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	<title>..:: Arte Com Cristo ::..</title>
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		<title>Garoto demonstra Jesus na Bíblia</title>
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		<pubDate>Sat, 01 Oct 2011 18:34:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>serafim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gustavo Serafim]]></category>
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		<title>Asaph Borba entre a fé, a emoção e a razão.</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Sep 2011 16:13:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>serafim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[asaph]]></category>
		<category><![CDATA[Louvor]]></category>
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		<description><![CDATA[Com 35 anos de ministério, 70 discos gravados e mais de 2 milhões de cópias vendidas, Asaph Borba – o pai do canto congregacional brasileiro – revela fatos inéditos, acerca de sua vida e ministério. Talvez você não saiba, mas provavelmente a grande maioria das músicas (também chamadas de corinhos) que você aprendeu a cantar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Com 35 anos de ministério, 70 discos gravados e mais de 2 milhões de cópias vendidas, Asaph Borba – o pai do canto congregacional brasileiro – revela fatos inéditos, acerca de sua vida e ministério.</p>
<p><a href="http://www.artecomcristo.com/wp-content/uploads/2011/09/capamcs.jpg"><img class="size-full wp-image-1584 aligncenter" title="asaph borba" src="http://www.artecomcristo.com/wp-content/uploads/2011/09/capamcs.jpg" alt="" width="391" height="504" /></a>Talvez você não saiba, mas provavelmente a grande maioria das músicas (também chamadas de corinhos) que você aprendeu a cantar numa igreja evangélica a partir da década de 80, é da autoria desse cidadão baixinho, agora mais magro, de barba eterna, olhos azuis e olhar intenso, que apesar da simplicidade, humildade e simpatia contagiante, tem uma história de vida exemplar que impõe respeito e provoca admiração.</p>
<p>Para Asaph Borba, lá se vão 35 anos de ministério como compositor, arranjador, produtor, maestro, músico, mas acima de tudo, como um grande adorador e discípulo de Jesus Cristo, já que é assim que prefere ser chamado, quando diz que &#8211; apesar de compreender a necessidade dos rótulos &#8211; não se sente muito à vontade com a pomposidade de títulos como artista, cantor ou ministro de louvor.</p>
<p>Quem conversa com este homem &#8211; calmo, de sábias palavras e discipulador de boa parte dos artistas cristãos que hoje fazem a diferença no cenário da música gospel brasileira &#8211; jamais poderia imaginar que, não fossem as orações da mãe e a atitude ousada de um líder, tudo poderia ter sido diferente.</p>
<p>No começo da década de 70, Asaph era hippie. Viciado em drogas dos 13 aos 15 de idade, fazia seu pé de meia, vendendo artesanatos à beira do mar. Sua mãe, preocupada com a situação que se agravava, resolveu pedir ajuda ao pastor da comunidade onde freqüentava os cultos. “Ele me procurou uma vez e eu não abri a porta. Outra vez, mas novamente eu não o atendi. Num determinado dia, eu disse a minha mãe que queria falar com ele e foi assim que tudo começou” diz Asaph. Erasmo Ungaretti, na época, pastor da Igreja Metodista em Porto Alegre, numa atitude ousada e muito comum ao conservadorismo de seu tempo, sabendo do gosto de Asaph pela música, decidiu convidá-lo para tocar violão no culto, daquele mesmo dia. “No dia seguinte eu estava lá, e em agosto de 1974, me converti”. Envolvido na área da musical da igreja, em 1976, Asaph passou a viajar com Erasmo, ministrando o louvor em Igrejas de todo o Brasil e é a contar deste ano que, em 2011, ele comemora quase quatro décadas de ministério, agora sob o discipulado do pastor Moyses Moraes, que, assim como Erasmo, mora no mesmo prédio e é seu vizinho de apartamento.</p>
<p>Do começo em 1978, com o lançamento do seu primeiro álbum “Celebraremos com júbilo” com o americano Donald Stoll, a dupla Don &amp; Asaph &#8211; quando álbum era álbum mesmo, de vinil &#8211; até seu mais recente “Rastros de Amor”, uma super produção recém gravada pela Som Livre na PIB de Curitiba &#8211; Asaph nunca perdeu a perspectiva do seu chamado: levar a igreja a uma adoração genuína.<br />
Numa época em que a comunidade cristã só cantava hinos da harpa ou do cantor cristão, suas pequenas canções, a maioria salmos musicados, literalmente transformaram o ritual do louvor congregacional em boa parte das igrejas evangélicas brasileiras, introduzindo uma nova cultura de adoração. Por isso, hoje, podemos dizer sem medo de errar, que Asaph é o “pai” do canto congregacional da igreja pós-moderna brasileira. Com hinos como “Ao nosso Deus”, “Celebrai”, “Digno de Glória”, “Estamos reunidos”, “Jesus em tua presença”, “O meu louvor é fruto”, “Superabundante graça”, “Tu és soberano” e centenas de outros cuja lista sequer caberia aqui, o menino que outrora vendia artesanato para bancar seu vício, fez fama e acabou ganhando notoriedade no mundo inteiro. Com a Life Produções, lá se vão 70 discos gravados em 9 idiomas – entre eles, árabe, hebraico, inglês, alemão, assírio, etc -, mais de 2 milhões de cópias vendidas e cerca de 350 gravações de e para outros artistas, além de parcerias com Adhemar de Campos, Gerson Ortega, Daniel Souza, Fernandinho, Nívea Soares, entre tantos outros. Isso sem falar nos projetos junto à Adhonep (Associação de Homens de Negócios do Evangelho Pleno) e o seu ministério internacional intitulado Bridges of Love (Pontes de Amor) que tem atendido a dezenas de nações em todo o continente americano, Europa e sobretudo no Oriente Médio, em países como Jordânia, Egito, Líbano, Turquia, Israel e Irã.</p>
<p>Asaph, que é mineiro de nascença, para realizar o sonho de seu pai, mas gaúcho de coração, já que sempre morou no RS, é membro da Igreja Comunidade em Porto Alegre (RS), tem 53 anos e é casado com Lígia Rosana, com quem tem dois filhos, Aurora e André. No mês de janeiro, apesar de estar com sua agenda lotada até o final de 2011, Asaph prontamente recebeu nossa equipe nas dependências do estúdio Life, para um bate-papo descontraído (com direito a barras de chocolate e café) mas cheio de inspiração, para falar sobre sua vida, os 35 anos de ministério, sua visão de música, igreja e claro: dos projetos que pretende realizar nos próximos 35 anos de ministério.</p>
<p>OZIEL ALVES: Era 1974, você tinha 15 anos, era hippie, usuário de drogas e, um pastor que verdadeiramente se preocupava com você, com atitudes a frente do seu tempo, lhe convida para tocar no culto, do jeito que você está, sem lhe impor nenhuma condição de santificação. Lindo, nobre, divino. Mas você indicaria este tipo de atitude para os pastores de hoje?</p>
<p>ASAPH BORBA: Eu acho que a gente deveria ter mecanismos pra assimilar pessoas. E, obviamente isso significa assimilar as pessoas como elas são. Claro, com os devidos cuidados, né? Tem que ser guiado por Deus para ter uma atitude destas. É preciso ter certeza da direção divina para pegar um drogado e entregar um violão pra ele tocar naquele mesmo dia no culto. Lembro de um livro do David Wilkerson onde ele conta o que fez com Nick Cruz – de uma outra forma, é claro &#8211; no dia em que ele foi fazer um grande evento lá no Brooklyn. E ele disse: “Hei, você, vem cá me ajudar com as ofertas”. Ele deu o gazofilácio pro Nick, um baita drogado, baita marginal&#8230; Imagina, recolhendo a oferta? Anos depois, o Nick Cruz conta que sua conversão começou quando ele passou por um lugar onde poderia<br />
