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	<title>..:: Arte Com Cristo ::.. &#187; Artigos</title>
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		<title>Asaph Borba entre a fé, a emoção e a razão.</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Sep 2011 16:13:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>serafim</dc:creator>
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		<category><![CDATA[asaph]]></category>
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		<description><![CDATA[Com 35 anos de ministério, 70 discos gravados e mais de 2 milhões de cópias vendidas, Asaph Borba – o pai do canto congregacional brasileiro – revela fatos inéditos, acerca de sua vida e ministério. Talvez você não saiba, mas provavelmente a grande maioria das músicas (também chamadas de corinhos) que você aprendeu a cantar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Com 35 anos de ministério, 70 discos gravados e mais de 2 milhões de cópias vendidas, Asaph Borba – o pai do canto congregacional brasileiro – revela fatos inéditos, acerca de sua vida e ministério.</p>
<p><a href="http://www.artecomcristo.com/wp-content/uploads/2011/09/capamcs.jpg"><img class="size-full wp-image-1584 aligncenter" title="asaph borba" src="http://www.artecomcristo.com/wp-content/uploads/2011/09/capamcs.jpg" alt="" width="391" height="504" /></a>Talvez você não saiba, mas provavelmente a grande maioria das músicas (também chamadas de corinhos) que você aprendeu a cantar numa igreja evangélica a partir da década de 80, é da autoria desse cidadão baixinho, agora mais magro, de barba eterna, olhos azuis e olhar intenso, que apesar da simplicidade, humildade e simpatia contagiante, tem uma história de vida exemplar que impõe respeito e provoca admiração.</p>
<p>Para Asaph Borba, lá se vão 35 anos de ministério como compositor, arranjador, produtor, maestro, músico, mas acima de tudo, como um grande adorador e discípulo de Jesus Cristo, já que é assim que prefere ser chamado, quando diz que &#8211; apesar de compreender a necessidade dos rótulos &#8211; não se sente muito à vontade com a pomposidade de títulos como artista, cantor ou ministro de louvor.</p>
<p>Quem conversa com este homem &#8211; calmo, de sábias palavras e discipulador de boa parte dos artistas cristãos que hoje fazem a diferença no cenário da música gospel brasileira &#8211; jamais poderia imaginar que, não fossem as orações da mãe e a atitude ousada de um líder, tudo poderia ter sido diferente.</p>
<p>No começo da década de 70, Asaph era hippie. Viciado em drogas dos 13 aos 15 de idade, fazia seu pé de meia, vendendo artesanatos à beira do mar. Sua mãe, preocupada com a situação que se agravava, resolveu pedir ajuda ao pastor da comunidade onde freqüentava os cultos. “Ele me procurou uma vez e eu não abri a porta. Outra vez, mas novamente eu não o atendi. Num determinado dia, eu disse a minha mãe que queria falar com ele e foi assim que tudo começou” diz Asaph. Erasmo Ungaretti, na época, pastor da Igreja Metodista em Porto Alegre, numa atitude ousada e muito comum ao conservadorismo de seu tempo, sabendo do gosto de Asaph pela música, decidiu convidá-lo para tocar violão no culto, daquele mesmo dia. “No dia seguinte eu estava lá, e em agosto de 1974, me converti”. Envolvido na área da musical da igreja, em 1976, Asaph passou a viajar com Erasmo, ministrando o louvor em Igrejas de todo o Brasil e é a contar deste ano que, em 2011, ele comemora quase quatro décadas de ministério, agora sob o discipulado do pastor Moyses Moraes, que, assim como Erasmo, mora no mesmo prédio e é seu vizinho de apartamento.</p>
<p>Do começo em 1978, com o lançamento do seu primeiro álbum “Celebraremos com júbilo” com o americano Donald Stoll, a dupla Don &amp; Asaph &#8211; quando álbum era álbum mesmo, de vinil &#8211; até seu mais recente “Rastros de Amor”, uma super produção recém gravada pela Som Livre na PIB de Curitiba &#8211; Asaph nunca perdeu a perspectiva do seu chamado: levar a igreja a uma adoração genuína.<br />
Numa época em que a comunidade cristã só cantava hinos da harpa ou do cantor cristão, suas pequenas canções, a maioria salmos musicados, literalmente transformaram o ritual do louvor congregacional em boa parte das igrejas evangélicas brasileiras, introduzindo uma nova cultura de adoração. Por isso, hoje, podemos dizer sem medo de errar, que Asaph é o “pai” do canto congregacional da igreja pós-moderna brasileira. Com hinos como “Ao nosso Deus”, “Celebrai”, “Digno de Glória”, “Estamos reunidos”, “Jesus em tua presença”, “O meu louvor é fruto”, “Superabundante graça”, “Tu és soberano” e centenas de outros cuja lista sequer caberia aqui, o menino que outrora vendia artesanato para bancar seu vício, fez fama e acabou ganhando notoriedade no mundo inteiro. Com a Life Produções, lá se vão 70 discos gravados em 9 idiomas – entre eles, árabe, hebraico, inglês, alemão, assírio, etc -, mais de 2 milhões de cópias vendidas e cerca de 350 gravações de e para outros artistas, além de parcerias com Adhemar de Campos, Gerson Ortega, Daniel Souza, Fernandinho, Nívea Soares, entre tantos outros. Isso sem falar nos projetos junto à Adhonep (Associação de Homens de Negócios do Evangelho Pleno) e o seu ministério internacional intitulado Bridges of Love (Pontes de Amor) que tem atendido a dezenas de nações em todo o continente americano, Europa e sobretudo no Oriente Médio, em países como Jordânia, Egito, Líbano, Turquia, Israel e Irã.</p>
<p>Asaph, que é mineiro de nascença, para realizar o sonho de seu pai, mas gaúcho de coração, já que sempre morou no RS, é membro da Igreja Comunidade em Porto Alegre (RS), tem 53 anos e é casado com Lígia Rosana, com quem tem dois filhos, Aurora e André. No mês de janeiro, apesar de estar com sua agenda lotada até o final de 2011, Asaph prontamente recebeu nossa equipe nas dependências do estúdio Life, para um bate-papo descontraído (com direito a barras de chocolate e café) mas cheio de inspiração, para falar sobre sua vida, os 35 anos de ministério, sua visão de música, igreja e claro: dos projetos que pretende realizar nos próximos 35 anos de ministério.</p>
<p>OZIEL ALVES: Era 1974, você tinha 15 anos, era hippie, usuário de drogas e, um pastor que verdadeiramente se preocupava com você, com atitudes a frente do seu tempo, lhe convida para tocar no culto, do jeito que você está, sem lhe impor nenhuma condição de santificação. Lindo, nobre, divino. Mas você indicaria este tipo de atitude para os pastores de hoje?</p>
<p>ASAPH BORBA: Eu acho que a gente deveria ter mecanismos pra assimilar pessoas. E, obviamente isso significa assimilar as pessoas como elas são. Claro, com os devidos cuidados, né? Tem que ser guiado por Deus para ter uma atitude destas. É preciso ter certeza da direção divina para pegar um drogado e entregar um violão pra ele tocar naquele mesmo dia no culto. Lembro de um livro do David Wilkerson onde ele conta o que fez com Nick Cruz – de uma outra forma, é claro &#8211; no dia em que ele foi fazer um grande evento lá no Brooklyn. E ele disse: “Hei, você, vem cá me ajudar com as ofertas”. Ele deu o gazofilácio pro Nick, um baita drogado, baita marginal&#8230; Imagina, recolhendo a oferta? Anos depois, o Nick Cruz conta que sua conversão começou quando ele passou por um lugar onde poderia<br />
ter fugido com todo aquele dinheiro. A minha começou quando ele me convidou para trabalhar.</p>
<p>OZIEL ALVES: Como era o universo da música gospel na época que você começou?</p>
<p>ASAPH BORBA: Havia poucos nomes que se sobressaíam ou que tinham certa expressão no segmento. Tinham os nomes tradicionais como Vitorino Silva, Ozeias de Paula, Luiz de Carvalho&#8230; Enfim, estes nomes já aconteciam no Brasil. Mas a cena era muito pequena, muito limitada às igrejas. A música era basicamente tradicional.</p>
<p>OZIEL ALVES: Você ainda é anterior ao Adhemar de Campos?</p>
<p>ASAPH BORBA: Sim, eu comecei a produzir discos, uns três anos antes dele. O Adhemar se converteu no mesmo ano que eu, e começamos o ministério no mesmo ano também, em 1976. Só que eu gravei antes. Eu comecei a produzir e a gravar em 77, 78. Ele só em 81, 82.</p>
<p>OZIEL ALVES: Quem era a sua principal influência na época?</p>
<p>ASAPH BORBA: O principal nome que marcou a minha vida foi um cara chamado Volo, que era da ABU (Associação Bíblia Universitária) e ele tinha um disco que se chamava “A lua não pode e não poderá fazer” que era, absolutamente, inovador para a época. Eram músicas super jovens, mas cristãs. Foi a primeira música cristã que falou comigo, de fato. Depois, no final de 76, início de 77, eu conheci Vencedores por Cristo, com uma batida jovem, também, absolutamente inovador, que certamente, foi uma grande influência na minha vida.</p>
<p>OZIEL ALVES: Quando é que surge a ideia de compor cantos congregacionais? Houve influência norte-americana? Houve alguma pretensão de sua parte no sentido de criar algo que pudesse inovar o ritual de culto?</p>
<p>ASAPH BORBA: Não. Nasceu sem pretensão e sem qualquer influência americana, apesar do Don Stoll compor juntamente comigo. Nasceu como uma prática. Eu e o Don começamos juntos porque nós ministrávamos juntos, aqui na Igreja Metodista em Porto Alegre. Então, ele foi uma influência, somente neste sentindo.</p>
<p>OZIEL ALVES: Mas havia uma insatisfação tua, com a liturgia congregacional, isto é com os cânticos da harpa e do cantor cristão? Você estava à procura de inovação?</p>
<p>ASAPH BORBA: Não, nunca pensei nisso. Simplesmente fizemos. Foi algo que surgiu, espontaneamente. Um formato curto e fácil de tocar. Não sei explicar o porquê. Não foi uma coisa consciente&#8230; Foi algo que simplesmente, fizemos.<br />
Harmonia simples, tocando simples e com palavras simples. O que pouca gente sabe é que nossas composições, eram textos bíblicos inicialmente e acabou se tornando uma ênfase do nosso trabalho, porque o Donald não falava português e eu não falava inglês. Nós éramos amigos, queríamos servir e tínhamos a Bíblia em comum. Foi assim que surgiu. Decidimos cantar a Bíblia. Daí o ministério cresceu e os pastores nos levaram daqui Brasil à fora. Depois conhecendo o mundo e as igrejas, descobri que na década de 70, com o avivamento que ocorria no mundo, também surgiram cantos congregacionais em outras nações, como Rússia, por exemplo etc.</p>
<p>OZIEL ALVES: Como você se sente com este título que é atribuído a você: PAI DO CANTO CONGREGACIONAL NO BRASIL?</p>
<p>ASAPH BORBA: Nenhum título entra no meu coração. Mas, se sou reconhecido como pai, é porque tenho algum tipo de paternidade. A única coisa que eu faço é honrar esta paternidade. Honro através do meu testemunho, da continuidade, do apoio a muitos irmãos e dos muitos filhos que tenho nesta área do louvor e adoração.</p>
<p>OZIEL ALVES: Qual a sua opinião sobre a cobrança de cachê?</p>
<p>ASAPH BORBA: Eu não sou a favor do cachê pré-determinado, porque não é um padrão bíblico. Mas eu creio que todo mundo que vive do ministério, tem que ser honrado.</p>
<p>OZIEL ALVES: Quando você recebe convites para ministrar, você negocia valores?</p>
<p>ASAPH BORBA: Eu não cobro cachê. Não negocio. Eu mando uma folha onde a pessoa tem que dizer a data do evento, o tipo de evento e em quanto esta disposta a abençoar o nosso ministério.</p>
<p>OZIEL ALVES: Há quase 14 anos, você decidiu investir em missões no Oriente Médio. Como surgiu o projeto Bridges of Love e por que a Jordânia foi o teu primeiro destino?</p>
