele, se prepare. Experiências verdadeiras com Deus podem ser mais doloridas e significativas do que você pode imaginar. Mas acredite, são elas que vão moldar o seu caráter, provar a sua fé e fazer de você uma pessoa realmente inabalável em seu amor e gratidão por Jesus.</p>
<p>Minha Estherzinha está em casa. Muito bem, linda e sem sequelas. Vimos o milagre do Senhor na vida dela, mesmo no silêncio de Deus. Os médicos ficaram impressionados com a recuperação rápida que ela teve. A ação de Deus foi tão grande que até mesmo no último raio-X da perninha dela, vimos que o osso que estava doente está completamente reconstruído. Enfim, ela está bem.</p>
<p>Posso dizer, a dor dói e existe. Mas nosso Deus ainda continua fazendo milagres (mesmo no silêncio).</p>
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		<title>A fila anda! E como anda&#8230;</title>
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		<pubDate>Wed, 27 Jan 2010 17:09:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>César Ricky</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ricky Tehilin]]></category>

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		<description><![CDATA[Não sei você, mas se tem uma coisa que gosto muito é de assistir o show de uma banda. Não sou aquele tipo de músico babaca que se sente ameaçado quando vê um outro tocando. Aliás, acho a maior curtição ver outras bandas tocar, e posso dizer, todo mundo (principalmente músicos) precisam assistir apresentações de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.artecomcristo.com/wp-content/uploads/2010/01/fila.gif"></a><a href="http://www.artecomcristo.com/wp-content/uploads/2010/01/fila.gif"><img class="alignleft size-medium wp-image-369" style="margin: 10px; border: 1px solid black;" title="fila" src="http://www.artecomcristo.com/wp-content/uploads/2010/01/fila-220x300.gif" alt="" width="220" height="300" /></a></p>
<p>Não sei você, mas se tem uma coisa que gosto muito é de assistir o show de uma banda. Não sou aquele tipo de músico babaca que se sente ameaçado quando vê um outro tocando. Aliás, acho a maior curtição ver outras bandas tocar, e posso dizer, todo mundo (principalmente músicos) precisam assistir apresentações de outros grupos &#8211; profissionais ou não.</p>
<p>Em 1994, um bom tempo antes de Deus mudar o rumo da minha vida, eu tinha uma banda de covers. Nos anos 90 as bandas covers eram uma febre. Afinal, se você não podia ver o show dos seus ídolos, nada mais legal do que assistir uma banda cover tocar. Era como se você chegasse &#8220;perto&#8221; da sua banda favorita, e pode acreditar, tinha muita banda competente &#8211; como o U2 Cover, que era realmente muito parecido com a trupe do Bono Vox.</p>
<p>No caso da minha banda, tocavamos covers de diversas bandas que faziam sucesso na primeira metade dos anos 90. Afinal, para uma banda cover a melhor maneira de vender seu show era tocar aquilo que se escutava nas rádios. Outra vantagem era a seguinte, as rádios não eram tão jabaseiras como são hoje (e a 89 FM ainda era a Rádio Rock!).</p>
<p>Naquela vida de tocar em vários eventos (muitas vezes por nenhum tostão, e sim pela diversão), fazíamos amizades com outras bandas e sempre estávamos nos cruzando por aí.</p>
<p>Nesse início de 2010, aproveitando o repouso da minha esposa que nos presenteou com nossa segunda filha, fui levar a Rachel, minha filha mais velha num evento que estava acontecendo na cidade. Para minha surpresa, vejo tocando nesse evento uma banda que era de conhecidos meus da minha época de banda cover. Ou seja, 16 anos atrás. Quando vi a cena, respirei fundo, e pensei: <em>&#8220;A fila andou pacas&#8230;&#8221;</em></p>
<p>&#8230;andou pra mim, mas para aquela banda acho que não. Você vai entender.</p>
<p>Uma coisa é uma banda que toca clássicos do rock (ou do blues, do jazz, da MPB, da bossa), outra coisa é uma banda que parou no tempo e tem um repertório desatualizado, fora do contexto em que vive. Quando comecei a ver o show dos caras eu me senti com 16 ou 17 anos novamente (até perceber que a Rachel estava no meu colo). E no começo, aquilo que parecia ser uma coisa legal, começou a se tornar chato pra mim. Honestamente, não tenho &#8220;pedigree&#8221; para ser o &#8220;tiozão nostálgico&#8221;, gosto de coisas atuais.</p>
<p>Se tem uma coisa que me irrita é a pessoa que teima em parar no tempo e não caminhar com a mudança das coisas. E se tratando de música, pude ver realmente porque aquela banda tem mais de 15 anos estrada e continua fazendo pequenos shows a troco de cerveja e nunca saiu disso.</p>