ter fugido com todo aquele dinheiro. A minha começou quando ele me convidou para trabalhar.</p>
<p>OZIEL ALVES: Como era o universo da música gospel na época que você começou?</p>
<p>ASAPH BORBA: Havia poucos nomes que se sobressaíam ou que tinham certa expressão no segmento. Tinham os nomes tradicionais como Vitorino Silva, Ozeias de Paula, Luiz de Carvalho&#8230; Enfim, estes nomes já aconteciam no Brasil. Mas a cena era muito pequena, muito limitada às igrejas. A música era basicamente tradicional.</p>
<p>OZIEL ALVES: Você ainda é anterior ao Adhemar de Campos?</p>
<p>ASAPH BORBA: Sim, eu comecei a produzir discos, uns três anos antes dele. O Adhemar se converteu no mesmo ano que eu, e começamos o ministério no mesmo ano também, em 1976. Só que eu gravei antes. Eu comecei a produzir e a gravar em 77, 78. Ele só em 81, 82.</p>
<p>OZIEL ALVES: Quem era a sua principal influência na época?</p>
<p>ASAPH BORBA: O principal nome que marcou a minha vida foi um cara chamado Volo, que era da ABU (Associação Bíblia Universitária) e ele tinha um disco que se chamava “A lua não pode e não poderá fazer” que era, absolutamente, inovador para a época. Eram músicas super jovens, mas cristãs. Foi a primeira música cristã que falou comigo, de fato. Depois, no final de 76, início de 77, eu conheci Vencedores por Cristo, com uma batida jovem, também, absolutamente inovador, que certamente, foi uma grande influência na minha vida.</p>
<p>OZIEL ALVES: Quando é que surge a ideia de compor cantos congregacionais? Houve influência norte-americana? Houve alguma pretensão de sua parte no sentido de criar algo que pudesse inovar o ritual de culto?</p>
<p>ASAPH BORBA: Não. Nasceu sem pretensão e sem qualquer influência americana, apesar do Don Stoll compor juntamente comigo. Nasceu como uma prática. Eu e o Don começamos juntos porque nós ministrávamos juntos, aqui na Igreja Metodista em Porto Alegre. Então, ele foi uma influência, somente neste sentindo.</p>
<p>OZIEL ALVES: Mas havia uma insatisfação tua, com a liturgia congregacional, isto é com os cânticos da harpa e do cantor cristão? Você estava à procura de inovação?</p>
<p>ASAPH BORBA: Não, nunca pensei nisso. Simplesmente fizemos. Foi algo que surgiu, espontaneamente. Um formato curto e fácil de tocar. Não sei explicar o porquê. Não foi uma coisa consciente&#8230; Foi algo que simplesmente, fizemos.<br />
Harmonia simples, tocando simples e com palavras simples. O que pouca gente sabe é que nossas composições, eram textos bíblicos inicialmente e acabou se tornando uma ênfase do nosso trabalho, porque o Donald não falava português e eu não falava inglês. Nós éramos amigos, queríamos servir e tínhamos a Bíblia em comum. Foi assim que surgiu. Decidimos cantar a Bíblia. Daí o ministério cresceu e os pastores nos levaram daqui Brasil à fora. Depois conhecendo o mundo e as igrejas, descobri que na década de 70, com o avivamento que ocorria no mundo, também surgiram cantos congregacionais em outras nações, como Rússia, por exemplo etc.</p>
<p>OZIEL ALVES: Como você se sente com este título que é atribuído a você: PAI DO CANTO CONGREGACIONAL NO BRASIL?</p>
<p>ASAPH BORBA: Nenhum título entra no meu coração. Mas, se sou reconhecido como pai, é porque tenho algum tipo de paternidade. A única coisa que eu faço é honrar esta paternidade. Honro através do meu testemunho, da continuidade, do apoio a muitos irmãos e dos muitos filhos que tenho nesta área do louvor e adoração.</p>
<p>OZIEL ALVES: Qual a sua opinião sobre a cobrança de cachê?</p>
<p>ASAPH BORBA: Eu não sou a favor do cachê pré-determinado, porque não é um padrão bíblico. Mas eu creio que todo mundo que vive do ministério, tem que ser honrado.</p>
<p>OZIEL ALVES: Quando você recebe convites para ministrar, você negocia valores?</p>
<p>ASAPH BORBA: Eu não cobro cachê. Não negocio. Eu mando uma folha onde a pessoa tem que dizer a data do evento, o tipo de evento e em quanto esta disposta a abençoar o nosso ministério.</p>
<p>OZIEL ALVES: Há quase 14 anos, você decidiu investir em missões no Oriente Médio. Como surgiu o projeto Bridges of Love e por que a Jordânia foi o teu primeiro destino?</p>
<p>ASAPH BORBA: Tenho um bom inglês. Foi em função disso, que acabei participando de muitos projetos pelo mundo inteiro com a missão Portas Abertas em Cuba, Peru, Colômbia, Europa. Foi através destes irmãos que recebi oconvite para desenvolver um projeto de gravação e produção com os irmãos árabes. Eles queriam servir ao Senhor com um grupo de música, mas não sabiam como fazer aquilo. Eu disse: Vamos fazer uma produção. Cheguei lá, montei um estúdio, como eu faço sempre, em seguida começou a nascer uma bela equipe de louvor. Começamos a produzir, treinar, capacitar pessoas e acabamos fazendo grandes projetos. Daí surgiu a ideia de montarmos um estúdio. Arrumamos dinheiro e montamos o estúdio na própria igreja, lá na Jordânia. Eu não fico com nada, dôo tudo. Fiz isto em Cuba, fiz isto no Peru. No Peru eu só entrei com o treinamento técnico, uma entidade americana deu o estúdio. Mas em Cuba nós financiamos uma grande parte do estúdio.</p>
<p>OZIEL ALVES &#8211; E as tuas músicas já estão entrando lá, de alguma forma?</p>
<p>ASAPH BORBA: Sim, vagarosamente. Eu sempre valorizei o que as pessoas têm. Esta é uma outra tônica do nosso ministério. Nunca impus a minha música como um padrão que deve ser cantado ou tocado. Eu sou um simples exemplo do que as pessoas podem gerar e produzir. Eu valorizo o que as pessoas têm. Fiz isto com o Benê, com a Alda, com o Silvério, com o Márcio, com o Adhemar, o Cláudio Claro, David Quinlan&#8230; Todos estes irmãos foram irmãos que eu conheci nos primeiros passos, como Daniel de Souza, Davi Silva, Mike Shea. Todos estes irmãos são pessoas que me respeitam por este começo. Eu os vi em uma igreja, e valorizei o que eles tinham. E com uma grande parte destes irmãos, eu participei de alguma forma dos primeiros discos deles. Ludmila Ferber, Cirilo&#8230; Um grande grupo de pessoas. Estes são os irmãos que hoje me chamam de pai. É por causa disto. Porque eu os ajudei a dar um primeiro passo. Eu falei de uns dez, doze, mas tem quatrocentos; inclusive o disco de um deles está saindo daqui este mês. O Daniel de Souza era o meu baixista, por exemplo&#8230;</p>
<p>MCS: Como “pai” que conselho você dá a estes artistas, sobretudo com relação aos manjares que a fama pode oferecer?</p>
<p>ASAPH BORBA: Caráter! Mantenha o teu caráter submisso. Não perca a simplicidade. Você pode ter frutos&#8230; hoje eu tenho bons carros, uma estrutura que Deus tem nos dado, tenho sítio, tenho casa na praia, mas nada disso é a prioridade do meu ministério. Eu deixo tudo isto, por amor a Deus.</p>
<p>OZIEL ALVES: Ainda falando do seu trabalho no mundo Árabe (Istambul, Turquia) por exemplo, onde apenas 3% da população se intitula cristã. Trabalhar lá, lhe dá a sensação de recomeçar, já que no começo do seu ministério aqui no Brasil menos de 5% da população era evangélica?</p>