<p>ASAPH BORBA: Tenho um bom inglês. Foi em função disso, que acabei participando de muitos projetos pelo mundo inteiro com a missão Portas Abertas em Cuba, Peru, Colômbia, Europa. Foi através destes irmãos que recebi oconvite para desenvolver um projeto de gravação e produção com os irmãos árabes. Eles queriam servir ao Senhor com um grupo de música, mas não sabiam como fazer aquilo. Eu disse: Vamos fazer uma produção. Cheguei lá, montei um estúdio, como eu faço sempre, em seguida começou a nascer uma bela equipe de louvor. Começamos a produzir, treinar, capacitar pessoas e acabamos fazendo grandes projetos. Daí surgiu a ideia de montarmos um estúdio. Arrumamos dinheiro e montamos o estúdio na própria igreja, lá na Jordânia. Eu não fico com nada, dôo tudo. Fiz isto em Cuba, fiz isto no Peru. No Peru eu só entrei com o treinamento técnico, uma entidade americana deu o estúdio. Mas em Cuba nós financiamos uma grande parte do estúdio.</p>
<p>OZIEL ALVES &#8211; E as tuas músicas já estão entrando lá, de alguma forma?</p>
<p>ASAPH BORBA: Sim, vagarosamente. Eu sempre valorizei o que as pessoas têm. Esta é uma outra tônica do nosso ministério. Nunca impus a minha música como um padrão que deve ser cantado ou tocado. Eu sou um simples exemplo do que as pessoas podem gerar e produzir. Eu valorizo o que as pessoas têm. Fiz isto com o Benê, com a Alda, com o Silvério, com o Márcio, com o Adhemar, o Cláudio Claro, David Quinlan&#8230; Todos estes irmãos foram irmãos que eu conheci nos primeiros passos, como Daniel de Souza, Davi Silva, Mike Shea. Todos estes irmãos são pessoas que me respeitam por este começo. Eu os vi em uma igreja, e valorizei o que eles tinham. E com uma grande parte destes irmãos, eu participei de alguma forma dos primeiros discos deles. Ludmila Ferber, Cirilo&#8230; Um grande grupo de pessoas. Estes são os irmãos que hoje me chamam de pai. É por causa disto. Porque eu os ajudei a dar um primeiro passo. Eu falei de uns dez, doze, mas tem quatrocentos; inclusive o disco de um deles está saindo daqui este mês. O Daniel de Souza era o meu baixista, por exemplo&#8230;</p>
<p>MCS: Como “pai” que conselho você dá a estes artistas, sobretudo com relação aos manjares que a fama pode oferecer?</p>
<p>ASAPH BORBA: Caráter! Mantenha o teu caráter submisso. Não perca a simplicidade. Você pode ter frutos&#8230; hoje eu tenho bons carros, uma estrutura que Deus tem nos dado, tenho sítio, tenho casa na praia, mas nada disso é a prioridade do meu ministério. Eu deixo tudo isto, por amor a Deus.</p>
<p>OZIEL ALVES: Ainda falando do seu trabalho no mundo Árabe (Istambul, Turquia) por exemplo, onde apenas 3% da população se intitula cristã. Trabalhar lá, lhe dá a sensação de recomeçar, já que no começo do seu ministério aqui no Brasil menos de 5% da população era evangélica?</p>
<p>ASAPH BORBA: Sempre! Um eterno recomeço! Não é um recomeço com gosto de derrota é uma continuidade. Uma conquista. Na Jordânia, não tinha adoração. Os irmãos se reuniam pra cantar dois, três hinos no culto, e a gente começou a ensiná-los a adorar&#8230;Eu tenho agenda pra todos os dias da minha vida se eu quiser e ainda sobram algumas centenas, mas dedico parte do meu tempo para, por exemplo, sentar com cinco irmãos no Oriente Médio e gerar a vida de Deus, gerar neles o compromisso, ensiná-los a adorar. Todas estas músicas eu ministro lá, em Árabe.</p>
<p>OZIEL ALVES: Em quais os países o seu projeto “Bridges of Love” está presente?</p>
<p>ASAPH BORBA: Síria, Jordânia, Líbano, Turquia, Emirados Árabes, Egito, Iraque, Palestina&#8230; já fizemos no Chipre, enfim&#8230;</p>
<p>OZIEL ALVES: Ser exemplo. Qual é o preço disso? Tem renúncia?</p>
<p>ASAPH BORBA: Preço? Fidelidade. Ser fiel em tudo. Não deixar nada com a marca da infidelidade. Não pagou a conta? Deu um cheque que voltou? A fidelidade é o preço do meu ministério. A pessoa fiel é fácil de ser seguida. O fiel é previsível. Por isto que as pessoas me acham exemplo de vida. Linearidade. Meu rastro pode ser seguido com facilidade. O que eu prego é fácil de entender. O que eu canto é fácil de reproduzir. Eu cedo minhas músicas pra todo mundo gravar. Hoje mesmo eu mandei duas autorizações. Quase toda a semana eu dou duas ou três autorizações. Cedo livremente para os irmãos. Então, isto deixa uma boa marca vida afora. Sobre a renúncia, eu não a vejo como a principal ênfase da minha vida. Minha esposa tem um nível de renúncia muito maior que o meu. Ela fica com os filhos&#8230; nós temos uma filha excepcional que ela que cuida. E&#8230; o ficar em casa gerindo, né&#8230; talvez, seja mais difícil&#8230;</p>
<p>OZIEL ALVES: Há grandes tentações na fama, Asaph?</p>
<p>ASAPH BORBA: Daí entra a fidelidade. Neste caso, quando você esta sozinho e renuncia um assédio, por exemplo, você não esta renunciando, você esta sendo fiel. Fiel a minha esposa, aos meus princípios, a uma igreja, a um testemunho de vida. Quando um líder de qualquer tamanho cai, sempre cai alguém junto. Se não atingir ninguém, atinge a família. O mecanismo que funciona muito bem pra isso, é aquele de estar submisso a outro ministério. Por exemplo, os meus pastores até hoje são meus pastores. A filha do pastor Erasmo, trabalha comigo há vinte anos. É importante ter pessoas ao seu lado que tenham acesso a sua vida, que possam te dizer: isto é um perigo. Eu já tive irmãos conhecidos do Brasil, que tinham saído de suas casas, largado suas esposas, e eu cheguei e disse: não faça isto! Peguei um avião com a minha esposa e fui para um grande escritório no Rio de Janeiro, e disse: “Não faça isto, Deus me trouxe aqui para restaurar sua família”. Liga pra sua esposa, agora. (Ele disse, ahh mas eu já saí de casa!) – Liga agora! Deus vai fazer uma obra em sua vida. E Deus fez. Está lá. Vida restaurada, casamento restaurado, acabaram de ter mais um filhinho. Quando uma pessoa para de ouvir os outros irmãos, aí começa a sua queda.</p>
<p>OZIEL ALVES: E quando um ministro dá um passo em falso, é possível se levantar e seguir caminhando, novamente?</p>
<p>ASAPH BORBA: Sim, mas se ele não restaurar sua família, dificilmente continuará seu ministério.</p>
<p>OZIEL ALVES: E se ele construir uma outra família?</p>
<p>ASAPH BORBA: Vai ser com o limite de quem construiu uma outra família. Ele vai perder uma porcentagem do seu público. Ele vai perder uma porcentagem de sua atuação, do seu testemunho, da sua autoridade espiritual. É uma pessoa que nunca mais terá plena autoridade espiritual.</p>
<p>OZIEL ALVES: Mas nem por isso ele estará para sempre errado?</p>
<p>ASAPH BORBA: Eu não vejo nenhum acerto, por qualquer razão, em destruir a sua família, ou deixar a sua família se destruir. Não há nenhuma realidade espiritual plausível, que diga que a pessoa acertou em deixar esta mulher para casar com outra. Não há fundamento bíblico pra fazer esta afirmação, mas eu sei que acidentes acontecem na vida das pessoas, e se elas não restaurarem tudo o que ficou para trás, elas vão ter que conviver com esta limitação.</p>
<p>OZIEL ALVES: Asaph é verdade que a música “Aos olhos do pai” da Ana Paula Valadão foi uma composição escrita em homenagem a sua filha?</p>
<p>ASAPH BORBA: Para Aurora&#8230; (Risos) É&#8230; Foi, isto mesmo! A Ana quando compôs este cântico, telefonou pra Aurora e deixou registrado que tinha feito uma música pra ela. Disse que ela era uma obra prima, e quando a Aurora fez 15 anos a Ana gravou um vídeo, dizendo a mesma coisa.</p>
<p>OZIEL ALVES: Sobre a cura da sua filha. É verdade que você não vai sossegar enquanto Deus não curar a sua filha?</p>
<p>ASAPH BORBA: Eu não vou parar de pedir! Enquanto a Aurora tiver um fôlego de vida, eu e a minha esposa vamos orar pela cura integral da Aurora. Deus não curou ontem, pode ser que cure hoje, ou amanhã&#8230; Não muda nada na<br />
minha fé, na minha expectativa, na minha esperança. Nós cremos que a Aurora pode ser curada todos os dias, sim.</p>
<p>OZIEL ALVES: Qual é o problema dela, de fato?</p>
<p>ASAPH BORBA: Síndrome de Prader-ville. Uma síndrome bem conhecida, mas que dá muita obesidade, uma hipotonia e retardo mental muito grande.</p>
<p>OZIEL ALVES: Você conhece alguém no mundo que tenha sido curado desta síndrome?</p>
<p>ASAPH BORBA: Não.</p>
<p>OZIEL ALVES: E isto não abala a tua fé?</p>
<p>ASAPH BORBA: Não. Eu já vi gente ressuscitar. Eu já vi uma criança ressuscitar dentro do meu próprio carro. Um menino que morreu na beira da estrada, eu o coloquei no carro e levei para o hospital orando. E&#8230; ressuscitaram o menino no hospital. É o mesmo Deus&#8230; Eu não sei quantas variantes há em tudo isto, mas eu tenho aprendido Oziel, a no caso da Aurora, especificamente &#8211; pra ficar registrado &#8211; que o importante pra Deus não é a cura, é o processo. A Aurora é um processo, de muitos processos que Deus permite na vida de homens de Deus. Na vida de ministros. Na vida de pessoas. Cada pessoa tem alguma coisinha que Deus deixa.</p>
<p>OZIEL ALVES: E são nestes momento que você canta&#8230; “Sim eu sei Senhor que tu és soberano, tens os teus caminhos tens teus próprios planos&#8230;”</p>
<p>ASAPH BORBA: (Risos) Infinitamente mais&#8230;</p>
<p>OZIEL ALVES: O que há com sul Asaph? Você é o único nome na área da música que saiu daqui e ganhou fama e notoriedade. Por que só você?</p>
<p>ASAPH BORBA: Não sei. Talvez porque as igrejas não incentivam as pessoas a saírem daqui, não investem, não produzem. Poucas igrejas tem a visão de ter pessoas e liberar-las pro ministério. Todas as igrejas querem o ministro de louvor pra ficar lá. Eu não. Eu fui um homem constantemente, enviado. Se os pastores tiverem a visão de gerar pessoas para enviar, teremos mais pessoas.</p>
<p>OZIEL ALVES: Você já fez música para vender?</p>
<p>ASAPH BORBA: Não&#8230; fazer música é&#8230; É sempre um fruto. É o resultado de uma experiência de vida. Não faço música pra vender, mas eu sei que vou colocar em um disco e vai vender.</p>
<p>OZIEL ALVES: De todas as músicas que você compôs, qual a que mais te tocou?</p>
<p>ASAPH BORBA: Bah&#8230; “O Meu louvor é fruto” sem dúvida alguma&#8230; “Eu sei que foi pago um alto preço”&#8230; e de adoração&#8230; “Jesus em tua presença reunimo-nos aqui”. Esta música significa muito pro meu ministério. Ela que me jogou pra fora do Brasil, com muita força. E, claro a música “Jesus”, que é a minha música mais gravada, mais cantada em todos os países por onde o meu ministério já esteve. É a música que mais me gerou dinheiro, recursos e venda e tem apenas uma palavra: Jesus. O Benny Hinn usa ela, em suas cruzadas.</p>
<p>OZIEL ALVES: Asaph, a humildade só vem depois de muito elogio?</p>
<p>ASAPH BORBA: Não sei. Acho que o que gera a humildade não é o elogio, mas em nosso caso, é o caráter de Jesus. Talvez esta seja a chave desta entrevista. O que eu mais quero na vida de um homem é que seu caráter seja parecido com o de Jesus. É impossível uma pessoa que queira parecer com Jesus, não querer buscar a humilde. Humildade não é um resultado. É uma busca.</p>
<p>OZIEL ALVES: E, agora, daqui pra frente como será?</p>
<p>ASAPH BORBA: Quero mais 35 anos de ministério, no mínimo. Meu grande projeto esta só começando. Meu grande projeto é ganhar mais nações pro Reino de Deus.</p>
<p>OZIEL ALVES: Você entrou pra faculdade de comunicação social e está quase se formando. Qual o objetivo de voltar aos bancos escolares?</p>
<p>ASAPH BORBA: Entrei, em primeiro lugar (Risos). Bem, quero ampliar toda área de comunicação da Life&#8230; O meu credenciamento jornalístico também é importante, para este andar, porque esta cada vez mais difícil circular pelo mundo, sendo apenas um ministro do evangelho.</p>