<p>Também pudera, os caras tocam as mesmas músicas que tocavam em 1994 (ou aquelas que sonhavam em tocar, mas ainda não tinham capacidade para tal!). Ainda se fossem composições deles, tudo bem, o artista vive da sua própria história. Mas não, eles são uma banda de covers que parou no tempo (acho até que compram discos em lojas de LPs e gravam suas músicas em fitas-cassetes, ou assistem seus shows favoritos num vídeo-cassete de 4 cabeças!).</p>
<p>Claro que também gosto de ouvir meus &#8220;dinossauros do rock&#8221;, de vez em quando. Mas estamos no século XXI, e muita coisa mudou, muito artista famoso já morreu (I&#8217;m sorry Michael Jackson, but is true, you are dead!). Muita banda nova surgiu, inclusive muito lixo também! (vale lembrar,  todas as épocas têm seus lixos musicais).</p>
<p>Um dia desse tomei um susto, estava voltando de São Paulo umas 23h00 e resolvi não ouvir as músicas que estavam no meu celular, coloquei numa estação de rádio. Foi quando começou um programa chamado &#8220;As músicas do baú&#8221;, para o meu espanto, eram músicas com no máximo 8 anos que haviam sido lançadas.</p>
<p>Nessa hora me veio uma certeza, se há 10 anos você achava que as coisas estavam mudando rápido demais, agora então, elas mudam em tempo real. E pode ter certeza de uma coisa, artistas são o reflexo do seu tempo.</p>
<p>Independente da arte que você faz, não dá pra você ser contemporâneo se você falar de coisas que estão completamente fora do contexto social em que você vive. O próprio rei Salomão, há mais de 2.000 anos disse que há tempo para tudo (tempo de rir, tempo de chorar, tempo de sol etc.). Não dá pra parar no tempo, se você parar, torna-se uma carta fora do baralho.</p>
<p>Há pouco tempo, eu estava conversando com um organizador de eventos e perguntei se ele chamaria determinado grupo para tocar. Ele me respondeu que não chamaria porque já tinha dois anos que aquele grupo não lançava nada de novo. Duro isso, não?</p>
<p>É claro que também não sou a favor dessa história de que todo ano você precisa colocar um trabalho novo para o público (isso porque estou prestes a lançar o terceiro trabalho do Tehilim&#8230;), pois muitas vezes a divulgação e a turnê de um espetáculo dura uns dois anos. Mas que é certo que não podemos achar que aquilo que fizemos no passado continua sendo atual, isso é fato.</p>
<p>A internet mudou completamente a concepção do que é ser atualizado. O famoso desse mês pode não ser o famoso do mês que vem. As conversas que você teve no seu MSN ontem, hoje estão desatualizadas. A página do seu site que foi visitada hoje, se em um mês não tiver algo novo certamente apresentará uma queda no número de visitantes.</p>
<p>Recentemente, um determinado artista da música gospel estava abrindo vagas para montar uma nova banda. O engenheiro de som desse artista me falou que em uma semana eles receberam mais 40 mil vídeos de músicos se candidatando às vagas. Até um tempo atrás, esse artista teria que perguntar para outros amigos músicos se eles tinham alguém para indicar. Mas o fator internet muda tudo. Em outras palavras: <em>a fila está andando muito rápido!</em></p>
<p>A grande verdade é que a informação anda na velocidade da luz. Se você é artista e não tem um site, uma página no Facebook, uma página no MySpace e um Twitter você está correndo o sério risco de nunca ser conhecido. Aliás, se tendo esses recursos que citei é super trabalhoso você se propagar, sem eles então, é um suicídio cultural!</p>
<p>É só pensar, quem é a última grande banda dos últimos 10 anos, surgida de 2000 pra cá? Digo uma grande banda nos moldes do U2 (aliás, esses já tem mais de 30 anos). Com certeza você não conseguirá responder. Sabe por quê? Porque surgiram milhares que fizeram sucesso e sumiram, isso apenas dentro de uma década.</p>
<p>Portanto, aceite meu conselho e guarde: Faça o melhor que você tem para fazer, hoje. Para que sua arte conquiste alguns, hoje. Porque amanhã você pode ser esquecido.</p>
<p>Boas coisas duram para sempre, é verdade. Mas em termos artísticos, que é o que estamos falando aqui, isso é uma via de mão dupla. Você pode até escrever seu nome na história, mas também pode ser um sucesso momentâneo.</p>