<p>ASAPH BORBA: Sempre! Um eterno recomeço! Não é um recomeço com gosto de derrota é uma continuidade. Uma conquista. Na Jordânia, não tinha adoração. Os irmãos se reuniam pra cantar dois, três hinos no culto, e a gente começou a ensiná-los a adorar&#8230;Eu tenho agenda pra todos os dias da minha vida se eu quiser e ainda sobram algumas centenas, mas dedico parte do meu tempo para, por exemplo, sentar com cinco irmãos no Oriente Médio e gerar a vida de Deus, gerar neles o compromisso, ensiná-los a adorar. Todas estas músicas eu ministro lá, em Árabe.</p>
<p>OZIEL ALVES: Em quais os países o seu projeto “Bridges of Love” está presente?</p>
<p>ASAPH BORBA: Síria, Jordânia, Líbano, Turquia, Emirados Árabes, Egito, Iraque, Palestina&#8230; já fizemos no Chipre, enfim&#8230;</p>
<p>OZIEL ALVES: Ser exemplo. Qual é o preço disso? Tem renúncia?</p>
<p>ASAPH BORBA: Preço? Fidelidade. Ser fiel em tudo. Não deixar nada com a marca da infidelidade. Não pagou a conta? Deu um cheque que voltou? A fidelidade é o preço do meu ministério. A pessoa fiel é fácil de ser seguida. O fiel é previsível. Por isto que as pessoas me acham exemplo de vida. Linearidade. Meu rastro pode ser seguido com facilidade. O que eu prego é fácil de entender. O que eu canto é fácil de reproduzir. Eu cedo minhas músicas pra todo mundo gravar. Hoje mesmo eu mandei duas autorizações. Quase toda a semana eu dou duas ou três autorizações. Cedo livremente para os irmãos. Então, isto deixa uma boa marca vida afora. Sobre a renúncia, eu não a vejo como a principal ênfase da minha vida. Minha esposa tem um nível de renúncia muito maior que o meu. Ela fica com os filhos&#8230; nós temos uma filha excepcional que ela que cuida. E&#8230; o ficar em casa gerindo, né&#8230; talvez, seja mais difícil&#8230;</p>
<p>OZIEL ALVES: Há grandes tentações na fama, Asaph?</p>
<p>ASAPH BORBA: Daí entra a fidelidade. Neste caso, quando você esta sozinho e renuncia um assédio, por exemplo, você não esta renunciando, você esta sendo fiel. Fiel a minha esposa, aos meus princípios, a uma igreja, a um testemunho de vida. Quando um líder de qualquer tamanho cai, sempre cai alguém junto. Se não atingir ninguém, atinge a família. O mecanismo que funciona muito bem pra isso, é aquele de estar submisso a outro ministério. Por exemplo, os meus pastores até hoje são meus pastores. A filha do pastor Erasmo, trabalha comigo há vinte anos. É importante ter pessoas ao seu lado que tenham acesso a sua vida, que possam te dizer: isto é um perigo. Eu já tive irmãos conhecidos do Brasil, que tinham saído de suas casas, largado suas esposas, e eu cheguei e disse: não faça isto! Peguei um avião com a minha esposa e fui para um grande escritório no Rio de Janeiro, e disse: “Não faça isto, Deus me trouxe aqui para restaurar sua família”. Liga pra sua esposa, agora. (Ele disse, ahh mas eu já saí de casa!) – Liga agora! Deus vai fazer uma obra em sua vida. E Deus fez. Está lá. Vida restaurada, casamento restaurado, acabaram de ter mais um filhinho. Quando uma pessoa para de ouvir os outros irmãos, aí começa a sua queda.</p>
<p>OZIEL ALVES: E quando um ministro dá um passo em falso, é possível se levantar e seguir caminhando, novamente?</p>
<p>ASAPH BORBA: Sim, mas se ele não restaurar sua família, dificilmente continuará seu ministério.</p>
<p>OZIEL ALVES: E se ele construir uma outra família?</p>
<p>ASAPH BORBA: Vai ser com o limite de quem construiu uma outra família. Ele vai perder uma porcentagem do seu público. Ele vai perder uma porcentagem de sua atuação, do seu testemunho, da sua autoridade espiritual. É uma pessoa que nunca mais terá plena autoridade espiritual.</p>
<p>OZIEL ALVES: Mas nem por isso ele estará para sempre errado?</p>
<p>ASAPH BORBA: Eu não vejo nenhum acerto, por qualquer razão, em destruir a sua família, ou deixar a sua família se destruir. Não há nenhuma realidade espiritual plausível, que diga que a pessoa acertou em deixar esta mulher para casar com outra. Não há fundamento bíblico pra fazer esta afirmação, mas eu sei que acidentes acontecem na vida das pessoas, e se elas não restaurarem tudo o que ficou para trás, elas vão ter que conviver com esta limitação.</p>
<p>OZIEL ALVES: Asaph é verdade que a música “Aos olhos do pai” da Ana Paula Valadão foi uma composição escrita em homenagem a sua filha?</p>
<p>ASAPH BORBA: Para Aurora&#8230; (Risos) É&#8230; Foi, isto mesmo! A Ana quando compôs este cântico, telefonou pra Aurora e deixou registrado que tinha feito uma música pra ela. Disse que ela era uma obra prima, e quando a Aurora fez 15 anos a Ana gravou um vídeo, dizendo a mesma coisa.</p>
<p>OZIEL ALVES: Sobre a cura da sua filha. É verdade que você não vai sossegar enquanto Deus não curar a sua filha?</p>
<p>ASAPH BORBA: Eu não vou parar de pedir! Enquanto a Aurora tiver um fôlego de vida, eu e a minha esposa vamos orar pela cura integral da Aurora. Deus não curou ontem, pode ser que cure hoje, ou amanhã&#8230; Não muda nada na<br />
minha fé, na minha expectativa, na minha esperança. Nós cremos que a Aurora pode ser curada todos os dias, sim.</p>
<p>OZIEL ALVES: Qual é o problema dela, de fato?</p>
<p>ASAPH BORBA: Síndrome de Prader-ville. Uma síndrome bem conhecida, mas que dá muita obesidade, uma hipotonia e retardo mental muito grande.</p>
<p>OZIEL ALVES: Você conhece alguém no mundo que tenha sido curado desta síndrome?</p>
<p>ASAPH BORBA: Não.</p>
<p>OZIEL ALVES: E isto não abala a tua fé?</p>
<p>ASAPH BORBA: Não. Eu já vi gente ressuscitar. Eu já vi uma criança ressuscitar dentro do meu próprio carro. Um menino que morreu na beira da estrada, eu o coloquei no carro e levei para o hospital orando. E&#8230; ressuscitaram o menino no hospital. É o mesmo Deus&#8230; Eu não sei quantas variantes há em tudo isto, mas eu tenho aprendido Oziel, a no caso da Aurora, especificamente &#8211; pra ficar registrado &#8211; que o importante pra Deus não é a cura, é o processo. A Aurora é um processo, de muitos processos que Deus permite na vida de homens de Deus. Na vida de ministros. Na vida de pessoas. Cada pessoa tem alguma coisinha que Deus deixa.</p>
<p>OZIEL ALVES: E são nestes momento que você canta&#8230; “Sim eu sei Senhor que tu és soberano, tens os teus caminhos tens teus próprios planos&#8230;”</p>
<p>ASAPH BORBA: (Risos) Infinitamente mais&#8230;</p>
<p>OZIEL ALVES: O que há com sul Asaph? Você é o único nome na área da música que saiu daqui e ganhou fama e notoriedade. Por que só você?</p>
<p>ASAPH BORBA: Não sei. Talvez porque as igrejas não incentivam as pessoas a saírem daqui, não investem, não produzem. Poucas igrejas tem a visão de ter pessoas e liberar-las pro ministério. Todas as igrejas querem o ministro de louvor pra ficar lá. Eu não. Eu fui um homem constantemente, enviado. Se os pastores tiverem a visão de gerar pessoas para enviar, teremos mais pessoas.</p>
<p>OZIEL ALVES: Você já fez música para vender?</p>
<p>ASAPH BORBA: Não&#8230; fazer música é&#8230; É sempre um fruto. É o resultado de uma experiência de vida. Não faço música pra vender, mas eu sei que vou colocar em um disco e vai vender.</p>
<p>OZIEL ALVES: De todas as músicas que você compôs, qual a que mais te tocou?</p>