<p>OZIEL ALVES: Você está com dois livros quase prontos para serem lançados. Sobre o que tratam e por qual a editora você deve lançar?<br />
ASAPH BORBA: Um é sobre a minha história (Biografia) e outro sobre A adoração como um estilo de vida. Ainda não sei, por onde vou lançar, vamos ver.</p>
<p>OZIEL ALVES: Obrigado, Asaph.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>Por Oziel Alves </em><br />
<em>*Entrevista publicada na Ed. 20/Fev da Revista Música Cristã e Sonorização</em></p>
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		<title>A &#8220;demonização&#8221; que desinforma</title>
		<link>http://www.artecomcristo.com/2011/08/a-demonizacao-que-desinforma/</link>
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		<pubDate>Mon, 01 Aug 2011 21:29:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>César Ricky</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Ricky Tehilin]]></category>

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		<description><![CDATA[Um amigo meu, vendedor de uma loja de CDs de rock e, consequentemente, vocalista de uma banda de heavy metal, um dia compartilhou algumas das &#8220;pérolas&#8221; que ouve de clientes. Um sujeito entrou na loja, pegou um CD do Ozzy Osbourne e disse: &#8220;Esse moço fez pacto com o diabo e bebeu sangue de um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um amigo meu, vendedor de uma loja de CDs de rock e, consequentemente, vocalista de uma banda de heavy metal, um dia compartilhou algumas das &#8220;pérolas&#8221; que ouve de clientes. Um sujeito entrou na loja, pegou um CD do Ozzy Osbourne e disse: &#8220;Esse moço fez pacto com o diabo e bebeu sangue de um caixão para ser roqueiro!&#8221;.</p>
<p>Tudo bem, é claro que o Ozzy foi o grande responsável por algumas das maiores atrocidades (e boa parte delas foram mais um tremendo besteirol somado a uma vida desregrada, do que necessariamente algo satânico), mas a frase do sujeito mostra o tamanho da desinformação que se tem sobre algumas coisas. Claro, com uma pitada de &#8220;lenda urbana&#8221;.</p>
<p>Pegando esse gancho, como a preocupação nesse texto é sobre o cristão artista, vejo que a desinformação no ambiente da igreja, não é diferente do que o exemplo acima.</p>
<p>Encarar o rock como música do diabo, já virou uma conversinha tonta, que somente os mais desinformados caem. Mas de qualquer maneira, sempre vale uma explicação a mais.</p>
<p>Vamos lá. O rock tem origem no blues, que tem origem nas igrejas negras em meados de 1920, nos EUA. Os negros que colhiam algodão, passavam o dia cantando lamentações/tristezas (origem da palavra blues) enquanto tinham o penoso trabalho de colher algodão. Entre as músicas que cantavam (e compunham na hora), muitas eram louvores a Deus pedindo uma vida melhor, ou lembrando que no céu, tal sofrimento não mais existiria.<br />
O rock iniciou como o &#8220;blues acelerado&#8221;, também dentro dessas igrejas negras. O mesmo ambiente foi o berço do jazz e do soul.</p>
<p>Quando o rock começou a se popularizar, aquele &#8220;ritmo dançante&#8221; recebeu o nome pelo qual o conhecemos de um DJ americano, em 1953, no sentindo de que essa música fazia balançar e &#8220;mexer os quadris&#8221;.</p>
<p>A polêmica sobre o diabo ser o pai do rock, começa também nos anos 50, quando a conservadora (e racista) sociedade americana da época, abolia tal música vinda dos negros, e dizia que tirava os bons costumes dos seus filhos. Até surgir um rapaz branco de olhos azuis, chamado Elvis Presley, para enfiar esse racismo goela abaixo. Mas isso é outra história.<br />
No início dos anos 70, o rock tornou-se mais pesado, e uma banda inglesa formada por quatro jovens, aproveitou a revolta típica dos hormônios da juventude e juntou com uma boa estratégia de marketing, escrevendo letras calcadas em bruxarias e pactos com o &#8220;Tinhoso&#8221;, dando origem ao Black Sabbath. Ali, nasceu a cara mais maldosa do rock.<br />
Portanto, Raul Seixas e Paulo Coelho não são os responsáveis pela frase &#8220;o diabo é o pai do rock&#8221;. eles pegaram isso emprestado do que acontecia no exterior.<br />
Claro que muitas bandas realmente se jogaram para o lado satânico da coisa, mas aqui, estou falando sobre a origem do estilo e não sobre o gênero &#8220;black metal&#8221;.</p>
<p>Também já ouvi dizer que os instrumentos musicais tem origem diabólica porque foram criados por Jubal, que era descendente de Caim. Contestável.</p>
<p>Vamos analisar. Jubal era descendente de Caim e a Bíblia comprova isso. Mas afirmar que por ele ter essa descendência ele teve influência diabólica para criar os instrumentos musicais, não tem a menor base bíblica. Isso nada mais é do que uma interpretação pessoal carregada de &#8220;achismos&#8221;.</p>
<p>Mas vamos pensar no seguinte. Será que a criação das armas tem inspiração diabólica? Independentes de sabermos, vamos dizer que tem.<br />
Então, o que diremos da funda que Davi usou para matar o gigante? Ela era diabólica?<br />
Voltando aos instrumentos musicais, e a harpa que Davi tocava e acalmava o furor do rei Saul? Tinha um espírito maligno nela?</p>
<p>Vamos esclarecer algo aqui: A igreja está se tornando tão menos bíblica e tão religiosa, que ela demoniza tudo aquilo que ela não sabe explicar.</p>
<p>Tem um ator de cinema, ultra conhecido que vive bêbado agredindo fotógrafos e tratando entrevistadores com o maior desrespeito do mundo. Só que esse mesmo ator dirigiu e produziu um filme adorado por pelo menos 90% dos cristãos: A Paixão de Cristo, o ator/diretor é Mel Gibson.</p>
<p>A igreja é ignorante no que diz respeito a coisas que ela não tem a capacidade de explicar. E quando surge essa ignorância, ela apela e demoniza as coisas.</p>
<p>No Brasil, a história de que rock é do diabo ganhou força em 1983, quando o Kiss veio tocar aqui pela primeira vez. A mídia da época saiu propagando que os caras matavam pintinhos no palco (o que sempre foi uma mentira) e faziam sacrifícios ali (tudo por causa da pirotecnia usada nos shows).<br />
No show do Kiss no Rio de Janeiro, um grupo de crentes resolveu impedir a entrada do público alegando que ali teria um ritual satânico. Tudo porque a mídia, escandalosamente, divulgou um monte de besteiras sobre o grupo.</p>
<p>Até entendo o papel desse grupo de crentes de quererem &#8220;proteger&#8221; as pessoas que iriam assistir o show. Mas o tumulto todo foi causado pela propagação errada de uma notícia e pela falta de informação.</p>
<p>Não estou servindo como advogado da banda, não é esse o objetivo. Simplesmente quero escancarar a demonização que existe sobre coisas que nem tentam ser explicadas ou aprendidas.</p>
<p>Artistas cristãos deveriam ser os menos preconceituosos com coisas que se referem simplesmente a arte. E pastores que se interessem por cuidar da vida desses artistas, deveriam ser além dos mais &#8220;chegados&#8221; a Deus, os mais informados e antenados sobre o que acontece nesse mundo.</p>
<p>O que tem acontecido é que uma legião de artistas surgem dentro das igrejas simplesmente para passarem a sua vida fazendo arte apenas para a igreja!<br />
Ou seja, o &#8220;IDE&#8221; de Jesus foi para o espaço, e a criatividade dada por Deus só pode funcionar de maneira eclesiástica.</p>
<p>Mas esse não é o princípio da igreja, que por sinal, significa &#8220;eclésia&#8221; e vem do grego &#8220;tirados para fora&#8221;.</p>
<p>A igreja precisa ser sal, e o cristão que é artista precisa salgar e, como luz, iluminar . Mas o que acontece é o contrário, pois somente uma minoria dos cristãos artistas que resolvem fazer algum trabalho no meio secular, é que não se afasta da fé.<br />
Isso expõe duas coisas: a falta de base e convicção em sua fé, e a falta de um pastoreio que saiba acompanhar um ARTISTA (não um membro de igreja).<br />
Entendo o fato de que muitos pastores temem que seus membros abandonem seus princípios e destruam suas próprias vidas. Mas demonizar as coisas não é o caminho para proteger. O certo é ensinar conforme a Bíblia ensina, que é sem religiosidade.</p>
<p>Recentemente, conversei com meu amigo Reginaldo (Programa Multiforma) e ele fez um comentário no mínimo interessante. Ele disse que sempre que entrevista um artista cristão (obs: não um cristão artista, são coisas diferentes) e pede para que no final da matéria a pessoa deixe uma mensagem evangelística, o entrevistado não sabe falar de maneira evangelística, só sabe falar com todos aqueles cacoetes manjados de crente. Terrível isso.</p>
<p>Isso também demonstra o inchaço da &#8220;bolha gospel evangélica&#8221;.<br />
A igreja tem se fechado tanto em seu universozinho, fazendo seus eventos que propagam somente seus interesses (que raramente são almas), que boa parte dos cristãos não conseguem mais dialogar inteligentemente com pessoas que não compartilham da mesma fé.</p>
<p>Isso é preocupante, porque se um cristão (principalmente um artista) não consegue dialogar com as pessoas que não dividem da mesma fé, de que maneira ele vai influenciar?</p>
<p>Tenho um grande amigo, chamado Carlos Sugawara, que além de ser um cristão convicto de sua fé, é &#8220;apenas&#8221; um dos artistas do cast do famosíssimo Cirque du Soleil.<br />
Recentemente, pude acompanhar um acontecimento besta de uma pessoa completamente religiosa que crucificou o Carlos por ele ser &#8220;crente&#8221; e trabalhar num circo cheio de &#8220;símbolos satânicos&#8221; (coisa que honestamente não sei onde estão esses símbolos).<br />
Obviamente que eu entrei em defesa do Carlos. Mas esse ocorrido mostra como a mesma igreja que hoje propaga milhares de eventos de arte ainda não sabe como lidar com a ARTE.</p>
<p>A igreja trabalha dentro do conceito seguinte:<br />
Música, só é boa se for louvor.<br />
Dança, só vale se for uma coreografia bíblica.<br />
Teatro, só pode se interpretar um tema bíblico.<br />
Artes plásticas, só pode se for uma pintura bíblica ou uma &#8220;arte profética&#8221;.<br />
Circo, só é permitido se o palhaços fizerem &#8220;palhaçadas cristãs&#8221;.</p>
<p>Poxa! Como assim? Quem foi que ditou essas regras?<br />
A Bíblia que não foi, isso eu garanto.</p>
<p>Temos que entender que o que está em jogo, antes da arte, é o artista. A arte é uma expressão humana criada por Deus (já que fomos feitos a imagem e semelhança dEle), não uma ferramenta evangelística.<br />
Temos que parar com essa história de demonizar coisas que não conhecemos (ou temos preguiça de explicar) e ao mesmo tempo querermos criar uma vertente &#8220;gospel&#8221; para tudo o que existe.</p>
<p>Quando as pessoas sabem que eu sou cristão e sabem que sou músico de uma banda de celtic rock, imediatamente me perguntam: &#8220;Sua banda é gospel?&#8221;.<br />
Essa é uma pergunta que faz meu sangue ferver.<br />
Com muita educação, sempre respondo: &#8220;Não, não é gospel. Somos cristãos e somos músicos. Fazemos música celta porque é o estilo que gostamos. A única coisa é que nas nossas letras falamos sobre nossa vida, que automaticamente reflete a nossa fé&#8221;.</p>
<p>É uma explicação do tamanho de um elefante, mas infelizmente, as pessoas não entendem que é possível ser cristão artista sem ser gospel. É a ditadura do rótulo pela &#8220;fé&#8221;.</p>
<p>Acredito, e espero, que pastores compromissados com a palavra, mas antenados com a realidade do mundo levantem-se e cuidem dos artistas.<br />
Chegou a hora de dar explicações decentes ao invés de demonizar aquilo que não se conhece.<br />
Também espero que cristãos artistas surjam como cristãos verdadeiros, que saibam que sua arte não é o foco da sua vida, mas sim a salvação conquistada na cruz. Mas que esses mesmos artistas mostrem que sabem fazer arte sem rótulos!</p>