<p>Quando penso em bandas como a que falei no início do texto é que me torno um incentivador das composições musicais próprias. Se você produz sua música e a sua arte, e não vive de tocar ou apresentar o que os outros fizeram, certamente essa é a melhor forma de sempre estar atualizado. Afinal de contas, a sua arte é só sua (por mais que façam covers dela), foi você quem produziu. Se daqui há 16 anos você for chamado para apresentá-la, ela continuará sendo sua. Mas quando você só repete o que os outros já fizeram, você nunca se atualiza, suas idéias nunca se renovam. Você fica estagnado no tempo daquele artista.</p>
<p>Por isso, produza! Faça você. Crie você. Não fique na cola do sucesso dos outros. Independente da popularidade que a sua produção terá, não abra mão de fazer algo que é seu. Se somos feitos a imagem e semelhança de um Deus que é criativo, não é possível que não consigamos fazer algo novo.</p>
<p>Sei de uma coisa, se eu encontrar aquela banda novamente vou procurar apresentar o <em>MP3 Player</em>, o <em>Blue ray</em>, a câmera digital e um <em>notebook</em> para eles. Porque pra ficar com um repertório desatualizado há mais de 15 anos, certamente eles devem morar numa caverna escondida do mundo.</p>
<p>César Ricky Mendes &#8211; www.tehilim.com.br  27/01/2010</p>
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		<title>Em busca da arte perdida</title>
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		<pubDate>Wed, 30 Dec 2009 02:07:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>César Ricky</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ricky Tehilin]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando estudei teologia tive um professor que falou uma das maiores besteiras que já ouvi: &#8220;No céu não teremos memória, não lembraremos quem éramos nem o que fizemos&#8221;. Claro que discordei dele e respondi o seguinte: &#8220;Se no céu não lembraremos de mais nada, porque precisaremos saber que estaremos ali pelo sacrifício de Cristo? Se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando estudei teologia tive um professor que falou uma das maiores besteiras que já ouvi: <em>&#8220;No céu não teremos memória, não lembraremos quem éramos nem o que fizemos&#8221;</em>. Claro que discordei dele e respondi o seguinte: <em>&#8220;Se no céu não lembraremos de mais nada, porque precisaremos saber que estaremos ali<a href="http://www.artecomcristo.com/wp-content/uploads/2009/12/mapa-do-tesouro1.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-367" title="mapa do tesouro" src="http://www.artecomcristo.com/wp-content/uploads/2009/12/mapa-do-tesouro1-272x300.jpg" alt="" width="272" height="300" /></a> pelo sacrifício de Cristo? Se no céu não lembraremos de mais nada, porque seremos julgados por nossas obras? Se no céu não teremos memória, como saberemos que um dia nos convertemos? Não seria injusto (para um Deus justo) sermos julgados por obras que não fizemos - quando deveríamos ter feito - sendo que nesse julgamento celestial nem saberemos o motivo do nosso julgamento?&#8221;</em>.</p>
<p>Procurei usar argumentos exclusivamente teológicos por se tratar de um curso de teologia. Mas poderia argumentar com uma questão que sempre penso.</p>
<p><em>- Não somos nossos corpos e rostos bonitos. Não somos nossos talentos e dons. Não somos nossa conta bancária. Não somos nosso nível cultural. Somos a nossa própria história, e essa história está em nossa memória. Pois somos tudo aquilo que já vivemos</em>.</p>
<p>Pensamos do jeito que pensamos por causa das experiências que já tivemos. Se você é uma pessoa extremamente desconfiada (assim como eu), é porque algum acontecimento da sua vida fez com que você fosse assim. Se você é uma pessoa que se emociona com maior facilidade, é porque algum ambiente da sua vida foi favorável a isso.</p>
<p>Seguindo esse raciocínio, podemos citar diversar questões. Mas vamos parar por aqui.</p>
<p>Na verdade, quis usar isso como pretexto de uma coisa que faz parte da minha história. Também não vou contar meu testemunho, basta dizer que eu era muito perverso e a graça de Jesus me alcançou (mais perverso do que você pode imaginar, mas deixemos de lado).</p>
<p>Minha conversão aconteceu num ambiente missionário. Aliás, meus primeiros anos de discipulado foram &#8220;bombados&#8221; por missões. Acho que participei de mais conferências, simpósios, cursos e agências missionárias do que a maioria das pessoas.</p>
<p>No início da minha conversão aprendi duas coisas: 1) Jesus morreu para me salvar. 2) Ele me chamou para ser usado por Ele.</p>
<p>A primeira pessoa que orou comigo foi uma missionária que hoje está no Peru. Alguns anos depois, ela me deu aula de espanhol para que eu participasse de um trabalho&#8230; adivinhe? Missionário!</p>