<p>ASAPH BORBA: Bah&#8230; “O Meu louvor é fruto” sem dúvida alguma&#8230; “Eu sei que foi pago um alto preço”&#8230; e de adoração&#8230; “Jesus em tua presença reunimo-nos aqui”. Esta música significa muito pro meu ministério. Ela que me jogou pra fora do Brasil, com muita força. E, claro a música “Jesus”, que é a minha música mais gravada, mais cantada em todos os países por onde o meu ministério já esteve. É a música que mais me gerou dinheiro, recursos e venda e tem apenas uma palavra: Jesus. O Benny Hinn usa ela, em suas cruzadas.</p>
<p>OZIEL ALVES: Asaph, a humildade só vem depois de muito elogio?</p>
<p>ASAPH BORBA: Não sei. Acho que o que gera a humildade não é o elogio, mas em nosso caso, é o caráter de Jesus. Talvez esta seja a chave desta entrevista. O que eu mais quero na vida de um homem é que seu caráter seja parecido com o de Jesus. É impossível uma pessoa que queira parecer com Jesus, não querer buscar a humilde. Humildade não é um resultado. É uma busca.</p>
<p>OZIEL ALVES: E, agora, daqui pra frente como será?</p>
<p>ASAPH BORBA: Quero mais 35 anos de ministério, no mínimo. Meu grande projeto esta só começando. Meu grande projeto é ganhar mais nações pro Reino de Deus.</p>
<p>OZIEL ALVES: Você entrou pra faculdade de comunicação social e está quase se formando. Qual o objetivo de voltar aos bancos escolares?</p>
<p>ASAPH BORBA: Entrei, em primeiro lugar (Risos). Bem, quero ampliar toda área de comunicação da Life&#8230; O meu credenciamento jornalístico também é importante, para este andar, porque esta cada vez mais difícil circular pelo mundo, sendo apenas um ministro do evangelho.</p>
<p>OZIEL ALVES: Você está com dois livros quase prontos para serem lançados. Sobre o que tratam e por qual a editora você deve lançar?<br />
ASAPH BORBA: Um é sobre a minha história (Biografia) e outro sobre A adoração como um estilo de vida. Ainda não sei, por onde vou lançar, vamos ver.</p>
<p>OZIEL ALVES: Obrigado, Asaph.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>Por Oziel Alves </em><br />
<em>*Entrevista publicada na Ed. 20/Fev da Revista Música Cristã e Sonorização</em></p>
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		<title>A &#8220;demonização&#8221; que desinforma</title>
		<link>http://www.artecomcristo.com/2011/08/a-demonizacao-que-desinforma/</link>
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		<pubDate>Mon, 01 Aug 2011 21:29:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>César Ricky</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Ricky Tehilin]]></category>

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		<description><![CDATA[Um amigo meu, vendedor de uma loja de CDs de rock e, consequentemente, vocalista de uma banda de heavy metal, um dia compartilhou algumas das &#8220;pérolas&#8221; que ouve de clientes. Um sujeito entrou na loja, pegou um CD do Ozzy Osbourne e disse: &#8220;Esse moço fez pacto com o diabo e bebeu sangue de um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um amigo meu, vendedor de uma loja de CDs de rock e, consequentemente, vocalista de uma banda de heavy metal, um dia compartilhou algumas das &#8220;pérolas&#8221; que ouve de clientes. Um sujeito entrou na loja, pegou um CD do Ozzy Osbourne e disse: &#8220;Esse moço fez pacto com o diabo e bebeu sangue de um caixão para ser roqueiro!&#8221;.</p>
<p>Tudo bem, é claro que o Ozzy foi o grande responsável por algumas das maiores atrocidades (e boa parte delas foram mais um tremendo besteirol somado a uma vida desregrada, do que necessariamente algo satânico), mas a frase do sujeito mostra o tamanho da desinformação que se tem sobre algumas coisas. Claro, com uma pitada de &#8220;lenda urbana&#8221;.</p>
<p>Pegando esse gancho, como a preocupação nesse texto é sobre o cristão artista, vejo que a desinformação no ambiente da igreja, não é diferente do que o exemplo acima.</p>
<p>Encarar o rock como música do diabo, já virou uma conversinha tonta, que somente os mais desinformados caem. Mas de qualquer maneira, sempre vale uma explicação a mais.</p>
<p>Vamos lá. O rock tem origem no blues, que tem origem nas igrejas negras em meados de 1920, nos EUA. Os negros que colhiam algodão, passavam o dia cantando lamentações/tristezas (origem da palavra blues) enquanto tinham o penoso trabalho de colher algodão. Entre as músicas que cantavam (e compunham na hora), muitas eram louvores a Deus pedindo uma vida melhor, ou lembrando que no céu, tal sofrimento não mais existiria.<br />
O rock iniciou como o &#8220;blues acelerado&#8221;, também dentro dessas igrejas negras. O mesmo ambiente foi o berço do jazz e do soul.</p>
<p>Quando o rock começou a se popularizar, aquele &#8220;ritmo dançante&#8221; recebeu o nome pelo qual o conhecemos de um DJ americano, em 1953, no sentindo de que essa música fazia balançar e &#8220;mexer os quadris&#8221;.</p>
<p>A polêmica sobre o diabo ser o pai do rock, começa também nos anos 50, quando a conservadora (e racista) sociedade americana da época, abolia tal música vinda dos negros, e dizia que tirava os bons costumes dos seus filhos. Até surgir um rapaz branco de olhos azuis, chamado Elvis Presley, para enfiar esse racismo goela abaixo. Mas isso é outra história.<br />
No início dos anos 70, o rock tornou-se mais pesado, e uma banda inglesa formada por quatro jovens, aproveitou a revolta típica dos hormônios da juventude e juntou com uma boa estratégia de marketing, escrevendo letras calcadas em bruxarias e pactos com o &#8220;Tinhoso&#8221;, dando origem ao Black Sabbath. Ali, nasceu a cara mais maldosa do rock.<br />
Portanto, Raul Seixas e Paulo Coelho não são os responsáveis pela frase &#8220;o diabo é o pai do rock&#8221;. eles pegaram isso emprestado do que acontecia no exterior.<br />
Claro que muitas bandas realmente se jogaram para o lado satânico da coisa, mas aqui, estou falando sobre a origem do estilo e não sobre o gênero &#8220;black metal&#8221;.</p>
<p>Também já ouvi dizer que os instrumentos musicais tem origem diabólica porque foram criados por Jubal, que era descendente de Caim. Contestável.</p>
<p>Vamos analisar. Jubal era descendente de Caim e a Bíblia comprova isso. Mas afirmar que por ele ter essa descendência ele teve influência diabólica para criar os instrumentos musicais, não tem a menor base bíblica. Isso nada mais é do que uma interpretação pessoal carregada de &#8220;achismos&#8221;.</p>
<p>Mas vamos pensar no seguinte. Será que a criação das armas tem inspiração diabólica? Independentes de sabermos, vamos dizer que tem.<br />
Então, o que diremos da funda que Davi usou para matar o gigante? Ela era diabólica?<br />
Voltando aos instrumentos musicais, e a harpa que Davi tocava e acalmava o furor do rei Saul? Tinha um espírito maligno nela?</p>
<p>Vamos esclarecer algo aqui: A igreja está se tornando tão menos bíblica e tão religiosa, que ela demoniza tudo aquilo que ela não sabe explicar.</p>
<p>Tem um ator de cinema, ultra conhecido que vive bêbado agredindo fotógrafos e tratando entrevistadores com o maior desrespeito do mundo. Só que esse mesmo ator dirigiu e produziu um filme adorado por pelo menos 90% dos cristãos: A Paixão de Cristo, o ator/diretor é Mel Gibson.</p>
<p>A igreja é ignorante no que diz respeito a coisas que ela não tem a capacidade de explicar. E quando surge essa ignorância, ela apela e demoniza as coisas.</p>
<p>No Brasil, a história de que rock é do diabo ganhou força em 1983, quando o Kiss veio tocar aqui pela primeira vez. A mídia da época saiu propagando que os caras matavam pintinhos no palco (o que sempre foi uma mentira) e faziam sacrifícios ali (tudo por causa da pirotecnia usada nos shows).<br />