<p>Se o nosso papel é seguir o mandamento de Jesus (IDE), precisamos mudar nossa postura. E se podemos ser profissionais em qualquer área de nossa vida sem nos &#8220;auto-rotular&#8221;, também podemos fazer arte na essência do que ela é.<br />
Uma última coisa. Nunca devemos esquecer que o principal é o artista, e não arte que ele produz.</p>
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		<title>Quem é o culpado por essa decadência?</title>
		<link>http://www.artecomcristo.com/2011/01/quem-e-o-culpado-por-essa-decadencia/</link>
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		<pubDate>Wed, 12 Jan 2011 20:17:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>César Ricky</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Ricky Tehilin]]></category>

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		<description><![CDATA[Estou aqui queimando alguns neurônios tentando me lembrar de algum lançamento realmente impactante da música cristã em 2010 (nacional e internacional). Entenda o que eu disse: lançamento impactante. Certamente bons CDs foram lançados. Mas estou em busca daquele que marca, que te faz ouvir por diversas vezes e pensar como os caras conseguiram fazer algo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.artecomcristo.com/wp-content/uploads/2011/01/pauta_musica.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-1515" src="http://www.artecomcristo.com/wp-content/uploads/2011/01/pauta_musica.jpg" alt="" width="300" height="300" /></a>Estou aqui queimando alguns neurônios tentando me lembrar de algum lançamento realmente impactante da música cristã em 2010 (nacional e internacional). Entenda o que eu disse: lançamento <strong><em>impactante</em></strong>.</p>
<p>Certamente bons CDs foram lançados. Mas estou em busca daquele que marca, que te faz ouvir por diversas vezes e pensar como os caras conseguiram fazer algo tão bom.</p>
<p>Alguns CDs, em anos diferentes, me trouxeram essa sensação. Vou citar os principais albuns cristãos que me causaram esse impacto: Iona &#8211; Open Sky, Deep Still &#8211; Authentic Celtic, David Crowder Band &#8211; Can You Hear Us, Delirious &#8211; Glo, Burlap to Cashemere &#8211; Anybody Out There?, Kaiser/Mansfield &#8211; Slow Burn, Third Day &#8211; Come Together, Vineyard UK &#8211; Beautiful, Kevin Prosch &#8211; Acoustic, The Insyderz &#8211; Skaleluia, Michael W. Smith &#8211; Freedom, The Verra Cruz &#8211; Innocence, Galactic Cowboys &#8211; Galactic Cowboys,  Tourniquet &#8211; The Collected Works, DC Talk &#8211; Freak Show, Som da Chuva &#8211; I, Darrell Evans &#8211; Freedom.</p>
<p>Claro, toda lista de CDs tem a influência do gosto da pessoa que escolhe. E é lógico que alguns desses CDs causaram mais impacto na época em que foram lançados do que agora, até porque muitos deles foram exaustivamente copiados por outras bandas. Mas se você observar atentamente coloquei CDs de diversos estilos musicais e de anos diferentes, alguns tem até um apelo mais comercial. Outra coisa interessante é que nessa lista tem CDs que foram lançados no mesmo ano, o que para mim demonstra terem feito parte de um período muito criativo da música cristã.</p>
<p>Fica aqui uma observação. Algumas das bandas que citei ainda nem são muito conhecidas, outras, lançaram esses excelentes CDs antes de fecharem contrato com as grandes gravadoras &#8211; o que de certa forma, demonstra que não eram manipulados artisticamente. E algumas dessas bandas acabaram (Galactic Cowboys, Burlap to Cashemere, The Insyderz, DC Talk).</p>
<p>O que me assusta muito quando converso sobre música cristã com algumas pessoas, é como tudo está nivelado por baixo. Ouço cada absurdo chamado de &#8220;excelente trabalho musical&#8221; que chego a ficar assustado. Sites e revistas cristãs costumam ser medonhos, porque são raros os que chamam de bom aquilo que é bom de verdade. A grande maioria da mídia cristã, que é manipuladora, vendida e medíocre (além de altos casos de puxa-saquísmos para quem é a &#8220;bola de vez&#8221;) é uma das maiores responsáveis dessa nivelação tão baixa no que diz respeito a qualidade musical.</p>
<p>Não estou escrevendo esse texto como músico de uma banda independente que faz um tipo de som praticamente anormal para os padrões mercadológicos. Estou escrevendo como consumidor e admirador da BOA música, vou frisar novamente: BOA música, não esse lixo enlatado que você compra na Conde de Sarzedas (famosa rua de comércio gospel da cidade de São Paulo) ou que você vê nas Expocristãs da vida (com mais que raríssimas exceções).</p>
<p>É engraçado que até mesmo os sites cristãos, que deveriam ajudar no &#8220;aculturamento&#8221; musical tornaram-se responsáveis por divulgar as coisas mais imprestáveis possíveis. As gravadoras e distribuidoras de CDs (que se dizem cristãs, mas o título cristão se refere apenas ao estilo de música, porque o objetivo mútuo é grana), algumas até com nomes estrambolicamente espirituais, já deixaram de apoiar os que tentam fazer algo interessante musicalmente para ficar com a &#8220;mesma mesmice de sempre&#8221;. Por quê? Porque o deus-grana precisa abençoar a conta bancária dos donos!</p>
<p>É difícil achar um único culpado na decadência da música cristã.</p>
<p>Os próprios pastores e ministros de louvor de igrejas manipulam o povo com a música que se deve ouvir ou não. Quer apostar? É só ver quais são as músicas cantadas nas igrejas durante o período de louvor. Outra forma de observar isso, é ver quais são os grupos ou artistas que cada igreja concorda em levar &#8211; falo isso com conhecimento de causa, já vi e participei dessas reuniões em vários lugares. A verdade é que o povo é manipulado o tempo todo. Muitas vezes os próprios pastores são manipulados pelos membros do grupo de louvor, que na grande maioria tem suas opiniões niveladas com o baixo nível do que se consume de música cristã.</p>
<p>Tem casos de igrejas que convidam determinado músico/artista/ministro de louvor, só para ver se consegue pegar uma &#8220;carona&#8221; no sucesso momentâneo do sujeito, ou mesmo se tornar &#8220;a igreja da vez&#8221; por levar o &#8220;artista da vez&#8221;. Infelizmente, raros são os que convidam grupos porque gostam ou admiram o trabalho.</p>
<p>É duro ter que revelar certas verdades, mas acho que já passou do tempo da igreja ter cérebro. Além de ser um lugar espiritual, precisa ser um lugar de pessoas pensantes e críticas, para não fircar engolindo todo tipo de besteira que engole ano após ano.</p>
<p>Os próprios artistas são culpados por isso. Alguns que se submetem a perda da autênticidade após a realização do sonho de fechar com uma gravadora e ter todo tipo de benefícios possíveis (carros, apartamentos, cirurgias plásticas &#8211; nos casos mais extremos de gravadoras grandes). Outros, por serem simplesmente imbecis em busca do sucesso abandonam sua idéia inicial de fazer algo que é seu para copiar outros. Desde que os músicos cristãos descobriram a fórmula &#8220;U2 &#8211; Coldplay&#8221; de se fazer música, nada de novo foi criado (obs: todo meu respeito ao U2 e Coldplay, que não tem culpa de serem plagiados). Sem falar no incontável número de artistas cristãos que tentam deixar seu estiloparecido com o do &#8220;artista da vez&#8221; ou se aproximar de artistas mais respeitados paenas para impulsionar suas carreiras.</p>
<p>Acho interessante que muitos músicos que tocam para os artistas cristãos promotores de lixo musical, tem uma concepção musical diferente dos seus patrões. Conheço muitos que são aficcionados por jazz, amantes de músicas de boa qualidade. Mas na hora de fazerem a diferença e colocarem a cara para bater mostrando algo novo e bem feito, se acovardam pela presença do deus-grana. Ou seja, criatividade e autenticidade são coisas banais que podem ser deixadas de lado quando descobre-se que o caminho ao lado delas não é tão fácil e e cheio de glamour.</p>
<p>Que vantagem tem para um músico que diz ser autêntico ficar tocando covers de suas bandas favoritas ao invés de compor sua própria música? Uma música ou outra, tudo bem, mas um CD inteiro! Para aqueles que se dizem adoradores, que vantagem tem ficar gritando &#8220;Jesus, eu te amo&#8221; feito um louco, por 5 ininterruptos minutos sendo que o Senhor nos deu inteligência o suficiente para sermos mais poéticos e sinceros em nossas adoração?</p>
<p>Nós, consumidores cristãos de música precisamos pensar mais, precisamos colocar nossos cérebros para funcionar e sermos mais críticos quanto ao que nos vendem. A igreja tem o prazer de criticar os programas de TV de domingo à tarde, acusando-os de serem os responsáveis por todo lixo de música esdrúxula que se consome no Brasil &#8211; o que é fato. Mas é essa mesma igreja, que de uma forma &#8220;gospel&#8221; consome outros tipos de lixo com o rótulo de cristão.</p>
<p>Os culpados por essa decadência são: Os artistas, as gravadoras e distribuidoras de CDs, a mídia, os pastores, os ministros de louvor, os músicos e o próprio povo que faz questão de deixar o cérebro guardado numa gaveta ao invés de pensar antes de engolir todo esse lixo musical.</p>
<p>Desisti, não vou mais queimar meus preciosos neurônios para tentar encontrar algo que se encontra em extinção: a criatividade musical na música cristã.</p>
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		<title>A IGREJA ESCONDIDA SOB OS HOLOFOTES DA FAMA</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Nov 2010 02:49:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>César Ricky</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Ricky Tehilin]]></category>

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		<description><![CDATA[Ninguém disse que falar a verdade é algo fácil. Aliás, por muitas vezes preferimos omitir o que pensamos em prol do bem estar de uma amizade, ou da convivência pacífica com os conhecidos. Mas a verdade é libertadora, e vale muito mais você colocar sua cabeça no travesseiro com a consciência de que está em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.artecomcristo.com/wp-content/uploads/2010/11/vergonha.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-1490" src="http://www.artecomcristo.com/wp-content/uploads/2010/11/vergonha-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a>Ninguém disse que falar a verdade é algo fácil. Aliás, por muitas vezes preferimos omitir o que pensamos em prol do bem estar de uma amizade, ou da convivência pacífica com os conhecidos. Mas a verdade é libertadora, e vale muito mais você colocar sua cabeça no travesseiro com a consciência de que está em paz com os valores que te movem do que dormir pensando que perdeu a chance de ser verdadeiro.</p>
<p>Infelizmente, hoje em dia, em diferentes níveis da sociedade é mais importante fazer lobby para garantir o &#8220;seu lugar ao sol&#8221; do que ser quem você é. E nessa história toda, quem faz mais lobby, ou é mais político, chega mais longe (mesmo que isso te distancie de quem é o seu verdadeiro eu). Quem procura falar a verdade &#8211; seja profissionalmente, ministerialmente, ou em relações pessoais -, cada vez mais se torna inexistente aos olhos da popularidade.</p>
<p>Mas se a verdade nos liberta, é preferível ficar com ela. Pois certamente aquele que disse isso em palavras sagradas, sabe muito bem que essa verdade nos leva para lugares melhores.</p>