<p>Eu e a Jackie nos apaixonamos porque os dois estávam sempre juntos em trabalhos missionários. Ou seja, boa parte da minha vida está nesse contexto.</p>
<p>Não estou dizendo que sou missionário. Longe disso, sou um cristãozinho bem mediocre, só que sou apaixonado por missões. Aprendi pela Bíblia que o cristianismo é missões. Não tem como você separar, veja o que Jesus falou em <em>Atos 1.8:</em> <em>Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra</em>.</p>
<p>O cristianismo foi fundado em um contexto cem por cento missionário. O apóstolo Paulo é um exemplo claro disso, aliás, o Novo Testamento é.</p>
<p>Acho que justamente por isso, me revolto sempre que vejo a igreja se tornando um &#8220;<em>fast food</em> de promessas de vitórias e conquistas&#8221; onde Deus é o mordomo. Honestamente, não consigo separar o cristianismo da obra missionária.</p>
<p>Dentro de nosso contexto de artistas cristãos posso dizer o seguinte, fico muito feliz quando vejo inúmeros congressos de arte rolando. Acho o maior barato ver tanta gente se interessando por arte circense, teatro, músicas de outras culturas.</p>
<p>Realmente, sinto orgulho por estar fazendo parte desse início de revolução que está acontecendo na igreja brasileira (igreja do Senhor, não a instituição).</p>
<p>Mas algo me preocupa.</p>
<p>O que essa galera vai fazer com tudo isso que está sendo enxertado? Qual é o objetivo final disso tudo?</p>
<p>Esses congressos de arte vão tomar o mesmo rumo dos congressos de adoração, ou seja, vão se tornar um ópio para viciar o próprio povo? Será que é isso que precisamos?</p>
<p>Rasgando o verbo, ainda tem muita vista grossa sendo feita no meio das artes. Duvida?</p>
<p>Tem muito orgulho rolando numa disputa besta de quem é a melhor companhia de dança, o melhor dançarino, o melhor ator, o melhor grupo de teatro, o melhor músico, a melhor banda, a melhor peça, o melhor CD. Tem muita gente fazendo evento, enfiando dinheiro no bolso e não honrando os compromissos com os palestrantes que foram chamados. Tem muito grupo que conseguiu um certo reconhecimento e por isso não se &#8220;submete mais a certas situações&#8221; que se submetiam antes da sua &#8220;pseudo-fama&#8221;.  Tem muito homossexualismo escondido por trás de uma &#8220;expressão artística&#8221; (e muito líder vê isso mas não trata, para não ofender e não ser acusado de preconceituoso). Muita gente metido a famoso que olha os outros com desdém, até mesmo para outros palestrantes (como aconteceu com o meu amigo músico, Jader Finamore). Quer saber? É uma aldeia de índios onde tem muita bunda pra pouca tanga.</p>
<p>Sei que a igreja é formada por imperfeitos, mas não significa que todos precisam ser sem-vergonhas!</p>
<p>Só que vamos para o lado bom. Tem gente que recebeu o talento de Deus e está usando naquilo que é necessário: ganhar almas. Vejo alguns dos meus amigos artistas que tem suas agendas internacionais que não são agendas de espetáculo, mas são trabalhos missionários (não que seja errado ter uma agenda internacional).</p>
<p>Odeio puxar o saco dos outros, mas para alguns grupos aqui preciso dar nome aos bois.</p>
<p>Pastoras Adriana e Luciana, do Rhema. São pastoras mesmo, compromissadas com Deus. Das vezes que encontrei essas mulheres vi pessoas que primeiro pensam em Deus, depois na arte.</p>
<p>Meus amigos do Tribus. Esse caras não foram cumprir agenda na China e na Alemanha, foram ganhar almas. Fazer missões, ver gente aceitar Jesus.</p>
<p>Gustavo &#8220;Biruta&#8221; Alves. Outro que não foi cumprir uma agenda internacional na África, foi ganhar almas, foi tocar e ser tocado pelas pessoas ali (tanto que quase voltou com um filho adotado).</p>
<p>O pessoal do Jeová Nissi, também com o trabalho na África. Esses caras só cresceram depois que assumiram a &#8220;bronca&#8221; de ganhar almas em outro continente.</p>
<p>A galera do Ceifa (Jocum/Contagem-MG). Meu amigo Andrezão e sua trupe, apenas passam mais de seis meses em países &#8220;super aconchegantes e limpos&#8221; como o Nepal, a Índia e Paquistão, para usar a arte como forma de levar o evangelho para as pessoas.</p>
<p>Olha, sei que estou me arriscando por dar nomes aos grupos que considero &#8220;artistas missionários&#8221;, até porque se esses caras que citei resolverem chutar tudo para o alto e desandar, eu queimo minha língua por ter falado bem deles. Também quero lembrar que estou falando de pessoas que estão dentro do meio das artes, e não de ministérios de louvor.</p>