No show do Kiss no Rio de Janeiro, um grupo de crentes resolveu impedir a entrada do público alegando que ali teria um ritual satânico. Tudo porque a mídia, escandalosamente, divulgou um monte de besteiras sobre o grupo.</p>
<p>Até entendo o papel desse grupo de crentes de quererem &#8220;proteger&#8221; as pessoas que iriam assistir o show. Mas o tumulto todo foi causado pela propagação errada de uma notícia e pela falta de informação.</p>
<p>Não estou servindo como advogado da banda, não é esse o objetivo. Simplesmente quero escancarar a demonização que existe sobre coisas que nem tentam ser explicadas ou aprendidas.</p>
<p>Artistas cristãos deveriam ser os menos preconceituosos com coisas que se referem simplesmente a arte. E pastores que se interessem por cuidar da vida desses artistas, deveriam ser além dos mais &#8220;chegados&#8221; a Deus, os mais informados e antenados sobre o que acontece nesse mundo.</p>
<p>O que tem acontecido é que uma legião de artistas surgem dentro das igrejas simplesmente para passarem a sua vida fazendo arte apenas para a igreja!<br />
Ou seja, o &#8220;IDE&#8221; de Jesus foi para o espaço, e a criatividade dada por Deus só pode funcionar de maneira eclesiástica.</p>
<p>Mas esse não é o princípio da igreja, que por sinal, significa &#8220;eclésia&#8221; e vem do grego &#8220;tirados para fora&#8221;.</p>
<p>A igreja precisa ser sal, e o cristão que é artista precisa salgar e, como luz, iluminar . Mas o que acontece é o contrário, pois somente uma minoria dos cristãos artistas que resolvem fazer algum trabalho no meio secular, é que não se afasta da fé.<br />
Isso expõe duas coisas: a falta de base e convicção em sua fé, e a falta de um pastoreio que saiba acompanhar um ARTISTA (não um membro de igreja).<br />
Entendo o fato de que muitos pastores temem que seus membros abandonem seus princípios e destruam suas próprias vidas. Mas demonizar as coisas não é o caminho para proteger. O certo é ensinar conforme a Bíblia ensina, que é sem religiosidade.</p>
<p>Recentemente, conversei com meu amigo Reginaldo (Programa Multiforma) e ele fez um comentário no mínimo interessante. Ele disse que sempre que entrevista um artista cristão (obs: não um cristão artista, são coisas diferentes) e pede para que no final da matéria a pessoa deixe uma mensagem evangelística, o entrevistado não sabe falar de maneira evangelística, só sabe falar com todos aqueles cacoetes manjados de crente. Terrível isso.</p>
<p>Isso também demonstra o inchaço da &#8220;bolha gospel evangélica&#8221;.<br />
A igreja tem se fechado tanto em seu universozinho, fazendo seus eventos que propagam somente seus interesses (que raramente são almas), que boa parte dos cristãos não conseguem mais dialogar inteligentemente com pessoas que não compartilham da mesma fé.</p>
<p>Isso é preocupante, porque se um cristão (principalmente um artista) não consegue dialogar com as pessoas que não dividem da mesma fé, de que maneira ele vai influenciar?</p>
<p>Tenho um grande amigo, chamado Carlos Sugawara, que além de ser um cristão convicto de sua fé, é &#8220;apenas&#8221; um dos artistas do cast do famosíssimo Cirque du Soleil.<br />
Recentemente, pude acompanhar um acontecimento besta de uma pessoa completamente religiosa que crucificou o Carlos por ele ser &#8220;crente&#8221; e trabalhar num circo cheio de &#8220;símbolos satânicos&#8221; (coisa que honestamente não sei onde estão esses símbolos).<br />
Obviamente que eu entrei em defesa do Carlos. Mas esse ocorrido mostra como a mesma igreja que hoje propaga milhares de eventos de arte ainda não sabe como lidar com a ARTE.</p>
<p>A igreja trabalha dentro do conceito seguinte:<br />
Música, só é boa se for louvor.<br />
Dança, só vale se for uma coreografia bíblica.<br />
Teatro, só pode se interpretar um tema bíblico.<br />
Artes plásticas, só pode se for uma pintura bíblica ou uma &#8220;arte profética&#8221;.<br />
Circo, só é permitido se o palhaços fizerem &#8220;palhaçadas cristãs&#8221;.</p>
<p>Poxa! Como assim? Quem foi que ditou essas regras?<br />
A Bíblia que não foi, isso eu garanto.</p>
<p>Temos que entender que o que está em jogo, antes da arte, é o artista. A arte é uma expressão humana criada por Deus (já que fomos feitos a imagem e semelhança dEle), não uma ferramenta evangelística.<br />
Temos que parar com essa história de demonizar coisas que não conhecemos (ou temos preguiça de explicar) e ao mesmo tempo querermos criar uma vertente &#8220;gospel&#8221; para tudo o que existe.</p>
<p>Quando as pessoas sabem que eu sou cristão e sabem que sou músico de uma banda de celtic rock, imediatamente me perguntam: &#8220;Sua banda é gospel?&#8221;.<br />
Essa é uma pergunta que faz meu sangue ferver.<br />
Com muita educação, sempre respondo: &#8220;Não, não é gospel. Somos cristãos e somos músicos. Fazemos música celta porque é o estilo que gostamos. A única coisa é que nas nossas letras falamos sobre nossa vida, que automaticamente reflete a nossa fé&#8221;.</p>
<p>É uma explicação do tamanho de um elefante, mas infelizmente, as pessoas não entendem que é possível ser cristão artista sem ser gospel. É a ditadura do rótulo pela &#8220;fé&#8221;.</p>
<p>Acredito, e espero, que pastores compromissados com a palavra, mas antenados com a realidade do mundo levantem-se e cuidem dos artistas.<br />
Chegou a hora de dar explicações decentes ao invés de demonizar aquilo que não se conhece.<br />
Também espero que cristãos artistas surjam como cristãos verdadeiros, que saibam que sua arte não é o foco da sua vida, mas sim a salvação conquistada na cruz. Mas que esses mesmos artistas mostrem que sabem fazer arte sem rótulos!</p>
<p>Se o nosso papel é seguir o mandamento de Jesus (IDE), precisamos mudar nossa postura. E se podemos ser profissionais em qualquer área de nossa vida sem nos &#8220;auto-rotular&#8221;, também podemos fazer arte na essência do que ela é.<br />
Uma última coisa. Nunca devemos esquecer que o principal é o artista, e não arte que ele produz.</p>
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		<title>Pastor usa arma para dar “tiros no diabo” durante ato profético</title>
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		<pubDate>Thu, 24 Feb 2011 17:04:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Murilo Gamboa</dc:creator>
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		<category><![CDATA[arma]]></category>
		<category><![CDATA[ato profetico]]></category>
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		<description><![CDATA[Um curioso ato profético causou muita polêmica na comunidade evangélica. Durante o evento denominado Festa da Colheita, realizado no dia 19 de dezembro de 2010, o apóstolo Silvio Ribeiro teria dado disparos com um revólver como dramatização daquilo que estaria fazendo contra o diabo no mundo espiritual, o que é conhecido por algumas igrejas como [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.artecomcristo.com/wp-content/uploads/2011/02/pastor-arma.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-1553" src="http://www.artecomcristo.com/wp-content/uploads/2011/02/pastor-arma-300x248.jpg" alt="" width="300" height="248" /></a>Um curioso ato profético causou muita polêmica na comunidade evangélica. Durante o evento denominado Festa da Colheita, realizado no dia 19 de dezembro de 2010, o apóstolo Silvio Ribeiro teria dado disparos com um revólver como dramatização daquilo que estaria fazendo contra o diabo no mundo espiritual, o que é conhecido por algumas igrejas como “ato profético”.</p>