<p>Quando lembro da minha vida antes da minha conversão, aos dezoito anos, uma das memórias que mais me vem à mente era a quantidade de amigos que tive. Sempre tive muitos amigos, desde a minha infância. Claro que brigamos algumas vezes e depois nos desculpamos. Por vezes choramos e por outras rimos. E posso dizer, tive amigos muito leais (mesmo quando eu achava que eles não fossem).</p>
<p>O meu choque aconteceu quando me converti &#8211; diferentemente de hoje onde se converter não é mais significado de mudança -, perdi meus amigos porque ser &#8220;evangélico&#8221;, naquela época, ainda era ser um anormal para o resto do mundo. Mas a alegria der ver uma transformação tão grande acontecendo na minha família, e de fato começar a entender o quanto Jesus me amava, foram suficientes para que eu não desistisse do caminho. Mesmo tendo que perder meus amigos.</p>
<p>Por fim, acreditei que fosse conhecer novos amigos e tudo seria uma nova história. De fato conheci muitas pessoas, a principal delas, hoje é minha esposa (e minha melhor amiga, depois de Jesus). Fiz vários &#8220;amigos&#8221;, e muitos desses considero mais como bons colegas do que amigos como os que eu tinha antes.</p>
<p>A vida foi tomando seu rumo até chegar o momento onde comecei a me envolver ministerialmente. Além da música, também me envolvi com missões, escolas teológicas/bíblicas e com a mídia direcionada ao mercado gospel. Como músico gravei para alguns ministros, ministérios, bandas e artistas solos. Também toquei com diversos grupos e ministros de louvor (o mesmo aconteceu com minha esposa). Passei por ministérios, igrejas, cidades e estados diferentes. E com tudo isso fui aprendendo.</p>
<p>Com tantas coisas acontecendo e conhecendo tanta gente, eu poderia pensar que de fato teria muitos amigos. Mas aprendi outras coisas que vão além da amizade.</p>
<p>Todas essas situações na minha vida não tem lugares separados como &#8220;profissional&#8221; e &#8220;pessoal&#8221;. Pois no que diz respeito a sua vida como igreja de Cristo, tudo passa a ser pessoal. É simples, pois  mesmo quando você vai fazer algo profissional (ou até ministerial) em prol da noiva de Cristo, você não deixa de ser corpo, por isso fica difícil dividir entre &#8220;profissional&#8221; e &#8220;pessoal&#8221;.</p>
<p>Pensando dessa forma, vou chamar de igreja tudo o que diz respeito a esse universo evangélico/gospel (mídia, denominações, bandas, minstérios, amizades etc.).</p>
<p>Dentro de tudo isso, tenho uma conclusão.</p>
<p>A igreja é o lugar onde encontrei as pessoas mais mentirosas, traiçoeiras, enganadoras, trapaceiras, gananciosas, arrogantes, orgulhosas, metidas e egoístas que já conheci na vida.</p>
<p>Eu sei que essa é uma afirmação muito dura, mas em nenhum momento ela deixa de ser verdadeira.</p>
<p>Nesse meio eu já perdi as contas de quantas pessoas se aproximaram de mim para serem meus &#8220;amigos&#8221;, enquanto o objetivo era me usar como &#8220;escada&#8221; para chegar num lugar mais alto (muitas vezes com desculpas espirituais para isso). Já surgiram outros querendo ser meus parceiros ministeriais, mas na verdade o foco era puro interesse nos meus contatos ou até no meu talento. O que já me pediram para gravar participações em CDs onde eu nunca vi a cor do dinheiro prometido, parece comédia. &#8220;Amigos&#8221; com desculpas ministeriais e espirituais que me usaram para crescer nesse meio, foram grandes decepções nessa minha jornada.</p>
<p>Conheci ministros/cantores que hoje são famosos, que no começo não cobravam um mísero tostão para ministrar. E hoje, enfiam dinheiro no bolso da forma mais descarada possível. Sempre com ar de santidade (e o povo engole tudo).</p>
<p>Tive o desprivilégio de conhecer aproveitadores de igreja que fazem coisas dizendo que é pelo bem da noiva de Cristo, enquanto o interesse verdadeiro é a sua própria fama. Também conheci filhos de pastores que são alienados e imbecis, que mais funcionam como porta-vozes do pensamento dos pais &#8211; e por isso se acham acima dos outros na igreja -, ao invés de serem servos de um corpo e tentarem ser exemplos de fé.</p>
<p>Por eu ser jornalista e ter trabalhado na mídia gospel, muita gente tenta usar a &#8220;amizade&#8221; que tem comigo para se aproximar de pessoas famosas com quem eu tenho contato, e tentarem alavancar suas carreiras com os &#8220;grandões&#8221;. Além disso, alguns veículos especializados da mídia gospel já tentaram me explorar com objetivo de ganhar dinheiro e nome sem muitas vezes me dar um mísero centavo pelo meu trabalho.</p>
<p>Tocando e ministrando por aí já tomei diversos &#8220;chapéus&#8221; financeiros. (Só esclarecendo, nunca cobrei cachê, mas sempre deixei claro que os gastos precisam ser cobertos &#8211; transporte, alimentação, hospedagem &#8211; e que dependo da oferta como parte da minha renda). Já recebi cheque sem fundo, toquei em eventos onde o organizador sumiu com o dinheiro no último dia. Sem falar na desculpa clássica de dizer &#8220;vou depositar na sua conta nessa semana&#8221;. Já tomei golpe de gravadora. Ouvi promessas que nunca aconteceram. Vi meus CDs serem pirateados por crentes. Já me venderam o &#8220;peixe&#8221; de que o evento seria de um jeito, cheguei lá e foi completamente diferente. Vi líderes combinarem o quanto de oferta era necessário tirar do povo. Já fui abandonado por pastores que resolveram pastorear alguém que era mais intere$$ante. Busquei ajuda de divulgação do meu trabalho com &#8220;adoradores extravagantes&#8221; que na verdade queriam contas bancárias extravagantes, e por isso me enxotaram. Já tentei me aproximar dos crentes undergrounds e fui desprezado por não ser tão underground assim. Conheci pastores e ministros de louvor que pregam contra a denominação, mas não perdem a chance de ter uma agenda nas &#8220;grandes igrejas&#8221; para vender seus CDs e arrancar uma oferta gorda. Já fui &#8220;hospedado&#8221; em banco de cinema, em casa diferente de onde estava minha esposa, tatame, berçário, atrás de banheiro&#8230; entre outras coisas. Em algumas ocasiões pegaram meu equipamento de som sem minha autorização e &#8220;emprestaram&#8221; para outro irmãozinho tocar. Já fui abandonado na data de uma agenda por músicos que tocavam comigo. Estive em igrejas onde o grupo de louvor local estava me esperando para um &#8220;desafio musical de inveja&#8221; e não para compartilhar do que eu tinha para mostrar. Cara, cada coisa que me aconteceu.</p>
<p>Como fui enganado, usado e traído nesse meio, e ainda não contei tudo.</p>
<p>O mais engraçado é que como na igreja tudo é feito tão desleixadamente, quase cem por cento das pessoas que me &#8220;ferraram&#8221; (pra falar o português bem claro), me olham e me cumprimentam com a maior cara-de-pau do mundo. Como se não soubessem o quanto me prejudicaram. E eu sei que alguns deles vão ler esse texto e vão continuar com esse cinismo descarado.</p>
<p>Tem dias que a vontade de dar nome aos bois e falar quem é quem é gigantesca, mas não posso fazer isso. Uma porque não cabe a mim separar o joio do trigo, outra, porque ninguém acreditaria (pois a fama não está ao meu lado. E pode acreditar, a fama é formadora de opinião).</p>
<p>Quando penso nessas coisas, tanto as que aconteceram comigo quanto as que vejo acontecer na igreja brasileira, lembro dessa passagem bíblica de 2 Pedro 2.2-3:</p>
<blockquote><p><em>&#8220;Muitos seguirão os caminhos vergonhosos desses homens e, por causa deles, será difamado o caminho da verdade.</em></p>
<p><em>Em  sua cobiça, tais mestres os explorarão com  histórias que inventaram.  Há muito tempo a sua condenação paira sobre  eles, e a sua destruição  não tarda.&#8221;</em></p></blockquote>
<p>Sinto ter que escrever isso, mas não posso ocultar a verdade: a igreja brasileira atual é um covil de ladrões, amizades aproveitadoras e supérfluas, famosos metidos à besta com ar de santidade, e crentes que estão mais preocupados com o seu umbigo do que com a propagação do evangelho de Jesus ou com uma amizade verdadeira com as pessoas que os cercam.</p>
<p>Posso dizer claramente, eu conheço a igreja escondida sob os holofotes da fama. E ela cheira mal. Se a igreja televisiva, famosa, das páginas de revistas, dos sites requisitados é a igreja dos prósperos e vencedores, nesse caso eu sou um derrotado.</p>
<p>Pois eu não tenho o sucesso que essa igreja &#8220;midiática&#8221; tem. Não tenho uma vida cercada de vitórias e conquistas. Pelo contrário, tenho muitas dificuldades e muitas incertezas. Por muitas vezes tenho vontade de parar, desistir, abandonar meu ministério, não fazer mais música, não ensinar a Bíblia, não me preocupar em ministrar e simplesmente ficar estagnado num lugar. Eu tenho dúvidas se estou fazendo a coisa certa ou não. E quando penso nisso, vejo que não me pareço com essa igreja onde o sucesso pessoal é mais importante do que qualquer coisa.</p>
<p>Não estou sendo pessimista com minhas palavras, estou sendo apenas realista (ou será que eu sou o único de carne e osso aqui?).</p>
<p>Mas eu sei o motivo que me faz não desistir: <strong><em>A igreja e seus membros sempre me decepcionaram, mas Jesus nunca me decepcionou</em></strong>.</p>
<p>O Senhor, nunca, absolutamente nunca me decepcionou. Mesmo quando me senti sozinho, abandonado, enganado. Eu não posso criticar o Senhor pela fraqueza dos seus seguidores. Embora a palavra cristão signifique &#8220;pequeno Cristo&#8221;, Jesus não é a igreja evangélica/gospel/midiática.</p>
<p>Não posso condenar a única pessoa que tem o poder de não me deixar ir para o inferno pela falha daqueles que &#8220;dizem&#8221; que o seguem. Sei que muitos falam mal desse caminho, mas o meu Senhor Jesus é o verdadeiro caminho.</p>
<p>Ainda vou continuar me decepcionando, e continuarei vendo os aproveitadores por aí. Mas não desisto de Jesus. Posso até parar de ministrar, fazer apresentações, lançar CDs, tocar em eventos, pregar, escrever entre outras coisas. Faço uma confissão, não ligo se eu tiver que parar. Mas desistir de Jesus, nunca.</p>
<p>Só não páro por um motivo, porque quem me move é Ele, e Ele vive em mim.</p>
<p>Não sei como será o final das coisas e nem sei se um dia as coisas vão mudar nessa igreja. Pelo contrário, as expectativas são cada vez piores. Acho que cada vez mais as pessoas trairão umas as outras, cada vez mais vão buscar fama pessoal e cada vez mais o sentido de <em>koinonia</em> (comunidade) será deturpado.</p>
<p>Nesses meu quinze anos de conversão, não tenho visto a igreja melhorar, mas piorar. E são poucos os querem lutar para que a verdade permaneça nela (isso quando esses poucos não são deturpados pelo dinheiro).</p>
<p>Os dois únicos motivos de esperança que posso dar para alguém são os seguintes:</p>
<p>1 &#8211; As pessoas nos destroem, mas Jesus nunca nos decepciona.</p>
<p>2 &#8211; A verdadeira igreja do Senhor Jesus, é perfeita, e certamente não é essa que igreja que você conhece.</p>
<p>Só por isso posso dizer que é melhor não desistir.</p>
<p>Enfim, vale a pena encerrar com um versículo clássico.</p>
<blockquote><p><em>Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo. (João 16.33)</em></p></blockquote>
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		<title>Servir é sofrer</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Aug 2010 23:36:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabriela</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Se o apóstolo Paulo convivia com fadiga, frustração e medo em seu ministério, o quê nos faz pensar que podemos evitá-lo no nosso? A cruz deve ser um elemento essencial na nossa definição de realização pessoal. Medimos o sucesso de acordo com os padrões do mundo, e não para desafiá-los com a forma radicalmente diferente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.artecomcristo.com/wp-content/uploads/2010/08/nao-desisto-de-servir-a-deus.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-1444" src="http://www.artecomcristo.com/wp-content/uploads/2010/08/nao-desisto-de-servir-a-deus-300x300.jpg" alt="" width="240" height="240" /></a></p>