<p>Infelizmente, para alguns &#8220;artistícos&#8221;, missões é uma arte perdida. Não sou da opinião que você não pode simplesmente fazer arte livremente, sem compromissos religiosos. Mas sou da opinião que como cristão carregamos a obrigação de compartilhar do nosso maior bem com aqueles que não tem: a salvação através de Jesus.</p>
<p>Artistas e pseudo artistas&#8230; vamos olhar para o lugar certo! Missões não é uma arte perdida, ela é bem viva para aqueles que vivem um evangelho verdadeiro.</p>
<p>Batemos tanto o pé para dizer que precisamos lutar pelo espaço da arte na igreja, que nos esquecemos que como igreja do Senhor precisamos expandir o Reino.</p>
<p>Quando chegarmos diante de Jesus você acha que sua felicidade será tão grande que a primeira coisa que vai fazer será dançar na frente dEle? Nunca!</p>
<p>A glória dEle é tão grande para nossa podridão, que só conseguiremos ter tempo de nos ajoelhar e chorar em agradecimento por termos sido resgatados do inferno.</p>
<p>Não pense que temos tempo para brincar de &#8220;fazer arte&#8221;. Não temos.</p>
<p>Nosso tempo é curto, e enquanto muita gente está mais preocupada em aprender novas coreografias, músicas e peças, tem uma infinidade de pessoas morrendo sem saber que Jesus veio por elas.</p>
<p>Aproveite enquanto existem pessoas que podem ser consideradas exemplo. Se eles espelham a glória de Deus, olhe para eles e imite o compromisso que eles têm (não suas coreografias, interpretações e músicas).</p>
<p>No céu você será julgado por suas obras, sim. E é bom que você tenha algo relevante para apresentar. Aliás, não me lembro de existir um versículo que diga que os &#8220;que nada fizeram, pelos menos farão a faxina celestial&#8221;.</p>
<p>Acredite, quando chegarmos diante de Deus, nos lembraremos muito bem quem éramos e porque chegamos ali. Afinal, o sacrifício de Jesus é o motivo. Portanto, não perca seu tempo.</p>
<p>Ah, lembrei. Sabe aquele professor que falei no início do texto? Arrumou uma amante, meteu o chifre na mulher e a largou com os filhos pequenos pra cuidar&#8230; É, tomara que o &#8220;céu&#8221; para onde ele vai tenha um deus que esqueça de algumas coisas. (É claro que estou sendo cínico!)</p>
<p>César Ricky &#8211; <a href="http://www.tehilim.com.br">www.tehilim.com.br</a></p>
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		<title>Não aponte o seu dedo sujo!</title>
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		<pubDate>Sun, 13 Dec 2009 02:39:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>César Ricky</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ricky Tehilin]]></category>

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		<description><![CDATA[Não tenho como hábito dar atenção para o que as pessoas pensam sobre mim. Até porque, desde que papagaio fala, qualquer um tem o direito de falar o que quiser. O problema não é falar, o problema é fazer. E isso é para poucos. Mas se tem uma coisa que me irrita profundamente é pré-julgar alguém. Pré-julgar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.artecomcristo.com/wp-content/uploads/2009/12/Dedo-Sujo.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-365" style="margin: 10px; border: 1px solid black;" title="Dedo Sujo" src="http://www.artecomcristo.com/wp-content/uploads/2009/12/Dedo-Sujo-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a><br />
Não tenho como hábito dar atenção para o que as pessoas pensam sobre mim. Até porque, desde que papagaio fala, qualquer um tem o direito de falar o que quiser. O problema não é falar, o problema é fazer. E isso é para poucos.</p>
<p>Mas se tem uma coisa que me irrita profundamente é pré-julgar alguém.</p>
<p>Pré-julgar é uma atitude gigantesca de preconceito. É diferente de julgar, onde você dá o seu veredicto perante aquilo que você viu (e mesmo assim, julgar é uma coisa que cabe somente a Deus).</p>
<p>Como sou descendente de um avô filho de português judeu com uma portuguesa negra (ambos da Ilha da Madeira), você deve imaginar que a palavra preconceito fere meus ouvidos de forma muito intensa.</p>
<p>Muitas vezes acho que sou escolhido para me envolver em algumas situações, e recentemente, algo interessante me aconteceu.</p>
<p>Sempre noto que os vídeos do Tehilim passeiam por diversos blogs cristãos. Cada um posta seu comentário da forma que quer. Alguns gostam, outros não. Alguns entram em contato para elogiar, e outros, não fazem questão. Afinal, somos todos democráticos e a internet é um ícone dessa democracia.</p>