<p>O culto foi organizada pelo Centro de Avivamento para as Nações em Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul.</p>
<p>No vídeo que mostra o ato profético, o apóstolo Manuel entrega ao apóstolo Silvio Ribeiro duas armas de calibre 38, que então avisa à igreja que trata-se de uma oferta, “como missão”.</p>
<p>Empunhando a arma para baixo e pedindo para que o apóstolo Manuel faça o mesmo, o apóstolo Silvio Ribeiro usa um grave, acentuado e dramático tom de voz para dizer: “Ó o que diz Eclesiastes 10:19 – pra se rir se convidam pra festas. O vinho que você não gosta e até Jesus tomava alegra a vida. E o dinheiro que você não acha que não tem que falar na igreja, diabo, é a resposta para todas as coisas. Agora aponta aí teu 38 e repita assim comigo: Satanás, Diabo, bala de fogo na tua cabeça!”.</p>
<p>Aparentemente, o apóstolo fala sobre duas coisas diferentes – o vinho, que alegraria a vida e o dinheiro, que seria a resposta para todas as coisas. Depois de falar à igreja, o pastor inicia o que seriam os disparos. O vídeo não deixa claro se os apóstolos dispararam de fato ou não.</p>
<p>Apesar da violência do ato profético, a igreja declara ser contra atos de violência e o uso de armas.</p>
<p>Assista o <a href="http://www.youtube.com/watch?v=TGCVBDerYDw&amp;feature=player_embedded" target="_blank">video aqui</a>.</p>
<p>Fonte: Gospel+</p>
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		<title>Presbítero da Renascer comandará bateria de escola de samba no Carnaval</title>
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		<pubDate>Thu, 24 Feb 2011 16:38:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Murilo Gamboa</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.artecomcristo.com/wp-content/uploads/2011/02/presbitero-renascer-bateria-mangueira.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-1543" src="http://www.artecomcristo.com/wp-content/uploads/2011/02/presbitero-renascer-bateria-mangueira-300x207.jpg" alt="" width="300" height="207" /></a>Quis o Criador abençoar o talento de Ailton André Nunes e ele acabou traçando seus passos no compasso do surdo de primeira. Ou melhor, da ‘Bateria Surdo Um’. Foi a paixão pelo ritmo, surgida quando ainda era moleque e rolava pelo lixão do Chalé, no Morro da Mangueira, em busca de latas e papelão para fazer tambores afinados com o calor de fogueiras, que fez o hoje presbítero, (uma espécie de líder) da Igreja ‘Renascer em Cristo’, aceitar o convite do presidente Ivo Meirelles e se tornar, há pouco mais de um mês, o novo mestre de bateria da Verde e Rosa.</p>
<p>Contradição com a fé? Não para Ailton, percussionista profissional, 39 anos, casado, pai de duas filhas e avô de outra menina. “Sou um servo de Deus e acredito que as pessoas têm um dom. E acredito no plano de Deus para a minha vida. E faz parte passar por isso, estar à frente da bateria”, explica o maestro, que também é um dos autores do samba que homenageia Nelson Cavaquinho, enredo da escola.</p>
<p>Antes de aceitar conduzir a bateria que ele conhece desde menino e da qual já chegou a ser um dos diretores — na época do primo Alcir Explosão, a quem elogia o talento —, além de primeiro repique, Ailton conversou com a família e seus orientadores na igreja.</p>
<p>A volta à escola, entretanto, levou 8 anos para acontecer. Foi quando, diz, “tinha outro tipo de conduta e estava perdendo a família”, acabou encontrando a igreja em seu caminho. Na caminhada de lá para cá, trabalhou com música, rodou a Europa como percussionista e reencontrou amigos no Brasil. Agora, só quer saber de unir a “Família Surdo Um” em torno de um objetivo: ganhar a nota dez para a Mangueira.</p>
<p>“Mas e as tentações do Carnaval?”, provoco eu ao entrevistado. “Todos nós somos pecadores. Só que tem um porém: eu tenho consciência que sou pecador, mas hoje não vivo pelo pecado”, responde, sem atravessar o discurso.</p>
<p>Texto de Fabiana Sobral publicado originalmente em <a href="http://odia.terra.com.br/portal/odianafolia/html/2011/2/maestro_de_fe_na_verde_e_rosa_146151.html" target="_blank">O Dia</a>.</p>
<p>Fonte: Gospel+</p>
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		<title>Mariana Valadão gravará seu primeiro DVD em Maio</title>
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		<pubDate>Thu, 24 Feb 2011 16:30:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Murilo Gamboa</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Esse é um ano de grandes novidade para a Mariana Valadão, e uma dessas é a gravação do seu DVD que acontecerá no mês de Maio na Igreja Batista da Lagoinha &#8220;Local onde foi gravado o 1º e o 2º CD e DVD do Diante do Trono&#8221;. Não sabemos se o repertorio do DVD da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.artecomcristo.com/wp-content/uploads/2011/02/mariana-valadao.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1538" src="http://www.artecomcristo.com/wp-content/uploads/2011/02/mariana-valadao.jpg" alt="" width="525" height="444" /></a>Esse é um ano de grandes novidade para a Mariana Valadão, e uma dessas é a gravação do seu DVD que acontecerá no mês de Maio na Igreja Batista da Lagoinha &#8220;Local onde foi gravado o 1º e o 2º CD e DVD do Diante do Trono&#8221;.</p>
<p>Não sabemos se o repertorio do DVD da Mariana será com canções inéditas, mas sabemos que Deus fará grandes coisas. Em breve postaremos mais novidades da gravação do 1º DVD da Mariana Valadão.</p>
<p>Fonte: FamíliaDT</p>
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		<title>Emerson Pinheiro e PG prestigiam consagração de CD do Quatro por Um</title>
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		<pubDate>Thu, 24 Feb 2011 16:23:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Murilo Gamboa</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O dia 5 de fevereiro ficou marcado na história da banda Quatro por Um, quando aconteceu o culto de consagração do CD &#8220;Uma Voz&#8221;. O templo da igreja Batista Central da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, estava lotado e entre amigos, familiares e membros da igreja, a banda Quatro por Um celebrou com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family: Arial"><a href="http://www.artecomcristo.com/wp-content/uploads/2011/02/x_6408.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-1533" src="http://www.artecomcristo.com/wp-content/uploads/2011/02/x_6408.jpg" alt="" width="300" height="300" /></a>O dia 5 de fevereiro ficou marcado na história da banda Quatro por Um, quando aconteceu o culto de consagração do CD &#8220;Uma Voz&#8221;. O templo da igreja Batista Central da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, estava lotado e entre amigos, familiares e membros da igreja, a banda Quatro por Um celebrou com muita alegria a nova fase ministerial.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial">Klev Soares, Duda Andrade, Valmir Bessa e Bruno Santos demonstraram, mais uma vez, que desejam alcançar muitos jovens ao Evangelho através da adoração e que o compromisso com a palavra de Deus permanece forte.