<p><strong>Se o apóstolo Paulo convivia com fadiga, frustração e medo em seu ministério, o quê nos faz pensar que podemos evitá-lo no nosso? A cruz deve ser um elemento essencial na nossa definição de realização pessoal. Medimos o sucesso de acordo com os padrões do mundo, e não para desafiá-los com a forma radicalmente diferente que a Bíblia ensina como caminho para a realização pessoal, profissional e espiritual. Esta pode ser uma razão pela qual a Igreja de hoje tem muita superficialidade.</strong></p>
<p>Escrevo logo após participar de uma semana de ministração a pastores em meu país, o Sri Lanka. Eles atuam na região sul da Ilha de Ceilão, uma região marcada por sangrentas lutas separatistas e por muitas restrições ao exercício da fé cristã. Muitos deles trabalharam dez, 15 anos, antes de ver algumas conversões genuínas ao Evangelho, e a preço alto: foram agredidos, sofreram falsas acusações e ameaças de morte, tiveram templos apedrejados e filhos perseguidos na escola. Há aqueles que, infelizmente, desistem depois de alguns anos enfrentando toda sorte de dificuldades para tornar o nome de Cristo conhecido por seguidores do budismo e do hinduísmo, crenças professadas por mais de 80% dos cingaleses.</p>
<p>Sinto-me por vezes humilhado e envergonhado pela maneira como me queixo dos meus problemas, que são ínfimos em comparação com o daqueles irmãos. Quando faço ministrações no Ocidente, meus sentimentos são muito diferentes. Lá, sou capaz de “usar meus dons” e passo a maior parte do tempo fazendo coisas de que gosto. Tudo é mais fácil e prático! Mas, quando eu volto a ser líder em uma cultura como a do Sri Lanka, a frustração me assalta. A transição entre ser um palestrante diante de plateias cristãs em países da Europa ocidental ou dos Estados Unidos e ser um líder cristão em minha terra é difícil. Por isso mesmo, tenho pensado muito na questão do sofrimento na vida cristã. Como líder, segundo as Escrituras, eu sou servo das pessoas com que convivo. O cumprimento de minha vocação no Reino de Deus tem um caráter distinto, diferente do que significa satisfação perante a sociedade. O próprio Jesus disse: “Meu alimento é fazer a vontade daquele que me enviou e consumar a sua obra” (João 4.34). Então se fizermos a vontade de Deus, estaremos felizes e satisfeitos? Não, não é bem assim. Para Jesus, fazer a vontade do Pai significou enfrentar a cruz. Por que deveria ser diferente para nós?</p>
<p>A cruz deve ser um elemento essencial na nossa definição de realização pessoal. Tenho visto jovens cristãos que voltam ao Sri Lanka depois de estudar no Ocidente. Eles retornam altamente qualificados, mas a nossa nação pobre não pode dar-lhes o reconhecimento que suas habilidades adquiridas lá merecem. Então, eles se veem compelidos a lidar com a frustração ou abandonar de vez o país. Alguns montam suas próprias organizações, de modo a cumprir o que acreditam ser sua visão. Outros tornam-se consultores, dando treinamento e assessoria especializada a quem pode pagar por isso. E há, também, aqueles que pagam o preço de se identificar com o nosso povo e, finalmente, ter um profundo impacto sobre esta nação. Tento mostrar a eles que sua frustração poderia ser o meio para o desenvolvimento de uma mais visão profunda. Cito os exemplos de homens como Calvino e Lutero, que tiveram uma enorme variedade de ocupações e responsabilidades, de modo que só podiam usar os seus dons em meio ao cansaço. No entanto, os frutos de seu trabalho como líderes e escritores ainda abençoam a Igreja.</p>
<p>A teologia de Paulo no Novo Testamento enfatizou a necessidade de suportar pacientemente a frustração que vivemos em um mundo caído, aguardando o resgate da criação. Para o apóstolo, a natureza geme por causa de nós e vive essa frustração, conforme Romanos 8.18-27. Creio que não incluímos devidamente essa frustração em nossa compreensão do mundo. Medimos o sucesso de acordo com os padrões do mundo, e não para desafiá-los com a forma radicalmente diferente que a Bíblia ensina como caminho para a realização pessoal, profissional e espiritual. Uma igreja que tem uma compreensão errada dos dons dos seus membros vai certamente tornar-se doente. Esta pode ser uma razão pela qual a Igreja de hoje tem muita superficialidade.</p>
<p>Contemporaneamente, a ênfase na eficiência e nos resultados mensuráveis torna ainda mais difícil suportar a frustração. Nos últimos séculos, o desenvolvimento industrial e tecnológico no Ocidente fez da eficiência e da produtividade seus valores principais. Com o rápido desenvolvimento econômico, as coisas que eram consideradas luxo no passado tornaram-se não só necessidades, como também direitos, mesmo nas mentes dos cristãos. Num ambiente desses, a ideia cristã de compromisso entra em xeque. Costumamos chamar nossas igrejas e organizações cristãs de “famílias”, mas as famílias são muito ineficientes se comparadas a essas organizações eclesiásticas. Em uma família saudável, tudo para quando um de seus membros tem grandes necessidades. Em contrapartida, nós, em nossas comunidades, muitas vezes não estamos dispostos a estender esse compromisso para a vida cristã do corpo.</p>
<p><strong>Compromisso com pessoas – </strong>O modelo bíblico da vida em comunidade é a ordem de Jesus para amarmos uns aos outros como ele nos amou. O princípio da liderança cristã é a do Bom Pastor que dá a vida pelas ovelhas, jamais abandonando-as mesmo quando a situação é perigosa (João 10.11-15). Quando Deus nos chama a servi-lo, ele nos chama também para morrer em favor do povo a que servimos. Nós não descartamos as pessoas quando têm problemas e não podem fazer o seu trabalho corretamente, pois servimos justamente para ajudá-las a sair de seus problemas. Nós não dizemos às pessoas para encontrar outro local de serviço quando expressam contrariedade ou mesmo se revoltam contra nós. O certo é trabalhar com elas, até que as partes conflitantes cheguem a consenso entre concordar ou discordar. Mas, quando as pessoas saem de uma igreja porque não se encaixam no programa proposto ali, isso comunica uma mensagem fatal: a de que nosso compromisso é com o trabalho, e não com as pessoas.</p>
<p>O triste resultado disso é que os crentes não têm a segurança de pertencer a uma comunidade que vai ficar e lutar por eles, não importa o que acontecer. Por isso, tornam-se superficiais, nunca desenvolvendo verdadeiros vínculos e jamais crescendo rumo à maturidade. Passam a deslocar-se de grupo para grupo, na expectativa de achar seu porto seguro. Uma igreja comprometida com programas pode crescer numericamente, mas não vai nutrir suficientemente os cristãos bíblicos que entendem as implicações de pertencer ao Corpo de Cristo. Sim, lidar com pessoas é, muitas vezes, frustrante. Mas nós temos de suportar as decepções advindas desse relacionamento, porque Cristo nos chamou para que nos doemos aos outros.</p>
<p>Tempos atrás, preguei sobre compromisso numa de minhas viagens ao Ocidente. No espaço de poucos dias em que durou aquela jornada, fui procurado por algumas pessoas. Todas relataram casos em que conhecidos, quando não eles mesmos, haviam deixado um grupo ou uma pessoa por causa de problemas. Uma dessas pessoas tinha saído de um casamento que considerava infeliz; outra deixara a igreja à qual pertencia por não concordar mais com suas propostas; um terceiro contou que tivera de abandonar o diante de dificuldades incontornáveis com os colegas. Cada uma dessas pessoas descrevia sua saída como uma versão misericordiosa do sofrimento. No entanto, não pude deixar de me perguntar se, em cada um daqueles casos, a única coisa que aquelas pessoas deveriam ter feito, como cristãs, não teria sido para ficar e sofrer.</p>
<p>Muita gente se solidariza comigo e com meu ministério pelo fato de eu servir em um país assolado pela guerra e hostil ao evangelismo. Na verdade, temos sofrido muito por isso, e somos afetados diretamente pela atual situação de Sri Lanka. Há alguns meses, um de nossos funcionários foi brutalmente agredido e morto. Tenho enfrentado diversas lutas durante meu trabalho na Mocidade para Cristo cingalesa, mas posso dizer que essa entidade, ao lado de Jesus e de minha família, tem sido a maior fonte de alegria para mim.  Pela graça de Deus, conto com um grande grupo de pessoas a quem recorro pedindo oração quando tenho necessidades. Uma delas, sem dúvida, é superar o cansaço. Quando escrevo sobre isso, muitos desses amigos de caminhada respondem dizendo que estão orando para que Deus possa me fortalecer e orientar na minha luta diária.</p>
<p>Contudo, existem diferenças na forma como os amigos do Oriente e alguns no Ocidente respondem. Tenho a sensação forte de que muitas pessoas no Ocidente pensam que lutar contra o cansaço por excesso de trabalho é prova de desobediência a Deus. Mas vamos ter de suportar o cansaço quando nós, como Paulo, formos servos do povo de Deus. O Novo Testamento é claro ao dizer que aqueles que trabalham para Cristo sofrerão por causa de seu trabalho. O Senhor nos chama em meio ao cansaço, ao estresse e à tensão. Paulo falou muitas vezes sobre as lutas físicas e mentais que o levaram a sofrer em seu ministério. A lista é longa: abalos emocionais (Gálatas 4.19); raiva (II Coríntios 11.29); noites insones e fome (II Coríntios 6.5); angústia e perplexidade (II Coríntios 4.8); fadiga (Colossenses 1.29). Em declarações que soariam radicalmente contra a cultura contemporânea, o apóstolo disse coisas como “ainda que o nosso ‘eu’ exterior se corrompa, o nosso ‘eu’ interior se renova de dia a dia” (II Coríntios 4.16). E o que dizer do texto que, no mesmo livro, fala rm ser entregue à morte por causa de Cristo? “De modo que a vida de Jesus também se manifesta em nossa carne mortal. Então, a morte é não é apenas a obra em nós, mas a vida em vós” (II Coríntios 4.11-12).</p>
<p><strong>A glória da dor – </strong>Temo que muitos cristãos leiam tais textos apenas com interesse acadêmico, não pensando seriamente em como esses princípios devem ser aplicados em suas vidas. O Ocidente, depois de ter lutado contra a tirania do tempo, tem muito a ensinar ao Oriente sobre a necessidade de descanso. Ao mesmo tempo, o Oriente pode ensinar ao outro lado acerca das lutas físicas que vêm de compromisso com as pessoas. Ocorre que o sofrimento é um passo inevitável no caminho para a realização. Desde que a cruz é um aspecto fundamental do discipulado, a Igreja deve treinar líderes cristãos a esperar a dor e o sofrimento. Quando uma perspectiva assim entra nas nossas mentes, a dor, por mais forte que seja, não vai tocar nossa alegria e contentamento em Cristo. Tanto, que em nada menos que dezoito diferentes passagens do Novo Testamento, sofrimento e alegria aparecem juntos – e, na ótica paulina, o sofrimento é muitas vezes motivo de alegria, como expressou em Romanos 5.3-5.</p>
<p>Em um mundo onde a saúde, a aparência física, o acúmulo de bens e as facilidades da vida moderna ganham proeminência quase idólatra, Deus quer chamar cristãos para demonstrar a glória do Evangelho suportando a dor e o sofrimento. O curioso é que as pessoas que estão insatisfeitas após buscar incessantemente essas coisas, que sozinhas não satisfazem os anseios da alma, surpreendem-se ao ver gente alegre e contente, mesmo em meio a dificuldades de todo tipo. Talvez esta seja uma nova – e eficiente – forma de demonstrar a glória do Deus diante dessa cultura hedonista.</p>