<p>Até aí tudo bem, até eu ler um comentário onde questionavam nossa fé e crença em Jesus. Onde o indivíduo teve a audácia de escrever que éramos inimigos de Deus, pois éramos amigos do mundo. Nesse caso, não consegui deixar passar e respondi, sem xingamentos, mas falando verdades cristãs para o meu acusador.</p>
<p>De maneira alguma quero me comparar a Jesus, até porque sou podre e sujo (mais que o meu dedo), e Ele é o meu Senhor e Deus. Mas fico pensando, que quando Jesus estava no meio dos bêbados e prostitutas, tentando levar o reino para esses miseráveis, deveria ser <em><strong>frustrante</strong></em> ter que ouvir fariseus criticando sua postura.</p>
<p>Só como observação, acima, você leu frustrante mesmo, e não irritante.</p>
<p>O que me preocupa sobre a igreja atual, além de diversas outras coisas, é esse maldito pré-julgamento que fazemos sobre aqueles que fazem coisas diferentes demais das que consideramos &#8220;atitudes santas&#8221;. Eu mesmo quebrei minha cara com esse tipo de coisa. Já critiquei muito um determinado ministério, mais pelas coisas que ouvi falar deles do que pelas que eu realmente sabia. Hoje, esse ministério que critiquei, são alguns dos poucos que vieram me estender a mão para divulgar minha música. Tive que engolir um enorme sapo e liberar um verdadeiro perdão pela minha atitude.</p>
<p>É frustrante saber que pessoas que se dizem irmãos em Cristo não apoiam uns aos outros por diversos motivos. Alguns, pelos seus &#8220;pré-conceitos&#8221;. Ou seja, por seus achismos daquilo que é certo ou não, e daquilo que é pecado ou não. Quando os fariseus julgavam Jesus, eles nunca chegavam usando o que estava escrito na lei mosaica, mas a pegadinha era dizer &#8220;os antigos diziam&#8221;. Para você entender melhor: essa pegadinha era uma mistura da lei mosaica com aquilo que os fariseus interpretavam da lei. Isso não tinha a ver com o que Deus tinha determinado para Moisés, mas com o achismo e forma que os fariseus achavam coerente.</p>
<p>Da mesma forma, usamos nossa crença particular apoiada em fragmentos bíblicos para dizer que algo é errado ou não. Sempre digo que o grande problema dessa geração de &#8220;dedos sujos apontados&#8221; é que ela crê em várias coisas que são ditas em púlpitos e programas de TV, mas não conferem a bíblia para saber se aquilo é uma verdade.</p>
<p>Como de costume, sei que vou chocar alguns com o que vou dizer, mas não posso me calar.</p>
<p>Infelizmente, boa parte dos pastores e de grandes igrejas são completamente manipuladores. Tem diversos pastores que preferem guiar um povo burro teológicamente para que esses não o questionem sobre suas atitudes. Ainda existem pastores que colocam medo no povo e lançam maldições em suas próprias igrejas com ameaças chulas de que &#8220;aqueles que questionam a atitude (pecaminosa, na maioria das vezes) do líder do rebanho, sofrerá pragas como Arão e Miriã sofreram por questionar Moisés&#8221;. Ou seja, é uma falta de coerência bíblica, somada a um povo que não faz a menor questão de ter conhecimento bíblico, que só pode resultar num batalhão de desorganizados que são os primeiros a apontar o dedo sujo quando vêem algo diferente da sua &#8220;pseudo-crença&#8221;.</p>
<p>Quem trabalha no campo das artes, principalmente na igreja, está acostumado a ser pré-julgado. Mas até mesmo aqueles que trabalham nesses meios e que deveriam ter a mente mais aberta, muitas vezes tornam-se iguais aqueles que os acusam.</p>
<p>Não estou falando de avacalhação e nem de libertinagem (ou excesso de liberdade, como queiram os mais puristas). Pecado continua sendo pecado em qualquer situação. Assim como homem continua sendo homem e mulher continua sendo mulher em qualquer situação (mesmo quando a mídia e a liberdade das artes tentam nos dizer o contrário do que Deus criou).</p>
<p>Nossas mãos foram criadas com dedos para que eles nos auxiliassem em nossas tarefas e talentos. Esses dedos não foram criados para serem apontados para os outros e criticá-los maldosamente, principalmente aqueles que tentam jogar no mesmo time que nós.</p>
<p>Vou refrescar a memória de vocês com uma passagem bíblica: <em><strong>Marcos 9.38-40</strong></em></p>
<p><em>&#8220;E João lhe respondeu, dizendo: Mestre, vimos um que em teu nome expulsava demônios, o qual não nos segue; e nós lho proibimos, porque não nos segue.</em></p>
<p><em>Jesus, porém, disse: Não lho proibais; porque ninguém há que faça milagre em meu nome e possa logo falar mal de mim.</em></p>
<p><em>Porque quem não é contra nós, é por nós.&#8221;</em></p>