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial">Para dar início ao louvor, nada melhor do que do que a canção &#8216;Eu Celebrarei&#8217;, sucesso que emplacou durante o ministério da banda. Klev soltou a voz e ministrou também &#8216;Libera o Grito&#8217; e &#8216;Milagre&#8217;, que fazem parte do novo disco.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial">A palavra ficou por conta do pastor Emerson Pinheiro, que também integrou o grupo no ano de 2003 e em poucas palavras falou sobre a experiência musical que teve na época ao lado de Duda Andrade, Marcus Salles e Valmir Bessa. E durante a pregação, chamou atenção para os referenciais e os exemplos que jovens desta geração estão seguindo.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial">&#8220;Deus nos chamou para algo excelente e precisamos refletir a luz de Cristo em nós. Ele preserva a nossa vida, porque temos um propósito&#8221;, declarou pastor Emerson. O cantor PG e sua família marcaram presença também e PG deixou uma mensagem abençoada através dos louvores &#8216;Meu Universo&#8217; e o clássico &#8216;Meu Prazer&#8217;, em nova versão que está no CD &#8220;A Conquista&#8221;.</span></p>
<p><em><span style="font-family: Arial">Fonte: MK Music</span></em></p>
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		<title>Em contra-ataque a lei “anti-homofobia”, deputado cria PL anti-heterofobia</title>
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		<pubDate>Thu, 24 Feb 2011 16:06:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Murilo Gamboa</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Se os homossexuais têm a sua PL-122, os heterosseuxais acabam de ganhar um projeto lei novinho em folha. Trata-se da PL-7382/2010 proposto pelo deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que penaliza a discriminação a heterossexual em até três anos de prisão. O tal projeto visa contrapor-se a PLC-122/06, apelidada por alguns evangélicos de ditadura gay, que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.artecomcristo.com/wp-content/uploads/2011/02/166712_cunhaintjpg.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-1528" src="http://www.artecomcristo.com/wp-content/uploads/2011/02/166712_cunhaintjpg-300x140.jpg" alt="" width="300" height="140" /></a></p>
<p>Se os homossexuais têm a sua PL-122, os heterosseuxais acabam de ganhar um projeto lei novinho em folha. Trata-se da PL-7382/2010 proposto pelo deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que penaliza a discriminação a heterossexual em até três anos de prisão.</p>
<p>O tal projeto visa contrapor-se a PLC-122/06, apelidada por alguns evangélicos de ditadura gay, que prevê punição equivalente em casos de homofobia. Segundo o nobre deputado, “o Poder Executivo, dentro de sua esfera de competência, penalizará os estabelecimentos comerciais e industriais e demais entidades que, por atos de seus proprietários ou prepostos, discriminem pessoas em função de sua heterossexualidade”, diz no texto do projeto.</p>
<p>Cunha também diz que será punido aquele que “impedir ou restringir a expressão de afetividade em locais públicos ou privados abertos ao público”.</p>
<p><strong>Controvérsias</strong></p>
<p>O deputado Eduardo Cunha foi um dos que votaram contra na votação que beneficiaria a classe trabalhadora brasileira, com um aumento do salário mínimo para R$600. O nobre deputado, cujo slogan de campanha é “o nosso povo merece respeito”, é pivô de um escândalo envolvendo a estatal FURNAS, um golpe de R$ 73 milhões.</p>
<p>Para o Bispo e conferencista Hermes Fernandes o projeto pode ter um outro pretexto: “Até que ponto a tal PL proposta por Cunha não seria mais uma cortina de fumaça? Parece melhor para sua imagem estar envolvido numa controvérsia entre gays e heteros, do que ter seu nome ligado a um escândalo de corrupção”.</p>
<p>Fonte: Gospel+ / Notícias Cristãs / JovemX.com</p>
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		<title>Igreja Universal perde espaço na programação da Rede Record</title>
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		<pubDate>Thu, 24 Feb 2011 15:57:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Murilo Gamboa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Record]]></category>
		<category><![CDATA[Universal]]></category>

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		<description><![CDATA[Sem alarde, desde segunda-feira, 21, a Igreja Universal perdeu espaço na programação da Record em várias cidades. A Universal ocupava o horário entre 13h30 e 14h nas emissoras de Fortaleza, Belo Horizonte, Porto Alegre, Goiânia, Salvador, Belém e Fortaleza. No horário, a audiência despencava. Em Fortaleza, por exemplo, caía de uma média de treze pontos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.artecomcristo.com/wp-content/uploads/2011/02/universal.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-1523" src="http://www.artecomcristo.com/wp-content/uploads/2011/02/universal.jpg" alt="" width="264" height="176" /></a>Sem alarde, desde segunda-feira, 21, a Igreja Universal perdeu espaço na programação da Record em várias cidades.</p>
<p>A Universal ocupava o horário entre 13h30 e 14h nas emissoras de Fortaleza, Belo Horizonte, Porto Alegre, Goiânia, Salvador, Belém e Fortaleza. No horário, a audiência despencava.</p>
<p>Em Fortaleza, por exemplo, caía de uma média de treze pontos para três pontos.</p>
<p>Em nome do ibope, decidiu-se mandar para o espaço as pregações.</p>
<p>A Universal deixou às tardes, mas continua firme nas madrugadas de toda a rede entre uma e cinco da manhã.</p>
<p>Fonte: Blog Radar Online &#8211; Veja online</p>
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		<title>Quem é o culpado por essa decadência?</title>
		<link>http://www.artecomcristo.com/2011/01/quem-e-o-culpado-por-essa-decadencia/</link>
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		<pubDate>Wed, 12 Jan 2011 20:17:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>César Ricky</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Ricky Tehilin]]></category>

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		<description><![CDATA[Estou aqui queimando alguns neurônios tentando me lembrar de algum lançamento realmente impactante da música cristã em 2010 (nacional e internacional). Entenda o que eu disse: lançamento impactante. Certamente bons CDs foram lançados. Mas estou em busca daquele que marca, que te faz ouvir por diversas vezes e pensar como os caras conseguiram fazer algo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.artecomcristo.com/wp-content/uploads/2011/01/pauta_musica.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-1515" src="http://www.artecomcristo.com/wp-content/uploads/2011/01/pauta_musica.jpg" alt="" width="300" height="300" /></a>Estou aqui queimando alguns neurônios tentando me lembrar de algum lançamento realmente impactante da música cristã em 2010 (nacional e internacional). Entenda o que eu disse: lançamento <strong><em>impactante</em></strong>.</p>
<p>Certamente bons CDs foram lançados. Mas estou em busca daquele que marca, que te faz ouvir por diversas vezes e pensar como os caras conseguiram fazer algo tão bom.</p>