<p>A Bíblia e a história mostram que o sofrimento é um ingrediente essencial para alcançar as pessoas não alcançadas. E o Ocidente está rapidamente se tornando uma região de não alcançados. Será que a perda de uma teologia do sofrimento pode levar a Igreja ocidental a tornar-se ineficaz na tarefa de evangelização? Sua congênere oriental, no entanto, floresce no anúncio das boas novas, mesmo em contextos de intensa perseguição à fé. É por isso que a troca de influências entre os dois lados da cristandade tem sido tão significativa, e disso posso falar por experiência própria. Cristãos, tanto no Oriente como no Ocidente precisam ter uma teologia do sofrimento se quiserem ser saudáveis e frutíferos nas mãos do Senhor.</p>
<p><strong><em>Ajith Fernando</em></strong><em> é diretor nacional de Mocidade para Cristo em Sri Lanka e líder de uma igreja cristã em Colombo, a capital do país. Autor do livro Convite à alegria e dor, escreveu este artigo como parte da Conversa Global , evento preparatório do III Congresso Mundial de Evangelização, que acontece em outubro na Cidade do Cabo (África do Sul)</em></p>
<p><em>fonte: http://cristianismohoje.com.br/ch/servir-e-sofrer</em><a href="http://cristianismohoje.com.br/ch/servir-e-sofrer/"></a></p>
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		<title>O evangelho não é chiclete</title>
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		<pubDate>Sat, 21 Aug 2010 13:39:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabriela</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Nesse pequeno vídeo, Sonny Sandoval, vocalista da banda P.O.D., fala sobre seu entendimento do que é o evangelho, baseando-se no relacionamento entre Pedro e Jesus. fonte: http://solomon1.com/a/2010/19/o-evangelho-nao-e-chiclete]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.artecomcristo.com/wp-content/uploads/2010/08/chicletes.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-1436" src="http://www.artecomcristo.com/wp-content/uploads/2010/08/chicletes-300x209.jpg" alt="" width="240" height="167" /></a></p>
<p><a href="http://www.artecomcristo.com/wp-content/uploads/2010/08/chicletes.jpg"></a>Nesse pequeno vídeo, Sonny Sandoval, vocalista da banda P.O.D., fala sobre seu entendimento do que é o evangelho, baseando-se no relacionamento entre Pedro e Jesus.</p>
<p><iframe src="http://player.vimeo.com/video/14254161" width="480" height="360" frameborder="0"></iframe></p>
<p><a href="http://vimeo.com/14254161"></a></p>
<p>fonte: http://solomon1.com/a/2010/19/o-evangelho-nao-e-chiclete<a href="http://solomon1.com/a/2010/19/o-evangelho-nao-e-chiclete/"></a></p>
<p><a href="http://solomon1.com/a/2010/19/o-evangelho-nao-e-chiclete/"></a></p>
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		<title>Fico tentando entender</title>
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		<pubDate>Sat, 14 Aug 2010 10:37:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>serafim</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Fico tentando entender a ganância das pessoas pela visibilidade e pelo espaço no púlpito. Como se houvesse alguma vantagem em ocupar tais espaços. Como se biblicamente falando, Jesus tivesse incentivado a discussão entre os discípulos a respeito de quem dentre ele era o maior. Vivemos uma inversão de valores bem sinistra. Há uma hipervalorização dos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.artecomcristo.com/wp-content/uploads/2010/08/jesus.jpg"><img class="size-full wp-image-1414 alignleft" style="margin: 10px; border: 1px solid black;" title="jesus" src="http://www.artecomcristo.com/wp-content/uploads/2010/08/jesus.jpg" alt="" width="380" height="285" /></a>Fico tentando entender a ganância das pessoas pela visibilidade e  pelo espaço no púlpito. Como se houvesse alguma vantagem em ocupar tais  espaços. Como se biblicamente falando, Jesus tivesse incentivado a  discussão entre os discípulos a respeito de quem dentre ele era o maior.</p>
<p>Vivemos uma inversão de valores bem sinistra. Há uma hipervalorização  dos testemunhos desgraçados em determinados aspectos. Quanto pior,  melhor. Já viu pessoas que contam nos púlpitos a plenos pulmões sobre  suas desventuras no tráfico de drogas? Tais histórias são sempre  seguidas de gritos de “aleluia” em quase todo tipo de congregação. Isto  tem incentivado pessoas a aumentarem seus testemunhos; de modo que  aquele cara que “fornecia” um baseado apenas para seu primo, agora  transformou-se no maior ex-traficante do estado de São Paulo.</p>
<p>Aceitamos o exagero e valorizamos a desgraça. Porém apenas dentro dos  limites da conveniência. Pois quem suportará um pastor que conte no  púlpito seu passado enquanto pedófilo; completando que agora que Jesus o  salvou, ele se tornou líder do Ministério Infantil. Ah… não importa o  quanto o testemunho seja glorioso. Rapidamente todos os pais sairão  correndo para salvarem seus filhos do perigo “iminente”.</p>
<p>Curiosamente não há muitos requisitos bíblicos para aqueles que  ensinam a palavra de Deus. Como se para se tornar pregador fosse talvez a  menos burocrática das funções na vida da Igreja. Tanto que, quando os  discípulos censuram um homem que curava “em nome de Jesus”, rapidamente o  próprio Cristo insistiu que não deviam proibí-lo. Como se Jesus  estivesse dizendo que não importavam as credenciais do pregador. O que  valia mesmo é a integridade da mensagem.</p>
<p>Mas há uma categoria de pessoas que se tornaram os desprezados nas  comunidades cristãs. São os chamados de diáconos. Os homens do serviço.  Aqueles que são de fato os administradores de todas as coisas. Para  estes há muitos pré-requisitos. Estes precisam ser bons administradores e  de testemunho intocável. Precisam ser pouco dados ao vinho e amantes da  piedade.</p>
<p>Na ganância pela visibilidade acabamos por criar monstros que  acumulam funções. Tudo sob a desculpa de que há poucos trabalhadores  para a seara. E isto é altamente inconcebível, uma vez que até o próprio  Cristo terceirizou diversas funções no exercício de seu ministério.  Mesmo que isto pudesse custar caro, Ele manteve Judas como o tesoureiro;  sabendo que isto não iria terminar muito bem.</p>
<p>Fico tentando entender. Talvez por que eu ainda seja inocente demais.  Ou por que haja em nossa geração um clamor pela pureza da mensagem do  evangelho.</p>
<p>É como sentir saudades de algo que não conhecemos. Mas que ao mesmo tempo não resta dúvida nenhuma de que seja A VERDADE.</p>
<p>Fonte: <a href="http://www.ariovaldo.com.br/2010/fico-tentando-entender/" target="_blank">Ariovaldo Jr</a></p>
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		<title>Os Urubus Gospels da Internet</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Aug 2010 13:07:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>serafim</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Tenho visto essa categoria aumentar a cada dia, e tenho que confessar que preciso lutar contra mim mesmo para não tornar-me um deles! Os profetas sempre tiveram um papel fundamental no judaísmo e, no cristianismo, são como torres de vigias, quase nunca se encaixam nos padrões dos “sacerdotes” e estão lá para falar na cara [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.artecomcristo.com/wp-content/uploads/2010/08/urubus-brincando1.jpg"><img class="size-full wp-image-1389 alignright" style="margin: 10px; border: 1px solid black;" title="urubus-brincando1" src="http://www.artecomcristo.com/wp-content/uploads/2010/08/urubus-brincando1.jpg" alt="" width="400" height="253" /></a>Tenho visto essa  categoria aumentar a cada dia, e tenho que confessar que preciso lutar  contra mim mesmo para não tornar-me um deles!<br />
Os profetas sempre tiveram um papel  fundamental no judaísmo e, no cristianismo, são como torres de vigias,  quase nunca se encaixam nos padrões dos “sacerdotes” e estão lá para  falar na cara os erros dos falsos profetas, sacerdotes, intérpretes. Os  erros do povo de Deus.<br />
Mas existe uma grande diferença entre um  profeta e um cara que só gosta de criticar, o profeta é um cara que não  se conforma com o erro, mas que ama muito a quem ele está criticando.<br />
Certa vez ouvi a história de uma profetiza  que entrou no gabinete pastoral e falou: Pastor, Deus vai destruir a  nossa cidade esta semana por causa dos nossos pecados!<br />
O pastor se levantou e olhou nos seus olhos  e declarou: Isso que você esta profetizando é falso! E ela com os olhos  arregalados perguntou o porque ele falava isso. Ele respondeu: Porque  se você fosse profeta de Deus e esta mensagem fosse dele, você falaria  isso com lágrimas nos olhos!<br />
Nem sei se esta história é verdadeira, mas  ela ensina algo que é muito verdadeiro: o profeta sente dor em mostrar  os erros dos da sua casa. Não é prazeroso para ele, ele o faz porque  Deus mandou e não tem saída, ele tenta sempre trazer o conserto e a  reconciliação.<br />
Com a internet, a voz dos que não eram  ouvidos ganhou uma chance, mas com esta chance veio todo o tipo de  “profeta” e frustrados religiosos.<br />
Se você varre a sua casa e joga o lixo  fora, você é uma pessoa que está se importando apenas coma a casa limpa.  Mas se você vai com o seu lixo até o lixão e fica por lá observando os  outros lixos, aí então você deixou de se importar com a casa e se  encantou pelo lixo.<br />
É isso que tenho visto em alguns blogs,  vídeos, twitters aqui na internet. Pessoas que já saíram de casa para  morar no lixão, onde ficam mexendo nos lixos gospels para encontrar os  mais fedorentos e guardar para sua coleção. Assim, ficam o tempo todo  mostrando aberrações gospels e se divertindo com o que Deus se  entristece.<br />
Apenas Urubus gostam de ficar o tempo todo  em lixões ao redor das carniças. Este tipo de material não traz vida,  não traz mudança social e religiosa, mas sim entretenimento bizarro, e  isso os profetas nunca fizeram.<br />
Tenho que confessar, eu sou por criação um  cara muito crítico, mas não quero transformar este blog, meu Twitter,  minhas peças ou pregações em um lixão onde não me importe mais com a  limpeza da casa e sim em sobreviver da carcaça de quem já esta morto.  Deus me ajude a criticar com amor e a não perder o foco!</p>
<p>Marcos Botelho</p>
<p>Fonte: <a href="http://marcosbotelhodojv.blogspot.com/2010/07/os-urubus-gospels-da-internet.html" target="_blank">Marcos Botelho JV</a></p>
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		<title>Amar é Perdoar</title>
		<link>http://www.artecomcristo.com/2010/07/amar-e-perdoar/</link>
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		<pubDate>Thu, 29 Jul 2010 22:13:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabriela</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.artecomcristo.com/wp-content/uploads/2010/07/Picture-1.png"><img src="http://www.artecomcristo.com/wp-content/uploads/2010/07/Picture-1-300x213.png" alt="" width="300" height="213" class="alignnone size-medium wp-image-1293" /></a></p>