<p>Por favor, me ajude numa coisa nesse texto, acho que entendi errado um negócio. Por um acaso, Jesus acrescentou algo como <em>&#8220;Mas se essa pessoa usa roupa vermelha, ela é contra mim&#8221;</em>? Ou algo como <em>&#8220;Mas se essa pessoa ouve música tocada por tambores, está contra mim&#8221;</em>? Ou senão <em>&#8220;Mas se essa pessoas for bonita demais, eu não sou o Deus dela&#8221;</em>?</p>
<p>Bem, acho que Jesus não acrescentou nada!</p>
<p>Quem é por Jesus, cem por cento, é porque certamente foi transformado cem por cento por Ele! Agora me diz, quem somos nós para apontar esse nosso dedo sujo de ranho de nariz para querer separar o joio do trigo?</p>
<p>Como podemos ter a cara-de-pau de falar sobre uma igreja restaurada sendo que julgamos nossos irmãos por aquilo que eles aparentam ser ou ter, e não por aquilo que eles realmente tem ou são?</p>
<p>Aliás, porque somos hipócritas e ridículos dessa forma sendo que somos um rebanho de imperfeitos adotados pelo amor e misericórdia de um Deus que preferiu ver Seu filho morrer para que passássemos a eternidade ao lado Dele, do que queimando eternamente no inferno?</p>
<p>A grande verdade é que somos todos sujos. Nenhum de nós é o Espírito Santo ou tem a capacidade de medir o grau de espiritualidade do outro.</p>
<p>Se queremos ser uma igreja restaurada é melhor usarmos nossos dedos para coisas muito mais úteis do que apontá-los ou tirarmos melecas do nariz.</p>
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		<title>Um breve relato sobre os Celtas</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Nov 2009 16:54:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>César Ricky</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ricky Tehilin]]></category>
		<category><![CDATA[Historia]]></category>
		<category><![CDATA[Música Celta]]></category>

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		<description><![CDATA[Caros, estou re-publicando um artigo que escrevi sobre os celtas em meu antigo site, faz uns quatro anos. Divirtam-se, e qualquer coisa entrem em contato: www.tehilim.com.br Um breve relato sobre os celtas Se você já ouviu falar de povos bárbaros, os celtas eram uma das etnias que formavam esse grupo. O nome celta vem do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.artecomcristo.com/wp-content/uploads/2009/11/cross5.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-363" style="margin: 10px; border: 1px solid black;" title="cross5" src="http://www.artecomcristo.com/wp-content/uploads/2009/11/cross5-225x300.jpg" alt="" width="225" height="300" /></a></p>
<p>Caros, estou re-publicando um artigo que escrevi sobre os celtas em meu antigo site, faz uns quatro anos.</p>
<p>Divirtam-se, e qualquer coisa entrem em contato: <a href="http://www.tehilim.com.br">www.tehilim.com.br</a></p>
<p>Um breve relato sobre os celtas</p>
<p>Se você já ouviu falar de povos bárbaros, os celtas eram uma das etnias que formavam esse grupo.<br />
O nome celta vem do grego “celtios” (kéltios), que significa “bárbaros além das montanhas”. O pouco que sabemos sobre os celtas, é através dos relatos romanos, que por sua vez, sempre os colocam como um povo hostil. Por isso o nome bárbaros (a origem do nome bárbaros, é porque os gregos diziam que a fonética dos povos do norte da Europa tinha o som semelhante a bar-bar).<br />
Na realidade, os celtas não eram um povo hostil, apenas defenderam seu território quando atacados pelos romanos. É comum vir à mente que a Irlanda, Escócia, Bretanha e País de Gales, eram os lugares da habitação dos celtas. Mas os estudos históricos revelam que essa etnia estava espalhada desde a Península Ibérica até a Turquia. Uma prova bíblica disso, são os gálatas. Gálatas é a forma grega para gauleses (se você é um fã das histórias do Asterix, já entendeu!).<br />
Assim como os judeus, os celtas preservavam sua cultura e tradição independente do país onde viviam. Dessa forma, guardando sua música, religião e crenças.</p>
<p>Normalmente, os celtas são ligados ao Halloween e Wicca, o que era uma tradição entre eles, tratando-se de um povo politeísta. Mas pouco se fala sobre sua conversão ao Cristianismo.<br />
A conversão dos celtas ao Cristianismo, aconteceu em meados do século V. Alguns estudiosos, afirmam que no século I,  haviam seguidores do Cristianismo na Inglaterra (é provável, tratando-se dos gálatas serem um povo celta).<br />