<p>Alguns CDs, em anos diferentes, me trouxeram essa sensação. Vou citar os principais albuns cristãos que me causaram esse impacto: Iona &#8211; Open Sky, Deep Still &#8211; Authentic Celtic, David Crowder Band &#8211; Can You Hear Us, Delirious &#8211; Glo, Burlap to Cashemere &#8211; Anybody Out There?, Kaiser/Mansfield &#8211; Slow Burn, Third Day &#8211; Come Together, Vineyard UK &#8211; Beautiful, Kevin Prosch &#8211; Acoustic, The Insyderz &#8211; Skaleluia, Michael W. Smith &#8211; Freedom, The Verra Cruz &#8211; Innocence, Galactic Cowboys &#8211; Galactic Cowboys,  Tourniquet &#8211; The Collected Works, DC Talk &#8211; Freak Show, Som da Chuva &#8211; I, Darrell Evans &#8211; Freedom.</p>
<p>Claro, toda lista de CDs tem a influência do gosto da pessoa que escolhe. E é lógico que alguns desses CDs causaram mais impacto na época em que foram lançados do que agora, até porque muitos deles foram exaustivamente copiados por outras bandas. Mas se você observar atentamente coloquei CDs de diversos estilos musicais e de anos diferentes, alguns tem até um apelo mais comercial. Outra coisa interessante é que nessa lista tem CDs que foram lançados no mesmo ano, o que para mim demonstra terem feito parte de um período muito criativo da música cristã.</p>
<p>Fica aqui uma observação. Algumas das bandas que citei ainda nem são muito conhecidas, outras, lançaram esses excelentes CDs antes de fecharem contrato com as grandes gravadoras &#8211; o que de certa forma, demonstra que não eram manipulados artisticamente. E algumas dessas bandas acabaram (Galactic Cowboys, Burlap to Cashemere, The Insyderz, DC Talk).</p>
<p>O que me assusta muito quando converso sobre música cristã com algumas pessoas, é como tudo está nivelado por baixo. Ouço cada absurdo chamado de &#8220;excelente trabalho musical&#8221; que chego a ficar assustado. Sites e revistas cristãs costumam ser medonhos, porque são raros os que chamam de bom aquilo que é bom de verdade. A grande maioria da mídia cristã, que é manipuladora, vendida e medíocre (além de altos casos de puxa-saquísmos para quem é a &#8220;bola de vez&#8221;) é uma das maiores responsáveis dessa nivelação tão baixa no que diz respeito a qualidade musical.</p>
<p>Não estou escrevendo esse texto como músico de uma banda independente que faz um tipo de som praticamente anormal para os padrões mercadológicos. Estou escrevendo como consumidor e admirador da BOA música, vou frisar novamente: BOA música, não esse lixo enlatado que você compra na Conde de Sarzedas (famosa rua de comércio gospel da cidade de São Paulo) ou que você vê nas Expocristãs da vida (com mais que raríssimas exceções).</p>
<p>É engraçado que até mesmo os sites cristãos, que deveriam ajudar no &#8220;aculturamento&#8221; musical tornaram-se responsáveis por divulgar as coisas mais imprestáveis possíveis. As gravadoras e distribuidoras de CDs (que se dizem cristãs, mas o título cristão se refere apenas ao estilo de música, porque o objetivo mútuo é grana), algumas até com nomes estrambolicamente espirituais, já deixaram de apoiar os que tentam fazer algo interessante musicalmente para ficar com a &#8220;mesma mesmice de sempre&#8221;. Por quê? Porque o deus-grana precisa abençoar a conta bancária dos donos!</p>
<p>É difícil achar um único culpado na decadência da música cristã.</p>
<p>Os próprios pastores e ministros de louvor de igrejas manipulam o povo com a música que se deve ouvir ou não. Quer apostar? É só ver quais são as músicas cantadas nas igrejas durante o período de louvor. Outra forma de observar isso, é ver quais são os grupos ou artistas que cada igreja concorda em levar &#8211; falo isso com conhecimento de causa, já vi e participei dessas reuniões em vários lugares. A verdade é que o povo é manipulado o tempo todo. Muitas vezes os próprios pastores são manipulados pelos membros do grupo de louvor, que na grande maioria tem suas opiniões niveladas com o baixo nível do que se consume de música cristã.</p>
<p>Tem casos de igrejas que convidam determinado músico/artista/ministro de louvor, só para ver se consegue pegar uma &#8220;carona&#8221; no sucesso momentâneo do sujeito, ou mesmo se tornar &#8220;a igreja da vez&#8221; por levar o &#8220;artista da vez&#8221;. Infelizmente, raros são os que convidam grupos porque gostam ou admiram o trabalho.</p>
<p>É duro ter que revelar certas verdades, mas acho que já passou do tempo da igreja ter cérebro. Além de ser um lugar espiritual, precisa ser um lugar de pessoas pensantes e críticas, para não fircar engolindo todo tipo de besteira que engole ano após ano.</p>
<p>Os próprios artistas são culpados por isso. Alguns que se submetem a perda da autênticidade após a realização do sonho de fechar com uma gravadora e ter todo tipo de benefícios possíveis (carros, apartamentos, cirurgias plásticas &#8211; nos casos mais extremos de gravadoras grandes). Outros, por serem simplesmente imbecis em busca do sucesso abandonam sua idéia inicial de fazer algo que é seu para copiar outros. Desde que os músicos cristãos descobriram a fórmula &#8220;U2 &#8211; Coldplay&#8221; de se fazer música, nada de novo foi criado (obs: todo meu respeito ao U2 e Coldplay, que não tem culpa de serem plagiados). Sem falar no incontável número de artistas cristãos que tentam deixar seu estiloparecido com o do &#8220;artista da vez&#8221; ou se aproximar de artistas mais respeitados paenas para impulsionar suas carreiras.</p>
<p>Acho interessante que muitos músicos que tocam para os artistas cristãos promotores de lixo musical, tem uma concepção musical diferente dos seus patrões. Conheço muitos que são aficcionados por jazz, amantes de músicas de boa qualidade. Mas na hora de fazerem a diferença e colocarem a cara para bater mostrando algo novo e bem feito, se acovardam pela presença do deus-grana. Ou seja, criatividade e autenticidade são coisas banais que podem ser deixadas de lado quando descobre-se que o caminho ao lado delas não é tão fácil e e cheio de glamour.</p>
<p>Que vantagem tem para um músico que diz ser autêntico ficar tocando covers de suas bandas favoritas ao invés de compor sua própria música? Uma música ou outra, tudo bem, mas um CD inteiro! Para aqueles que se dizem adoradores, que vantagem tem ficar gritando &#8220;Jesus, eu te amo&#8221; feito um louco, por 5 ininterruptos minutos sendo que o Senhor nos deu inteligência o suficiente para sermos mais poéticos e sinceros em nossas adoração?</p>
<p>Nós, consumidores cristãos de música precisamos pensar mais, precisamos colocar nossos cérebros para funcionar e sermos mais críticos quanto ao que nos vendem. A igreja tem o prazer de criticar os programas de TV de domingo à tarde, acusando-os de serem os responsáveis por todo lixo de música esdrúxula que se consome no Brasil &#8211; o que é fato. Mas é essa mesma igreja, que de uma forma &#8220;gospel&#8221; consome outros tipos de lixo com o rótulo de cristão.</p>
<p>Os culpados por essa decadência são: Os artistas, as gravadoras e distribuidoras de CDs, a mídia, os pastores, os ministros de louvor, os músicos e o próprio povo que faz questão de deixar o cérebro guardado numa gaveta ao invés de pensar antes de engolir todo esse lixo musical.</p>
<p>Desisti, não vou mais queimar meus preciosos neurônios para tentar encontrar algo que se encontra em extinção: a criatividade musical na música cristã.</p>
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