<div>As pessoas são estranhas. Sabe-se lá o que se passa em suas cabeças. Um movimento em falso ou palavra errada, inexplicavelmente, apaga, ainda que momentaneamente, os muitos anos de convivência. Descontroladas pela ira, contrapondo-se o amor, elas se esquecem que mais importante que se sobressair em uma situação, é o valor de um amigo, de um amante, de um pai, de uma mãe, de um desconhecido ou de qualquer um que seja. Não, eu não sou anormal, obviamente também estou incluído nessa triste verdade. O sangue sobe à cabeça, as sobrancelhas se curvam apertando os olhos vermelhos de raiva, e, no limiar do descontrole, a gente escolhe não se controlar, falamos tudo o que queremos sem pensar nas conseqüências, ou às vezes até pensamos, mas para falar a verdade, nem nos importamos, “não estamos nem ai”.</p>
<p>Algumas vezes o arrependimento vem no primeiro segundo seguinte, mas o orgulho é grande demais para se calar, e maior ainda para pedir perdão. A essa hora do outro lado da história já tem alguém com o coração negro de raiva e a mágoa já disputa espaço com a sede de justiça própria, para não dizer vingança. E enfim terá a mesma quase incontrolada reação. Quando não, ela irá se calar. Não numa atitude de amor, mas alimentando aquele ódio penetrante, que em breve se tornará a doença da amargura.</p>
<p>Estando ou não com a razão ambos são bons demais para se rebaixar a ponto de pedir perdão. O limite de sua humildade se restringe a expressões como essa: “Eu até pediria perdão, mas eu não estou errado.” “Se me pedir perdão, eu perdôo numa boa.” Sim, já é um começo, mas não é suficiente. Pedir perdão quando a culpa não foi sua talvez seja tão difícil como voltar de um lugar que você nunca foi. Perdoar alguém que expôs sua nudez e rebaixou sua moral parece difícil quando o que você quer mais quer é “retribuir o favor”. O tempo passou e até hoje agente maquina planos mirabolantes de como atingir de alguma forma o ego da pessoa que feriu o nosso.</p>
<p>A gente pode até fingir que não, mas até estar no mesmo lugar te faz um mal danado. Por mais engraçada que seja a piada que ela conte, agente não acha graça nenhuma, e quando acha, segura o riso e mantém a cara fechada. Talvez Shakespeare tivesse razão quando disse que “Guardar ressentimento é como tomar veneno e esperar que a outra pessoa morra.”Fazer um belo discurso sobre o que Deus acha de tudo isso me faz parecer um fariseu. Mas não me importo muito com isso. O que eu sei é que eu já fui ferido, já feri muitas pessoas, e já vi muitas pessoas se ferindo por causa da falta de amor. Jesus, a personificação do amor, sendo Deus, se rebaixou a posição de homem e sendo homem se rebaixou a condição de o pior dos homens. Ele tinha todas as ustificativas possíveis para não se sujeitar. Ele poderia se quisesse. Mas não quis.</p>
<p>Ele entendeu que se negasse sua reputação, seus prazeres e até sua vida, ele salvaria a muitos. Não é apenas uma questão de princípios, o fato é que nós somos a imagem de Cristo neste mundo. Talvez nem sempre, ou quase nunca consigamos, mas o objetivo é agir identicamente a Ele. Não pense que eu estou sendo legalista e querendo que todo mundo seja “certinho” e tal. Ou melhor, eu quero sim, mas não de forma legalista, tudo isso debaixo da graça e do amor de Deus. É difícil manter a calma quando você está tomado de ira. É difícil perdoar quando você está tomado de mágoa. Sim, é muito difícil, mas não é nada comparado à abnegação de Jesus. Se um dia quisermos ao menos se parecer com Ele, o mínimo que podemos fazer é aquilo que Ele mais fez: AMAR. E não falo daquele amor que você assiste todos os dias na novela das oito ou em um filme qualquer, falo do Amor na sua essência: “Conhecemos o amor nisto: Que Ele deu a sua vida por nós, e nós devemos dar a vida pelos irmãos.” Dar a vida, a reputação, o orgulho.</p>
<p>Vale à pena amar. Ainda que você não receba nada em troca, não há maior satisfação do que saber que está tendo a mesma atitude de Jesus. Mas de qualquer maneira, não há quem resista ao magnetismo do amor. Se constantemente agirmos com amor, mais cedo ou mais tarde esse amor dará fruto. É na hora do vamos ver é que é difícil lembrar disso, mas sem esforço, nunca iremos conseguir. O que antes era impossível, com o passar do tempo, após insistente rotina de repetição, ela se torna hábito. Ora ou outra o nosso ego vai tentar mostrar que ele ainda está lá, tentando se esquivar de qualquer tipo de humilhação, mas mal sabe ele que a cada dia que passar ele vai perder o seu espaço em nossos corações. Renunciar à nós mesmo é desgastante, mas é também desproporcionalmente mais gratificante. A maior expressão de Deus em Jesus é o amor, e essa também é a maior revelação de Jesus que as pessoas podem ver em nós. “Vai onde não há amor, e ama!”</p></div>
<div>
Rafael Vilarins</div>
<div></div>
<div>fonte: <a href="http://www.juventudenarocha.com/2010/07/amar-e-perdoar.html">http://www.juventudenarocha.com/2010/07/amar-e-perdoar.html</a></div>
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		<title>A estética do vazio</title>
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		<pubDate>Sun, 20 Jun 2010 15:39:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabriela</dc:creator>
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		<category><![CDATA[aparência]]></category>
		<category><![CDATA[estética]]></category>
		<category><![CDATA[Lucas Souza]]></category>
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		<description><![CDATA[A moda agora é ser visto como cult, é ser autêntico por fora, é ter um visual soft. Não é preciso ser nada, basta parecer que é e será o suficiente. No fundo se sabe que para quase todo mundo a aparência é mais importante que a bagagem e que o que tem valor é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #000000;"><a href="http://www.artecomcristo.com/wp-content/uploads/2010/06/vazio.jpg"><img class="size-medium wp-image-204  alignright" title="vazio" src="http://www.artecomcristo.com/wp-content/uploads/2010/06/vazio-294x300.jpg" alt="" width="294" height="300" /></a></span><span style="color: #000000;">A moda agora é ser visto como cult, é ser autêntico por fora, é ter um visual soft. Não é preciso ser nada, basta parecer que é e </span><span style="color: #000000;">será o suficiente. No fundo se sabe que para quase todo mundo a aparência é mais importante que a bagagem e que o que tem valor é o estar alinhado com as tendências. Não importa se o sujeito é de fato o que parenta ser, e isso de alguma forma é um alívio para o esvaziado. O que se sabe é: ninguém vai de fato gastar muito tempo averiguando sua essência.</span><br />
<span style="color: #000000;">O rapaz foi à faculdade e ouviu sobre inúmeras linhas de pensamento. Viu que os alunos que mais se destacavam como “cabeças” sempre tinham uma frase de Sartre ou Nietzsche na ponta da língua, e a primeira missão foi então decorar algumas para soltá-las à mesa com os amigos à hora mais propícia. Bingo! Ele agora é um pensador! Para cada assunto há uma frase adequada, assimilada com esmero, para cada grupo uma colocação coerente, mesmo que sem coerência alguma com as outras recitadas anteriormente. Ele é adepto da filosofia de picotes – ctrl c + ctrl v – e isso parece bastar.</span><br />
<span style="color: #000000;">É assim na faculdade, e é assim na igreja. Mas na igreja não é coisa de agora, porque o rapaz aprendeu desde pequeno as frases prontas, o que muito o ajudou em suas modernosas elucubrações acadêmicas. Sabe como ninguém colocar uma aleluia no ápice do instante, sem parecer um religioso frio ou demasiadamente pentecostal, o que de fato pegaria mal à sua reputação secular, já que sua professora de sociologia deixou bem clara a conotação implícita de burrice amofinada por detrás da estética “penteca”. Freqüentou inúmeras classes dominicais e sabe a bíblia como poucos – mesmo não a tendo lido de cabo a rabo nenhuma vez sequer. É tido como uma autoridade teológica dentre os de sua congregação, ainda mais agora que a bíblia tornou-se apenas amuleto de enfeite e serve mesmo é para apaziguar a ira do pastor que não aceita de forma alguma ver um crente sem sua espada que não refulge nunca. E esse pastor é como a professora antiga de internato que não suporta ver uma aluna despenteada e sem o laço da cor correta na arrumação dos cabelos castos. Nesse contexto, a Bíblia é tão somente um livro bibelô, e isso basta.</span><br />
<span style="color: #000000;">Ele está satisfeito consigo mesmo e é tido como um varão inquestionável. Um rapaz para casar, dizem as senhoras. Um exemplo a ser seguido, afirma os senhores. É líder exemplar de muitos grupos. E os outros não questionam seu caráter, já que ninguém sabe o que ele faz quando ninguém está vendo – ufa né? – e não fazem idéia do que acontece entre você e sua “corte” no banco de trás do seu carro. Realmente é muito arriscado comprar preservativos na farmácia, e foi deveras mais prático e barato comprar pela internet numa embalagem discreta que você esconde no fundo do armário. Afinal é preciso estar preparado para a hora da tentação, certo? É algo que não se premedita, que acontece naturalmente toda vez que você fica sozinho com ela. E vocês saem sozinhos quantos dias mesmo? Todos?</span><br />
<span style="color: #000000;">Muitas vezes tudo isso pesa, e o rapaz sente o peso do mundo sobre os ombros. Há meses não consegue fazer uma oração que não seja a de pedir perdão pelos seus pecados, já que as feitas publicamente não contam: são parte da estética da obrigação. Suas súplicas são velozes, e o pedido de perdão serve apenas como autorização para poder praticá-lo novamente, o mesmo vício.</span><br />
<span style="color: #000000;">E a história do rapaz prossegue vida afora. É um eixo que evolui na prática do giro, chegando ao que se chama de maturidade plena: a suprema evolução da casca a soterrar o vazio que há por dentro.</span><br />
<span style="color: #000000;">Esse é um dos retratos da geração de hoje. Ela vive o chamado avivamento como estética apenas, como um casaco de alguns instantes a ser esquecido no armário por um longo período, ao uso da conveniência estética, é claro.</span><br />
<span style="color: #000000;">Tenho encontrado vários desses por onde passo, e o engraçado é pensarem que faço parte de suas trupes. Dentre todos, os filósofos de plantão são os mais chatos, principalmente quando vêm com as frases celebres e puídas dos evangelistas norte-americanos, e seus métodos, e seus sofismas, e seus discursos acéfalos.</span><br />
<span style="color: #000000;">Fique claro que não me excluo do todo, até porque também sofro a tentação pelo vazio. O vazio é mais fácil, é mais prático. Mas do início ao fim, será sempre vazio.</span><br />
<span style="color: #000000;">Aonde eles vão parar, não sei. Mas pela Graça hoje sei aonde vou seguindo.</span><br />
<span style="color: #000000;">E você, leitor, sabe onde vai parar?</span><br />
<span style="color: #000000;">Insisto em dizer que agora é tempo de parar para pensar e olhar para dentro. Que cada um reconheça com clareza o que se vive, porque a nossa valiosa estética para o Emmanuel, o Deus conosco, é puro lixo. E lixo não reciclável. Será preciso desnudar-se por completo para então vestir-se de linho fino, puro e resplandecente, vestes estas doadas somente por Ele, que nos remeterão à Justiça.</span><br />
<span style="color: #000000;">Por fim, que seja feita toda justiça, para Ele e por Ele.</span><br />
<span style="color: #000000;">Nele que nos faz ver,</span><br />
<em><span style="color: #000000;">Lucas Souza</span></em></p>
<p><em><br />
</em> <span style="color: #000000;"><span style="color: #000000;">fonte: <a href="http://lucassouza.wordpress.com/2010/05/28/a-estetica-do-vazio/" target="_blank">http://lucassouza.wordpress.com/2010/05/28/a-estetica-do-vazio</a></span><br />
</span></p>
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