Conta a história que, o apóstolo Tiago, foi como missionário para a Espanha e lá, converteu os celtas (na Espanha, ainda hoje existem estados celtas, como a Galícia). Duas lendas que surgem desse mesmo período são a do Santo Graal (o cálice que Jesus bebeu o vinho na última ceia) e Rei Arthur.<br />
Mas os grandes expoentes da conversão dos celtas ao Cristianismo são Saint Patrick (os irlandeses comemoram até hoje o Saint Patrick´s Day) e Columba.<br />
Saint Patrick foi um missionário que cresceu na Bretanha e foi sequestrado por criminosos, sendo assim, levado para a Irlanda como prisioneiro. Patrick conseguiu voltar ao seu país e terminou seus estudos teológicos. Em determinado momento de sua vida, sentiu que deveria voltar para a Irlanda e pregar àqueles que um dia o fizeram mal.<br />
Patrick desafiava a bruxaria dos druidas (líderes religiosos, e filósofos celtas) e vencia. O mais famoso de seus desafios, foi expulsar todas as serpentes da ilha da Irlanda.<br />
Columba era um monge escocês que vivia na ilha de Iona. A ilha de Iona, nos arredores da Escócia, era um monastério conhecida como o lugar onde habitavam os “loucos de Deus”. Columba, era responsável por treinar esses monges e enviá-los como missionários entre os celtas.<br />
Uma das histórias sobre Columba, conta que após ter ficado por três dias jejuando e orando, na ilha de Iona, viu anjos descendo do céu e cantando uma canção tão bela que ele não teve palavras para expressar até o dia de sua morte.<br />
Algumas das características fundamentais do Cristianismo Celta, é que eles não eram ligados ao poderio do Papa – o que provocava um problema com Roma – e dessa forma, não se colocavam debaixo das regras do Cristianismo de Roma.<br />
Os celtas também acreditavam cegamente na Trindade, porque na sua cultura, o número três era o número que organizava todas as leis, regras e sua antiga religião. Por isso não tiveram dificuldade em crer na Trindade.<br />
Como a religião dos druidas era fortemente ligada à natureza, aqueles que se converteram ao Cristianismo preservaram essa característica. Os cultos dos celtas eram realizados no meio das florestas e suas canções sempre exaltavam o Deus que criou todas as coisas. Isso fazia com que os celtas fossem cuidadosos com a natureza.</p>
<p>Se procurarmos um celta autêntico não acharemos, mas, os povos que hoje são descendentes diretos são os irlandeses, escoceses, bretões, espanhóis do centro-norte da Espanha e franceses da região da Bretanha.</p>
<p>Uma das grandes riquezas da arte celta é sua música. A música era uma forma de expressão bastante profunda entre eles. Pode-se observar que a música tradicional da Escócia é mais marcada, mais marcial e contemplativa. A música tradicional da Irlanda é mais alegre, mais cheia de “floreios” e detalhes. Ambas as regiões, trazem consigo uma característica aldeã muito forte em suas canções. Outra forma é a música mais calma, mais reflexiva (normalmente confundida com New Age. Mas vale lembrar, New Age não é música celta).<br />
Alguns tradicionais instrumentos da música celta são:</p>
<p><strong>Tin whistle ou penny whistle:</strong> flauta de latão com som bastante doce e agudo. Também existe a versão grave, conhecida como <em>low whistle.</em></p>
<p><strong>Gaita-de-foles (uillean pipes, bagpipes):</strong> trata-se de uma bolsa com foles (tubos) por onde sai o som. É erroneamente chamado de instrumento de sopro, mas é um instrumento de ar. O bocal serve apenas para assoprar o ar que será armazenado na bolsa. Esse instrumento não é exclusivo dessa cultura, pois é encontrado em diversos países da Europa sendo utilizado por outros povos.</p>
<p><strong>Violino (fidle):</strong> muito comum em dobras com o whistle.</p>
<p><strong>Bodhràn: </strong>instrumento percussivo semelhante ao pandeirão, só que tocado com uma haste.</p>
<p><strong>Bouzouki:</strong> instrumento de oito cordas semelhante ao alaúde.</p>
<p><strong>Mandolin:</strong> instrumento de cordas semelhante ao bouzouki mas um pouco menor.</p>
<p>Vale lembrar, que com a imigração dos irlandeses para os Estados Unidos, a música tradicional irlandesa (de origem celta), tornou-se uma forte inspiração para o country. Com os irlandeses nos Estados Unidos, foram adicionados a música irlandesa outros instrumentos, como o violão, dobro (violão com corpo de metal usado com o bottleneck, slide) e banjo.</p>
<p><strong>Para saber mais:</strong> <a href="http://www.libreopinion.com/historia_celta/historia.html" target="_blank">www.libreopinion.com/historia_celta/historia.html</a></p>
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